
Entrega de Carta Aberta ao Sr. Ministro da Saúde
Dia 19 de janeiro, pelas 11 horas
As políticas de
saúde dos sucessivos governos, matam, efetivamente!
O Ministério
da Saúde encarregou-se de atribuir aos trabalhadores da saúde a
responsabilidade pelos recentes acontecimentos, que a todos deixaram
consternados e com preocupação acrescida, quer pelos acontecimentos, já de si
gravíssimos, quer pelas causas que lhes foram atribuídas e com as quais estamos
em profundo desacordo.
As mortes
verificadas em Serviços de Urgência, que têm vindo a público de forma demasiado
recorrente, refletem a displicência com que este governo e os que lhe
antecederam, tratam o Serviço Nacional de Saúde.
Para
justificar esta afirmação, de forma sustentada em factos, estão os dados
fornecidos pela ACSS e que revelam de forma inequívoca o que se continua a
passar no SNS.
Desde 2009
saíram do SNS 6100 trabalhadores, provocando um aumento das horas
extraordinárias realizadas (em 2014 foram realizadas mais de 8,4 milhões) e,
consequentemente um aumento dos ritmos de trabalho, levando a que os serviços
prestados tenham uma qualidade que não satisfaz quem os recebe e fica muito
aquém da excelência a que os trabalhadores do SNS habituaram os Portugueses.
Para realizar
os mais de 8,4 milhões de horas em falta (note-se que este número era de mais
de 10 milhões antes da implementação das 40 horas semanais), seria necessária a
contratação de mais de 4000 trabalhadores de todas as profissões da saúde.
A questão que
se deve impor perante estes acontecimentos é se o ministério da Saúde está a
fazer o seu trabalho, garantindo a prestação de cuidados de saúde a todos os
Portugueses, conforme é garantido na CRP ou, pelo contrário, pratica políticas
que visam a destruição do SNS com as nefastas consequências que daí adviriam
para toda a população.
Estaremos
junto ao ministério da saúde, no próximo dia 19 de Janeiro, às 11 horas, para
entregar uma Carta Aberta ao Ministro da Saúde, divulgar em pormenor esta informação
e dar a conhecer as ações de Luta que a Plataforma e as populações estão a
organizar para combater esta triste realidade: as políticas de saúde praticadas
em Portugal, desde há décadas, matam!
Plataforma Lisboa em Defesa do SNS