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22/04/15

Évora: Apelo à participação nas comemorações do 25 de Abril e 1º de Maio

MUSP Évora 

O 25 de Abril de 1974 veio trazer ao povo português muito mais do que o fim de um regime fascista velho e bafiento. Trouxe a liberdade e com ela conquistas tão cruciais ao desenvolvimento do nosso país como o Poder Local Democrático e um conjunto de Serviços Públicos finalmente para todos, independentemente das classes sociais.

Infelizmente os partidos que se têm alternado no governo, atiraram o nosso país para uma crise sem precedentes, a maior desde o 25 de Abril, e resolveram, com a ajuda dos governantes estrangeiros aos quais se submeteram, tornar os Serviços Públicos como um dos principais bodes expiatórios para uma crise gerada única e exclusivamente por anos e anos de má gestão política.

41 anos passados sobre o 25 de Abril a ofensiva contra os Serviços Públicos atingiu proporções nunca antes vistas, com consequências gravíssimas para as populações do distrito de Évora e do país.

O distrito de Évora tem sido duramente afetado com estas políticas de desagregação e destruição seguidos de encerramentos de Serviços Públicos que têm levado o caos às Escolas, aos Tribunais, às Repartições de Finanças, aos Serviços de Segurança Social e de Saúde.

O ataque à Justiça que levou ao encerramento de largas dezenas de tribunais por todo o país e à perda de valências em outros tantos. Contínua em marcha o processo que visa levar ao encerramento de centenas de Serviços de Finanças em todo o país, atirando dezenas de trabalhadores para a rua e retirando à população mais um serviço público de proximidade.

De referir é também o ataque ao Ensino Público, pois só no ano letivo transato, a Direção Regional de Educação ditou o encerramento de 12 escolas do primeiro ciclo no distrito de Évora dando mais um passo no sentido do seu esvaziamento e isolamento das nossas Freguesias rurais. Refira-se já agora a falta de pessoal docente e auxiliar que tem vinda a prejudicar seriamente alunos e trabalhadores.

Também SNS tem sofrido, ano após ano, cortes brutais que têm que ter, obrigatoriamente, consequências e para além da degradação dos serviços, as consequências são, demasiadas vezes, vidas humanas. Para além dos graves problemas com que se depara o HESE a população do distrito é constantemente confrontada com tentativas de reduzir horários de funcionamento ou mesmo encerrar mais extensões de saúde.

Nos últimos tempos o governo tem tentando envolver as Autarquias neste processo de destruição de Serviços Públicos de proximidade, tentando que aceitem competências que pertencem em exclusivo ao Estado, em áreas como a Educação, a Saúde, a Segurança Social. Esta tentativa de Municipalização das Funções Sociais do Estado é um engodo que visa apenas empurrar focos de descontentamento para as Câmaras Municipais, estrangulando-as ainda mais financeiramente, degradando a qualidade dos serviços e, claro está, abrindo caminho para uma futura privatização de setores chave do Estado, transformando direitos em negócios!

A resposta para todos estes problemas que afetam e ameaçam a nossa população só pode ser uma: continuar e intensificar cada vez mais o esclarecimento e, sobretudo, a luta!

Por tudo isto o MUSP exorta a população dos Distrito de Évora a participar ativamente nas várias iniciativas comemorativas do 25 de Abril a ter lugar nos vários concelhos e nas comemorações do 1º de Maio que terão lugar em Évora, Montemor-o-Novo e Vendas Novas.

Porque comemorar Abril e o 1º de Maio é persistir na luta em defesa do regime democrático e dos avanços económicos, sociais e políticos que a Constituição consagra.

Viva o 25 de Abril e o 1º de Maio 
Viva a luta dos Utentes do distrito de Évora 

16/04/14

O MUSP do Distrito de Évora responsabiliza o governo pela inoperacionalidade da VMER!


Mais uma vez a população do Distrito de Évora se viu confrontada com a inoperacionalidade da Viatura Medica de Emergência e Reanimação (VMER).
As situações mais graves deixam marcas fatais, tal como o acidente em Reguengos de Monsaraz no passado dia 6 de abril de 2014, com duas vítimas mortais, ou o acidente do dia 25 de Dezembro de 2013, que implicou a morte de quatro pessoas, mas, que de modo algum, representam casos isolados. O MUSP afirma que, por todo o distrito, pessoas que sofreram AVC´s ou ataques cardíacos, em muitos casos, não tiveram uma resposta por parte da VMER por esta não estava operacional.
As entidades responsáveis tanto a ARS Alentejo, como o Ministro da Saúde, entraram no jogo do empurra: O MUSP em anteriores comunicados e em reuniões com a ARS Alentejo, denunciou a inoperacionalidade constante da VMER, que se deve a duas razões; falta de recursos humanos e baixas remunerações, que por sua vez se deve à falta de meios financeiros transferidos para o Hospital do Espirito Santo, responsabilidade que é por inteiro da ARS Alentejo e do Ministério da Saúde. O MUSP lamenta que as entidades públicas, designadamente a ARS Alentejo, no lugar de assumir as suas responsabilidades se desculpem, responsabilizando os profissionais de saúde.
Os cortes que, ano após ano, o Governo PSD\CDS aplica nos Sectores Sociais do Estado, têm estas gravíssimas consequências. Relembre-se que só no Orçamento de Estado para 2014 os cortes no SNS foram de 200 milhões de Euros! Os sucessivos cortes no sector da Saúde têm que ter, obrigatoriamente, consequências além da degradação dos serviços, muitas vezes com a perda de vidas humanas.
Na sequencia dos incidentes com a VMER em Évora, as medidas tomadas pelo Governo, em relação à emergência medica pré- hospitalar, vão agravar mais ainda a situação, pois a falta de profissionais nos Centros de Saúde é enorme o que coloca as populações cada vez mais desprotegidas.
Saliente-se que, desde sempre, o MUSP tem alertado para a situação da VMER no distrito de Évora e que irá continuar a exigir a seu funcionamento 24 horas por dia; Continuaremos a exigir para o Alentejo mais profissionais de saúde; Assim como continuaremos a exigir que acabem os cortes cegos neste sector.
O MUSP vai solicitar uma reunião com a Administração do Hospital de Évora e com a ARS Alentejo onde, mais uma vez, iremos transmitir a nossa profunda preocupação com a situação da VMER e com todas as outras políticas de Saúde que estão a prejudicar gravemente a população do distrito.
O MUSP do Distrito de Évora, não pode ficar indiferente à política destrutiva no setor da Saúde e considera que é urgente e necessário assegurar o acesso á saúde consagrado na Constituição da Republica Portuguesa.
O MUSP com os movimentos de utentes, em cada concelho, irá tomar medidas para reforçar a luta contra esta gravíssima situação e denunciando e responsabilizando o governo por esta grave situação.
No ano em que se comemoram os 40 anos do 25 de Abril, o Governo desenvolve o mais feroz ataque contra o Serviço Nacional de Saúde, pelo que só a sua demissão colocará fim a esta brutal ofensiva.
 
Évora, 15 de Abril de 2014