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21/01/15

Linha de Cascais: desinvestimento provoca supressão de comboios Exigimos a sua reposição

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O desinvestimento a que tem sido votada a linha de Cascais, ao longo das duas últimas décadas, está agora a fazer sentir os seus efeitos, provocando problemas contínuos no material circulante, com uma imobilização superior ao normal, o que não permite a garantia da oferta programada.
Essa foi a razão central da medida de reduzir a oferta na linha de Cascais, desde o passado dia 18, tal como tinha acontecido já antes com a supressão dos comboios de S. Pedro e, que não será a última medida caso persista a política de abandono desta linha.
Apesar da redução do número de comboios, continuámos a assistir à supressão doutros nas horas de ponta, altura em que, normalmente, ocorrem o maior número de avarias.
 Comboio Cascais
Lembramos que na altura de renovação do material circulante, optou-se por fazer a “modernização” dos comboios antigos que existiam na linha, dando-lhe uma “cara nova” mas mantendo o “esqueleto velho
A situação não é mais grave porque a capacidade técnica e empenho dos trabalhadores da EMEF, tem conseguido reduzir os impactos negativos da falta de investimento na infraestrutura e material circulante da linha de Cascais, mas estes trabalhadores não fazem milagres, quando a empresa é sujeita a constrangimentos imposto pelo governo que dificultam a sua atividade. É a EMEF que garante a qualidade e segurança do material circulante e esta é uma das empresas que o governo quer privatizar, o que contribuirá para agravar a situação.
O que se passa na linha de Cascais é apenas uma parte do problema mais geral, em que o desinvestimento está a conduzir à degradação do serviço prestado, como é o caso da linha do Sado.
Os responsáveis por esta situação são os sucessivos governantes que têm conduzido uma política de destruição do sector público de transportes, com o objetivo de o privatizar pelo mais baixo preço.
Este não é um problema de falta de dinheiro, mas sim de opções, porque o governo tem privilegiado os negócios "swaps", que já absorveram mais dinheiro do que o necessário para fazer a renovação do material circulante na linha de Cascais.
Esta situação é mais um incentivo à utilização do transporte individual, para quem pode recorrer a essa alternativa. Por outro lado, quem não tem essa alternativa não lhe é garantido o seu direito à mobilidade em condições aceitáveis.
É inaceitável que aos utentes seja exigido o pagamento de tarifas elevadas e simultaneamente sejam obrigados a reprogramar as suas deslocações, devido ao desleixo a que a Linha de Cascais tem sido votada durante dezenas de anos.
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos solidariza-se com os Utentes da Linha de Cascais e exige que seja reposto o serviço a que têm direito e que responda ás suas necessidades.
Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP
Lisboa, 20 de janeiro de 2015

01/08/14

Contrariando Argumentos do Governo: A CP é viável

A Administração da Empresa Pública de Transportes CP apresentou recentemente às organizações representativas dos trabalhadores as contas relativas aos cinco primeiros meses do ano corrente cujos resultados contrariam em absoluto aqueles que são os argumentos do governo para a privatização da CP e de outras empresas públicas de transporte ferro ou rodoviária.
Com menos meios financeiros, com menos material circulante de qualidade e ainda com menos trabalhadores a CP conseguiu alcançar resultados muito importantes como são o aumento de passageiros transportados e das receitas, situações que revelam de forma clara e evidente que esta e outras empresas do Setor Empresarial do Estado são viáveis se a gestão das mesmas for feita de acordo com os interesses nacionais e com os direitos dos utentes e trabalhadores e não como habitualmente acontece em favor e benefício de interesses económicos privados nacionais e internacionais.
Os resultados apresentados dão razão à opinião que temos e reforçam as posições que em diversas ocasiões temos assumido enquanto Movimento de Utentes dos Serviços Públicos MUSP em defesa de serviços e empresas públicas como forma de serem garantidos os direitos sociais e laborais das populações e trabalhadores.
Lisboa, 1 de agosto de 2014
Movimento de Utentes dos Serviços Públicos MUSP