Utentes dos transportes
públicos do Porto participaram na manifestação de 7 de março promovida pela
CGTP-IN e reclamaram contra a privatização do STCP e Metro do Porto.
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11/03/15
16/12/14
Saúde no distrito do Porto
Relativamente
à situação na zona do Porto e concelhos limítrofes, ela caracteriza-se essencialmente
pela falta de recursos humanos e materiais, quer nos hospitais, S. João, Santo
António, Gaia/Espinho, quer nos centros de saúde, originando encerramento de
enfermarias e redução forçada dos horários de atendimento o que provoca aumento
das listas de espera para cirurgias, consultas, exames de diagnóstico e outros,
colocando vários serviços muito próximo da rutura e obrigando-os a atuar em
regime de serviços mínimos e recorrendo ao trabalho precário.
Acresce
o facto de muitos profissionais médicos, enfermeiros, assistentes técnicos,
operacionais e superiores, pedirem a reforma antecipada e até emigrarem por
falta de condições de trabalho e remuneração condigna.
No
distrito existem cerca de 200 mil utentes sem médico de família e também
extensões sem médico no ativo ou em vias disso, exemplos de Vila Nova de Gaia
(em Afurada e Mafamude), Felgueiras, Marco de Canaveses (em Soalhães),
Baião (em Ribadouro e Mesquinhara) e o próprio centro de saúde de Campêlo em vias
de privatização, mas há também extensões só com um médico casos de Amarante (em
Vila Caiz) e Baião (em Teixeira, Gestaçô e Eiriz), resultando que, em tempo de férias
dos profissionais, não há substituições e os utentes ficam de facto sem médico
nesse período.
A
desorçamentação na área da saúde provoca aumento das listas de espera em
cirurgias e consultas, mas também falta de novos medicamentos, nomeadamente nas
patologias do fígado, cancro, diabetes, e para aquisição de material clínico
nos hospitais, causando limitação na prescrição em ambulatório, nos exames de
diagnóstico e em tratamentos, para além da carência de transportes de serviço.
Com
estes constrangimentos, as taxas moderadoras e a crise cujos custos se refletem
essencialmente nos economicamente mais débeis, aumenta o número de faltas de
utentes às consultas e tratamentos.
Para
além disto e com a publicação da Portaria 82/2014 que, a pretexto de
reorganizar os hospitais do Distrito, vai desqualificá-los pela perda das especialidades
de Estomatologia, Pedopsiquiatria e Endocrinologia, são os utentes a ficar
prejudicados.
O
panorama, em resumo, é grave e não se prevê que melhore. Basta olhar para o Orçamento
do Estado 2015, indicando mais cortes e desinvestimento na Saúde.
04/11/14
Os Utentes dos transportes públicos do Porto promoveram no dia 23 de outubro uma ação de protesto e indignação
Em defesa de mais e
melhores serviços
Em defesa de mobilidade
para todos
Contra a privatização
dos transportes
O governo PSD/CDS-PP na área dos
transportes tudo tem feito para transformar o serviço público de transportes
num bom negócio para os interesses privados.
Para tal penaliza de forma brutal os
utentes e os trabalhadores – aumento dos preços e redução de serviços, corte de
salários, congelamento de carreiras, retirada de direitos.
Nos últimos quatro anos as tarifas sofreram aumentos brutais
(20% na CP, 30% no STCP, 43% na Carris e 70% no Metro de Lisboa).
A oferta de serviços foi reduzida (10% na CP, 18% no STCP,
21% na Carris e 36% no Metro de Lisboa).
O resultado desta política foi o aumento da dívida das empresas de transportes em 20% nestes quatro anos e o afastamento de muitos utentes e mesmo menos receitas de bilheteira para algumas empresas. Os utentes que persistem em utilizar o transporte público pagam mais caro por pior serviço.
O governo persiste nesta receita de terrorismo social: os concursos de “subconcessão” dos STCP e Metro do Porto permitem aos operadores privados reduzir carreiras e frequências em 10% e aumentar ainda mais as tarifas.
A experiência desastrosa para o interesse público que se verifica há anos no Metro do Porto – uma PPP lançada por uma empresa pública, às ordens do Governo, com passivos brutais para o Estado e lucros garantidos para os grupos económicos – é o mesmíssimo modelo que querem eternizar naquela empresa e agora impor e aplicar na STCP, na Carris e no Metro de Lisboa.
Qualquer empresa privada tem como fim gerar o maior lucro possível para os seus donos e não o de garantir serviço público para todos os passageiros. Com os privados a oferta é seguramente menor e os preços maiores.
O exemplo da Fertagus é elucidativo: as suas tarifas são cerca de 50% superiores que as da CP para serviços idênticos.
Em 1992 a RN foi privatizada com o argumento do governo da altura que “um monopólio estatal não favorecia as populações”. Vinte e dois anos depois já não há serviço rodoviário em grande parte do país, contribuindo para a desertificação do interior.
Quando países como o Reino Unido aprendem com os erros e recuam nas medidas tomadas há anos atrás, é o Governo português a querer seguir essa mesma receita de desastre. É necessário parar esta política de desastre nacional que entrega setores estratégicos a interesses privados.
Os utentes e trabalhadores dos transportes continuarão a sua luta para inverter esta política e seja respeitado o direito das pessoas à mobilidade.
Movimento de Utentes dos Serviços Públicos
A experiência desastrosa para o interesse público que se verifica há anos no Metro do Porto – uma PPP lançada por uma empresa pública, às ordens do Governo, com passivos brutais para o Estado e lucros garantidos para os grupos económicos – é o mesmíssimo modelo que querem eternizar naquela empresa e agora impor e aplicar na STCP, na Carris e no Metro de Lisboa.
Qualquer empresa privada tem como fim gerar o maior lucro possível para os seus donos e não o de garantir serviço público para todos os passageiros. Com os privados a oferta é seguramente menor e os preços maiores.
Em 1992 a RN foi privatizada com o argumento do governo da altura que “um monopólio estatal não favorecia as populações”. Vinte e dois anos depois já não há serviço rodoviário em grande parte do país, contribuindo para a desertificação do interior.
Quando países como o Reino Unido aprendem com os erros e recuam nas medidas tomadas há anos atrás, é o Governo português a querer seguir essa mesma receita de desastre. É necessário parar esta política de desastre nacional que entrega setores estratégicos a interesses privados.
Os utentes e trabalhadores dos transportes continuarão a sua luta para inverter esta política e seja respeitado o direito das pessoas à mobilidade.
Movimento de Utentes dos Serviços Públicos
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