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05/05/15
04/05/15
SANTARÉM: Documento aprovado no ENCONTRO DISTRITAL
4º.
ENCONTRO DISTRITAL de SANTARÉM de COMISSÕES E UTENTES
dos
SERVIÇOS PÚBLICOS
ORGANIZAR OS UTENTES,
DEFENDER SERVIÇOS
PÚBLICOS DE PROXIMIDADE E QUALIDADE!
Os
últimos anos têm-se caracterizado, a par de uma dramática redução de rendimento
de trabalhadores, reformados e familiares, pela redução de serviços
públicos/funções sociais do Estado, consequência directa das políticas
governamentais. A proximidade e a qualidade dos diversos serviços têm sido
gravemente afectadas. Em conclusão: os serviços públicos estão mais caros, mais
longe e, em muitos casos, com pior qualidade afectando a qualidade de vida das
populações.
Infelizmente,
constata-se que ainda vai exigir muita resistência e luta para que tenhamos
serviços públicos de proximidade e qualidade. Aos utentes, para além da sua
luta diária, com o seu voto nas próximas escolhas eleitorais, cabe a
responsabilidade de contribuir para alterar o quadro político de forma a serem
respeitados os seus anseios e a sua qualidade de vida.
Organizar os utentes
Às
estruturas do movimento de utentes compete FUNDAMENTALMENTE estimular,
organizar, ouvir as populações para reforçar a luta pelos seus direitos. A
organização e empenho das estruturas melhorarão à medida que se forem
concretizando as diversas iniciativas. Estas, conforme o contexto sociopolítico,
podem assumir a forma de reuniões públicas, reuniões com entidades, acções com
movimento sindical e autarquias, elaboração e distribuição de documentos,
abaixo-assinados, petições, concentrações, conferências de imprensa, roteiros…
Todos os esforços devem ser feitos na criação e dinamização das Comissões de
Utentes locais com vista ao envolvimento de cada vez maior número de cidadãos
na informação, audição e organização das populações.
As
Comissões de Utentes devem reunir regularmente na base da transparência e na
participação democrática, privilegiando o trabalho colectivo, sendo fundamental
dar conhecimento público das suas propostas, análises e das suas iniciativas.
Estas, na sua acção devem privilegiar o contacto directo com as populações nos
seus diversos locais de residência, no comércio local, junto das empresas, nos
mercados.
A
necessidade de melhorar a intervenção sectorial implica a constituição de
grupos de trabalho específicos que recolherão informação e proporão iniciativas
ao Secretariado. Propõem-se: Transportes, Mobilidade e Comunicações; Água e
Saneamento; Educação e Ensino; ACES Lezíria; H. D. Santarém; ACES Médio Tejo;
CHMT; Poder local e Serviços Públicos. Caberá aos coordenadores do Secretariado
organizar a acção de cada um dos grupos, tendo em conta as especificidades de
cada sector.
Para
responder aos objectivos de envolver mais cidadãos, chegar junto das
populações, melhorar a actividade e criar novas Comissões de Utentes ao
Secretariado exige-se um trabalho constante e eficiente. Assim, propõe-se a
existência de uma equipa coordenadora e que o Secretariado reúna
descentralizadamente na Lezíria e no Médio Tejo, podendo participar as
Comissões locais que o desejarem.
Na
sociedade mediática em que vivemos o Movimento de Utentes deve dar um especial
destaque às questões de informação e comunicação. Há que melhorar a recolha e
distribuição organizada e sistemática de informação sobre serviços públicos e a
actividade do movimento de utentes, para o qual o MUSP SANTARÉM deve dar um
contributo positivo e solidário, e manter actualizados os contactos dos
activistas do movimento de utentes, de utentes, de entidades e da comunicação
social.
Defender os serviços públicos
Exige-se
a gestão pública dos diversos serviços. Recusam-se as privatizações e
concessões. Reprova-se a tentativa de municipalização de serviços públicos.
Reivindica-se uma gestão eficiente e eficaz e reforço do financiamento,
condições indispensáveis ao desenvolvimento equilibrado do Distrito.
A
articulação entre os diversos níveis de cuidados
de saúde, o suprir a necessidade urgente de mais profissionais e uma gestão
virada para a proximidade são condições indispensáveis à melhoria da qualidade
na prestação de cuidados de saúde.
A gestão
pública e criteriosa dos sistemas de captação e distribuição da água e dos sistemas de saneamento
serão a garantia do cumprimento do direito de acesso a um direito vital.
São
necessárias a manutenção e a construção de novas infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, conservando-as na
esfera pública. Nas vias rodoviárias estruturantes e sem alternativas viáveis
devem ser abolidas as portagens.
O
reforço da autonomia e do financiamento da Educação e da escola pública é fundamental para garantir o acesso geral e
universal ao ensino de qualidade em todos os níveis em que se desenvolve.
No
respeito pela dignidade humana devem ser repostos e actualizados os valores das
prestações sociais (reformas,
subsídios) e garantida a prestação
dos serviços de apoio social.
Fornecimento
com qualidade técnica das energias e
a preços que se coadunem com os rendimentos das famílias e não com os
escandalosos lucros das empresas do sector.
Há
que garantir a universalidade, a qualidade e a confidencialidade dos serviços postais com a distribuição
diária da correspondência.
As
operadoras de telecomunicações
deverão criar condições técnicas para que, em toda a extensão do distrito, as
populações e as actividades económicas possam aceder em igualdade a serviços de
comunicações.
Garantir
a proximidade dos serviços centrais
descentralizados (repartições de finanças, tribunais, delegações regionais
da agricultura e outros departamentos governamentais).
Iniciativas públicas
O
Secretariado do MUSP SANTARÉM, em conjunto com as Comissões de Utentes, deverá
a curto prazo marcar acções simultâneas
em defesa dos Serviços Públicos nas localidades onde haja meios e condições
à sua concretização.
Marcar para 12 de Maio, uma
deslocação ao Ministério da Saúde para entrega das dezenas
de milhares de assinaturas recolhidas em defesa de um melhor funcionamento dos
hospitais (nomeadamente as urgências) e a reivindicação de mais médicos e
outros profissionais para os Centros e Extensões de Saúde.
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23/04/15
Comemorações populares do 25 de Abril e do 1º de Maio
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos apela à participação de todos nas comemorações populares do 25 de Abril e do 1º de Maio.
A revolução do 25 de abril de 1974 que pôs fim ao regime fascista e restituiu a liberdade e a democracia veio também abrir as portas para que na Constituição da República Portuguesa de 1976 tenham sido consagrados direitos económicos e sociais fundamentais para a coesão e desenvolvimento do país.
Nos últimos anos têm sido implementadas políticas de crescente desresponsabilização do Estado face às suas obrigações constitucionais, nomeadamente a de garantir o direito à saúde, à educação, à segurança social, à justiça, à cultura, mas também num conjunto de serviços e de bens essenciais como a eletricidade, os combustíveis, os transportes, as comunicações e as telecomunicações, a água e a recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos, entre outros.
Vamos todos participar nas comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio para derrotar estas políticas e criar condições para uma alternativa política de esquerda e soberana, que respeite os princípios, os valores e os direitos consagrados na Constituição da República, dando a todos condições de vida dignos numa sociedade mais justa e mais solidária.
Por mais e melhores serviços públicos!
Por mais e melhores serviços públicos!
Abril é o futuro!
Movimento de Utentes dos Serviços Públicos
Desfile 15 h Lisboa
Marquês de Pombal
Distrito de Lisboa: Av.
Fontes Pereira de Melo
Distrito de Setúbal: Banco Montepio Rua Braamcamp
22/04/15
Évora: Apelo à participação nas comemorações do 25 de Abril e 1º de Maio
O 25 de Abril de 1974 veio trazer ao povo português muito mais do que o fim de um regime fascista velho e bafiento. Trouxe a liberdade e com ela conquistas tão cruciais ao desenvolvimento do nosso país como o Poder Local Democrático e um conjunto de Serviços Públicos finalmente para todos, independentemente das classes sociais.
Infelizmente os partidos que se têm alternado no governo, atiraram o nosso país para uma crise sem precedentes, a maior desde o 25 de Abril, e resolveram, com a ajuda dos governantes estrangeiros aos quais se submeteram, tornar os Serviços Públicos como um dos principais bodes expiatórios para uma crise gerada única e exclusivamente por anos e anos de má gestão política.
41 anos passados sobre o 25 de Abril a ofensiva contra os Serviços Públicos atingiu proporções nunca antes vistas, com consequências gravíssimas para as populações do distrito de Évora e do país.
O distrito de Évora tem sido duramente afetado com estas políticas de desagregação e destruição seguidos de encerramentos de Serviços Públicos que têm levado o caos às Escolas, aos Tribunais, às Repartições de Finanças, aos Serviços de Segurança Social e de Saúde.
O ataque à Justiça que levou ao encerramento de largas dezenas de tribunais por todo o país e à perda de valências em outros tantos. Contínua em marcha o processo que visa levar ao encerramento de centenas de Serviços de Finanças em todo o país, atirando dezenas de trabalhadores para a rua e retirando à população mais um serviço público de proximidade.
De referir é também o ataque ao Ensino Público, pois só no ano letivo transato, a Direção Regional de Educação ditou o encerramento de 12 escolas do primeiro ciclo no distrito de Évora dando mais um passo no sentido do seu esvaziamento e isolamento das nossas Freguesias rurais. Refira-se já agora a falta de pessoal docente e auxiliar que tem vinda a prejudicar seriamente alunos e trabalhadores.
Também SNS tem sofrido, ano após ano, cortes brutais que têm que ter, obrigatoriamente, consequências e para além da degradação dos serviços, as consequências são, demasiadas vezes, vidas humanas. Para além dos graves problemas com que se depara o HESE a população do distrito é constantemente confrontada com tentativas de reduzir horários de funcionamento ou mesmo encerrar mais extensões de saúde.
Nos últimos tempos o governo tem tentando envolver as Autarquias neste processo de destruição de Serviços Públicos de proximidade, tentando que aceitem competências que pertencem em exclusivo ao Estado, em áreas como a Educação, a Saúde, a Segurança Social. Esta tentativa de Municipalização das Funções Sociais do Estado é um engodo que visa apenas empurrar focos de descontentamento para as Câmaras Municipais, estrangulando-as ainda mais financeiramente, degradando a qualidade dos serviços e, claro está, abrindo caminho para uma futura privatização de setores chave do Estado, transformando direitos em negócios!
A resposta para todos estes problemas que afetam e ameaçam a nossa população só pode ser uma: continuar e intensificar cada vez mais o esclarecimento e, sobretudo, a luta!
Por tudo isto o MUSP exorta a população dos Distrito de Évora a participar ativamente nas várias iniciativas comemorativas do 25 de Abril a ter lugar nos vários concelhos e nas comemorações do 1º de Maio que terão lugar em Évora, Montemor-o-Novo e Vendas Novas.
Porque comemorar Abril e o 1º de Maio é persistir na luta em defesa do regime democrático e dos avanços económicos, sociais e políticos que a Constituição consagra.
Viva o 25 de Abril e o 1º de Maio
Viva a luta dos Utentes do distrito de Évora
30/03/15
12º Encontro das Comissões e Associações de Utentes dos Serviços Públicos
Realizou-se no dia 21 de março, em Lisboa, o 12º Encontro das
Comissões e Associações de Utentes dos Serviços Públicos com a participação de
30 organizações representadas por 40 elementos.
O 12º Encontro contou com cerca de 20
intervenções onde cada uma das entidades presentes colocou os problemas com que
as populações são confrontadas no acesso aos serviços públicos, nomeadamente na
área da saúde, transportes, mobilidade e acessibilidades, educação, segurança
social, justiça, abastecimento de água e saneamento.
Como se não bastasse a brutal ofensivo contra os rendimentos
dos portugueses - redução de salários e pensões, aumento brutal de impostos,
principalmente para quem tem rendimentos do trabalho – ainda se assiste a um
aumento das dificuldades de acesso aos serviços públicos através de
encerramento de serviços de proximidade e com aumento de taxas para a sua
utilização.
É o resultado da submissão aos
interesses dos grandes grupos económicos e financeiros nacionais e
estrangeiros, inscritos no Memorando de Entendimento com a troika estrangeira
subscrito por PS, PSD e CDS, aplicado e agravado pelo atual governo e que
continua apesar do governo afirmar que “saímos do programa de ajustamento com
sucesso”.
Os sucessivos cortes previstos nos Orçamentos de Estado no
financiamento dos serviços públicos e nos rendimentos dos trabalhadores e
pensionistas, demonstram a opção clara do governo em agravar as já muito
difíceis condições de vida do povo e dificultar o acesso a serviços públicos
essenciais.
Por isso o compromisso de
prosseguir e reforçar a luta por mais e melhores serviços públicos como é
salientado na Resolução e nas moções aprovadas (Moção
sobre a Municipalização dos Serviços Públicos e Moção “Pelo Direito a Cuidados
de Saúde Públicos Para Todos; Defender o Serviço Nacional de Saúde".
Foi ainda aprovada a lista de 19 membros efetivos e 10
suplentes para formarem a nova direção para os próximos dois anos.
Movimento de Utentes dos Serviços Públicos
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