11/04/11

Capitulação total do Governo face às exigências e chantagem do capital financeiro

Ao decidir recorrer a um empréstimo financeiro externo o Governo de maioria socialista com o apoio do Presidente da República, do Partido Social Democrata e do CDS/PP cedeu em toda a linha às exigências da chanceler alemã Angela Merkel e à Comissão Europeia, e à chantagem dos banqueiros portugueses, agências de rating e do próprio fundo monetário internacional.

A decisão tomada não vai contribuir para a resolução de nenhum dos muitos e graves problemas que a grande maioria da população portuguesa está mergulhada, funcionando apenas e como é hábito para salvaguardar os interesses dos grandes grupos económicos particularmente o sistema bancário, cujos lucros em plena situação de crise económica e social atingem valores escandalosos.

Aos trabalhadores e respectivas populações vão continuar a ser postos em causa os seus direitos e exigidos mais sacrifícios financeiros e económicos através da aplicação de novas e mais graves medidas (ex: Grécia e Irlanda) cujas consequências far-se-ão inevitavelmente sentir aos níveis do aumento da pobreza, da miséria e da exclusão social.

Esta situação que o país atravessa e a sua população vive é inseparável das políticas de direita que nas últimas duas, três décadas os Governos constituídos por PS-PSD e CDS/PP têm promovido, sempre contra os trabalhadores e respectiva população em benefício dos grupos económicos.

Face a tantos sacrifícios impostos aos mais pobres e desprotegidos pelos sucessivos governos e pelas políticas que promoveram é tempo de dizer basta, posição que pode ser assumida nas eleições de 05 de Junho por todos e todas que de forma injusta e violenta têm sofrido os seus efeitos.

Grupo Permanente do MUSP

17/03/11

Apoio e participação à e na Acção Nacional de Protesto de 19/03/11 em Lisboa

Lisboa, 16 de Março de 2011

Considerando a grave situação económica e social que o país e a maioria dos Portugueses vivem por culpa das políticas de direita que os sucessivos governos incluindo o actual têm promovido, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta o seu total apoio à marcação pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses/Intersindical Nacional da Acção Nacional de Protesto para o próximo Sábado dia 19 às 15H00 para a cidade de Lisboa.
Para além do seu apoio o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP far-se-á representar no desfile e já apelou às respectivas comissões de utentes para que também elas se façam representar, devidamente identificadas com os respectivos nomes e as reivindicações por que lutam.
Esta será concerteza mais uma grande acção exigindo políticas diferentes para garantirem os direitos das populações e dos trabalhadores, contra as injustiças e desigualdades sociais.


Grupo Permanente do MUSP

15/03/11

Governo continua a ceder às pressões e chantagem dos grupos económicos, a Bruxelas e Berlim

Lisboa, 14 de Março de 2011

Na continuidade das desgraçadas políticas que os sucessivos governos têm promovido, sempre em benefício dos mesmos e em prejuízo dos do costume o actual governo de maioria socialista acaba de anunciar um brutal pacote de medidas de cariz anti-social e económico que a ser concretizado representaria para a grande maioria dos portugueses e respectivas famílias um profundo agravamento das graves condições de vida em que já hoje vivem arrastando-as mesmo para situações de miséria extrema, pondo em causa vidas humanas.
De capitulação em capitulação face às ordens, interesses e chantagem de Bruxelas, Berlim e dos grandes grupos económicos e sempre com o argumento da redução do défice e da dívida pública, o governo tem tomado decisões e aplicado medidas consideradas quer nos denominados P.E.C.s quer no próprio Orçamento de Estado para 2011 que representam uma gravíssima regressão civilizacional que mais não visam do que retirar direitos às populações e trabalhadores, criando condições para que os lucros da banca, seguros, energia, gás, combustíveis e especulação financeira aumentem ano após ano para valores astronómicos.
Por estar convicto que não foi, não é, nem será com medidas como as que os sucessivos e actual governos já tomaram, ou se prepara para aplicar que os graves problemas que o país e respectiva população vivem se resolvem, mas antes os aumentam e agravam, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta sobre as mesmas o seu profundo repúdio e grande preocupação, permitindo-se em simultâneo exortar as populações e trabalhadores a desenvolverem e participarem nas acções que entendam como as mais necessárias e adequadas para porem fim a tais opções políticas do Governo e para defenderem os direitos a que têm direito.

Grupo Permanente do MUSP

01/03/11

O escândalo dos aumentos dos combustíveis continua

Independentemente dos preços dos combustíveis em Portugal serem dos mais caros ao nível Europeu, os mesmos continuam a aumentar para valores exorbitantes.
O argumento para os sucessivos aumentos é sempre o mesmo, aumento do preço do petróleo em contrapartida quando os seus preços descem, os preços dos combustíveis não reduzem com a mesma celeridade ou não reduzem mesmo.
Tudo isto acontece sem que o Governo tome qualquer posição para regular os preços dos combustíveis pondo cobro a uma situação de completo escândalo, cujas nefastas consequências económicas se fazem sentir ao nível do custo de vida e nas despesas mensais dos proprietários de veículos, com evidentes benefícios para as empresas petrolíferas que a cada ano que passa aumentam de forma astronómica os seus fabulosos lucros.
Face a tais situações é hoje mais do que evidente que a privatização da petrolífera GALP se constituiu como um erro gravíssimo com prejuízos assinaláveis para a População portuguesa e Economia Nacional, erro que é urgente corrigir fazendo-a regressar à posse do Estado.

Grupo Permanente do MUSP

Lisboa, 28 de Fevereiro de 2011

11/02/11

Manifestação de Solidariedade e Apoio

Manifestação de Solidariedade e Apoio

Lisboa, 10 de Fevereiro de 2011

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP vem pela presente manifestar-vos solidariedade e total apoio às vossas acções e iniciativas de indignação, protesto e reivindicação realizadas em conjunto com a população em defesa do Centro de Saúde e por melhores serviços.
Porque a razão vos assiste e porque estão disponíveis para continuar a lutar pelos vossos objectivos é convicção do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP que mais cedo do que tarde tais objectivos serão atingidos e garantidos os direitos de acesso aos serviços de saúde em conformidade com o consagrado no texto da Constituição da República Portuguesa.
Reiterando o nosso apoio e solidariedade às vossas justas reivindicações e disponíveis para o que entenderem como necessário subscrevemo-nos com respeitosos cumprimentos.

Grupo Permanente do MUSP

Governo limita transporte de doentes

Nota à Imprensa

Governo limita transporte de doentes

Lisboa, 10 de Fevereiro de 2011

O Governo através do despacho nº 19264 de 29 de Dezembro passado, reduziu ou cortou mesmo o acesso de muitos milhares de doentes a tratamentos ou consultas, porque não conseguem obter junto dos Serviços de Saúde as respectivas credenciais para utilização dos transportes dos bombeiros.
Milhares de doentes com rendimentos financeiros muito baixos, pouco acima do ordenado mínimo nacional vêem ser-lhes negado pelos Serviços de Saúde a emissão das credenciais que os habilitavam a serem conduzidos aos tratamentos ou consultas em transporte fornecido pelos bombeiros.
Em paralelo com muitas outras medidas e decisões tomadas pelo Governo esta situação assume contornos de uma extrema insensibilidade senão mesmo crueldade, perante a necessidade imperiosa que muitos e muitas doentes com idades muito avançadas, reduzidas condições de mobilidade e portadoras de deficiência têm de se deslocarem uma ou mais vezes por semana a Serviços de Saúde que em muitos casos ficam distantes dos seus locais de residência 50, 100 ou mesmo mais quilómetros, em zonas do país onde os transportes públicos para além de não serem adequados para deslocarem tais pessoas não abundam ou não há.
Tal limitação por imposição do despacho em questão põe também em causa a sobrevivência de muitas corporações de bombeiros e em risco muitos postos de trabalho particularmente de motoristas e auxiliares.
Pelos motivos apontados, pela sua gravidade e mesmo crueldade, que a mesma representa para milhares de doentes, trabalhadores e suas famílias, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta-se totalmente contra, exigindo em simultâneo a sua imediata revogação.

Grupo Permanente do MUSP

11/01/11

As famílias portuguesas mais pobres gastam na saúde mais do que as famílias mais ricas

Lisboa, 10 de Janeiro de 2011
Em recente relatório elaborado pela “OMS” Organização Mundial de Saúde as famílias portuguesas mais pobres gastam 12% na saúde enquanto que as famílias mais ricas gastam 7%.

8% das famílias mais pobres chegam mesmo a gastar 40% dos seus rendimentos.

Um outro dado importante é que 20 a 23% dos custos com o Sistema de Saúde são suportados pelos utentes através do pagamento directo, enquanto que a média europeia se fica pelos 17%.

Também na aquisição de medicamentos os portugueses gastaram entre 2004 e 2009 mais 9,2%.

Estes são dados que revelam bem o quanto têm sido injustas e penalizadoras quer a política , quer as medidas e decisões que os sucessivos governos incluindo o actual têm tomado particularmente para os portugueses e famílias de menores recursos económicos, beneficiando objectivamente os interesses económicos e financeiros dos grupos que já hoje actuam no sector da saúde.
São conclusões tão óbvias que a própria Organização Mundial de Saúde permite-se que na tomada de medidas para facilitar aos mais carenciados um melhor e mais fácil acesso aos serviços de saúde, recomendação e exigência que desde há muito o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP vem reclamando

Grupo Permanente do MUSP

25/11/10

Saudação pela participação na Greve Geral de ontem

Lisboa, 25 de Novembro de 2010

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP congratula-se pelo êxito que a Greve Geral atingiu, saudando em simultâneo as populações e trabalhadores que correspondendo aos apelos das muitas estruturas sindicais e Movimentos Sociais deram corpo e dimensão a esta tão grande quanto importante jornada de luta, indignação e protesto contra as desastrosas políticas de direita e medidas de austeridade que o Governo tem aplicado e pretende continuar a aplicar em prejuízo dos trabalhadores e famílias de menores recursos económicos, em benefício claro e evidente dos grandes grupos financeiros.

Considerando a disponibilidade manifestada por trabalhadores e populações para defenderem os seus direitos, exigirem mais e melhores serviços públicos e contestarem as políticas e medidas praticadas e propostas pelo Governo, entende o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP estarem reunidas as condições para ser continuada a luta para alcançar tais objectivos.

Grupo Permanente do MUSP
Saudação pela participação na Greve Geral de ontem

Lisboa, 25 de Novembro de 2010

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP congratula-se pelo êxito que a Greve Geral atingiu, saudando em simultâneo as populações e trabalhadores que correspondendo aos apelos das muitas estruturas sindicais e Movimentos Sociais deram corpo e dimensão a esta tão grande quanto importante jornada de luta, indignação e protesto contra as desastrosas políticas de direita e medidas de austeridade que o Governo tem aplicado e pretende continuar a aplicar em prejuízo dos trabalhadores e famílias de menores recursos económicos, em benefício claro e evidente dos grandes grupos financeiros.

Considerando a disponibilidade manifestada por trabalhadores e populações para defenderem os seus direitos, exigirem mais e melhores serviços públicos e contestarem as políticas e medidas praticadas e propostas pelo Governo, entende o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP estarem reunidas as condições para ser continuada a luta para alcançar tais objectivos.

Grupo Permanente do MUSP

Horário de Funcionamento do Serviço de Atendimento Permanente no Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria

Lisboa, 25 de Novembro de 2010

Depois de Ter sido encerrado por decisão da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo o Serviço de Atendimento Permanente que é referido em título voltou a reabrir de 2ª a 6ª feira até às 22H00, antes do seu encerramento o serviço funcionava também aos Sábados, Domingos e Feriados.
É Importante referir que a reabertura do Serviço em causa aconteceu porque as populações das freguesias de Vialonga, Póvoa e Forte da Casa, prejudicadas com o seu encerramento exigiram através de diversas formas a sua reabertura nos moldes dias e horários que funcionava antes do seu encerramento.
Em desacordo com a posição de congratulação assumida pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira face à reabertura parcial do serviço, por estarmos solidários com as exigências das respectivas populações e ainda por mantermos a posição de que o actual horário de funcionamento entre 2ª e 6ª feira fica muito aquém das necessidades destas mesmas populações, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP exige ao Ministério da Saúde e à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que o horário de funcionamento dos Serviços de Atendimento Permanente no Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria sejam extensivos aos Sábados, Domingos e Feriados.

Grupo Permanente do MUSP

22/11/10

Manifestação de Protesto

Manifestação de Protesto

Lisboa, 22 de Novembro de 2010

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP tomou conhecimento que a Câmara Municipal do Porto procedeu à retirada de propaganda alusiva à Greve Geral que estava colocada em edifícios que funcionam como sedes de sindicatos de diversos sectores de actividade.
Face a tão estranha quanto inqualificável, ilegal e antidemocrática atitude reveladora do carácter prepotente e arrogante de quem ordenou a sua execução, não pode nem quer o MUSP deixar de manifestar os seus veemente protesto e repúdio à situação em causa, considerando-a mesmo como um grave e preocupante ataque à Democracia e Liberdade de Expressão conquistadas no glorioso dia 25 de Abril de 1974.

Grupo Permanente do MUSP

30/10/10

Tomada de Posição

Na continuidade do inúmero conjunto de medidas restritivas e outras anti-sociais que tem tomado, o Governo apresentou uma proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2011 que revela bem qual a sua opção de classe e que interesses desenvolve e protege.
Contrapondo crise à crise o conjunto de medidas consideradas na referida proposta de orçamento não só não resolverão nenhum dos problemas com que o País, a maioria das pessoas e das famílias estão confrontadas mas antes se assumirão como factor do seu agravamento, tornando o País ainda mais frágil face aos interesses capitalistas promovidos pelas grandes potências Europeias.
As medidas inscritas na proposta de Orçamento de Estado representam uma brutal ofensiva capitalista contra os direitos dos trabalhadores, utentes e populações cujo propósito final é aumentar a exploração.
Da análise que é possível fazer à proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2011 apresentada pelo Governo de maioria Socialista é fácil concluirmos que a mesma afecta os salários e remunerações questão essencial para o aumento da exploração, cortes que poderão significar nos dois próximos anos uma perda no poder de compra entre os 7,5% e os 15% para os trabalhadores da Administração Pública, cujos efeitos terão também um forte impacto negativo no sector privado e no consumo interno.
O corte dos salários é agravado com o aumento da inflação 1,3% previsto para 2010, em 2011 será de 2,2%, aumentos do IVA de 21% para 23%, com bens essenciais a subirem de 6% para 23%, preço da electricidade com proposta de aumentos de 3,8% e dos transportes em 5%, redução das indemnizações compensatórias às empresas de transportes colectivos de passageiros, aumentos dos custos para acesso aos tribunais e outros serviços e bens essenciais para uma boa qualidade de vida e bem-estar social.
A acrescentar a estas propostas de aumentos também a protecção social não escapa, sofrendo os subsídios como o abono às famílias cortes muito significativos que afectam mais de um milhão e meio de famílias, não sendo excepção também o subsídio de inserção social, o congelamento de reformas e pensões que segundo dados revelados vão afectar 3 milhões e meio de pessoas, pessoas que vão também sofrer o alargamento da cobrança fiscal sobre os seus rendimentos, todas estas situações somadas traduzir-se-ão num corte de mais de 12% nas transferências do Estado para a segurança social, situação que obrigatoriamente a fragilizará.
Comparando as transferências do Estado feitas em 2010 com as que são propostas para o próximo ano de 2011 temos os valores que abaixo indicamos:

Segurança social 2010 – 7.726€9 ; 2011- 6.742€6: menos 984€3, equivalente a 12,7%
Serviço Nacional de Saúde 2010 – 8.698€7; 2011 - 8.100€0, menos 598€7, equivalente a 6,9%
Ministério da Educação 2010 – 7.194€3; 2011 6.391€1, menos 803€2: equivalente a 11,2%.
Estabelecimentos de Ensino Superior e Acção Social 2010 – 1.285€0; 2011 - 1.172€0, menos 113€0, equivalente a 8,8%.
Soma dos valores transferidos em 2010: 24.904€9
Soma dos valores propostos para transferir em 2011: 22.405€7
Total a menos 2.499€2, equivalente a 10%

O desinvestimento feito de acordo com os valores referidos em sectores e áreas tão importantes como as indicadas traduzem com evidência a insensibilidade do Governo perante as dificuldades por que passam e vivem a maioria das famílias portuguesas e quanto ao próprio futuro do país.
Como é fácil de perceber a proposta de O.E. apresentada pelo Governo para além de se assumir como um ataque sem precedentes após a Revolução de Abril ao emprego e aos direitos dos trabalhadores, utentes e populações, é também geradora de desemprego e não permite novas admissões, cujas consequências far-se-ão sentir inevitavelmente aos níveis do funcionamento e qualidade dos serviços que são prestados às populações e utentes, no aumento das desigualdades sociais e assimetrias regionais, propiciando ainda condições para que a sanha privatizadora do Governo continue para satisfazer os interesses e objectivos insaciáveis dos grandes grupos económicos e as exigências de Berlim e Bruxelas.
Em contrapartida com os constantes e insuportáveis sacrifícios que são exigidos e mesmo impostos às pessoas e famílias de menores recursos económicos o Governo e os partidos que fingem não apoiar, mas na prática apoiam a proposta de Orçamento de Estado aprestam-se para a viabilizar mantendo intocáveis todos os benefícios e mordomias que os grandes grupos económicos já hoje detêm e que lhes permitem a obtenção de chorudos lucros à custa do sacrifício da maioria das famílias.
Para se ter uma ideia mais concreta de como são garantidos os interesses e benefícios dos grandes grupos económicos basta-nos referir que mais de 90% dos 1.700 milhões de euros de aumento da receita e dos 3.240 milhões de euros obtidos à custa de cortes na despesa pública são pagos pelos trabalhadores, utentes e populações elucidativo sem margem para qualquer dúvida.
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (M.U.S.P.), considera que caso fossem aprovadas as medidas inscritas na proposta de Orçamento de Estado apresentada pelo Governo representariam para a maioria das pessoas, famílias e País, um retrocesso social e civilizacional inadmissível com implicações gravíssimas e incalculáveis aos níveis da sua qualidade de vida e bem-estar social, contribuindo decisivamente para o aumento do desemprego e da pobreza, desigualdades sociais, assimetrias regionais e tornando o País mais frágil e vulnerável aos grandes interesses capitalistas com efeitos nefastos ao nível da própria Independência e Soberania Nacionais.
Considerando ainda que as questões abordadas caso viessem a ser aprovadas poriam em causa quer o funcionamento quer a qualidade dos serviços a que as populações e utentes têm direito, nomeadamente nas áreas da saúde, ensino, justiça, segurança, transportes e outros as comissões de utentes dos diversos serviços públicos reunidas hoje dia 30 de Outubro de 2010 em Lisboa decidem:
1.Manifestarem-se contra a proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2011, apresentada pelo Governo.
2.Exigir a aprovação de um Orçamento de Estado para 2011 que tenha em consideração os direitos dos trabalhadores utentes e populações e que em simultâneo defenda a produção nacional o investimento público e a melhoria do funcionamento e qualidade dos serviços públicos.
3.Exigir o fim das privatizações das empresas do sector público.

A presente tomada de posição foi aprovada por: Unanimidade das Comissões Presentes
Lisboa, 30 de Outubro de 2010

Movimento de Utentes dos Serviços Públicos - MUSP

Moção

Considerando que as situações de crise política, económica e social que vivemos actualmente são resultado do sistema capitalista.

Considerando que as medidas propostas pela maioria dos Governos (incluindo o português) pela própria Comissão Europeia, Banco Central e F.M.I., são medidas que não se afiguram como as adequadas para resolver a presente situação, antes se confirmam como medidas que vão acrescentar crise à crise, agravando as condições económicas e financeiras da maioria das famílias e pessoas Portuguesas.

Considerando ainda que face às referidas situações a convocação de uma Greve Geral pela CGTP/IN para o próximo dia 24 de Novembro, assume-se como uma posição legítima e natural cujo objectivo é a defesa dos direitos dos trabalhadores e de mais camadas da população, melhoria dos Serviços Públicos e contra a política de direita do Governo PS/Sócrates.

Face aos considerandos que referimos acima, as Comissões de Utentes dos Serviços Públicos reunidas hoje, dia 30 de Outubro de 2010, na cidade de Lisboa, decidem:

1.Manifestar total apoio à Greve Geral convocada pela CGTP/IN para o dia 24 de Novembro próximo.

2.Apelar à participação na população na Greve Geral, ora não adquirindo neste dia nem produtos alimentares, nem outros bens e não mandando os seus filhos para creches, infantários, jardins de infância ou escolas.


A moção foi aprovada por Unanimidade das Comissões de Utentes Presentes

Lisboa, 30 de Outubro de 2010

Movimento de Utentes dos Serviços Públicos

27/10/10

Aumento do preço dos títulos de transporte (bilhetes e passes sociais)

Lisboa, 27 de Outubro de 2010

Os portugueses e portuguesas foram ontem confrontados com o anúncio de mais uma proposta de aumentos no caso o dos preços de custo dos títulos dos transportes colectivos de passageiros (bilhetes e passes sociais) em mais 5%.
É mais um aumento a somar aos muitos que já foram anunciados quer na proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2011 apresentada pelo Governo quer em outras propostas caso do aumento da electricidade em mais 3,8%.
Quando os salários baixam e os impostos sobem casos do IRS e do IVA de 21% para 23% e em certos produtos aumentam de 6% para 23% como é possível ao Governo manifestar total apoio ou ser mesmo o próprio a propor aumentos como é o caso dos transportes.
Segundo o que foi tornado público não serão só aumentados os bilhetes e os passes sociais mais comuns, mas também os estudantes e os reformados vão passar a suportar maiores encargos porque o Governo vai reduzir a sua comparticipação nos respectivos passes.
Face a tantas medidas tomadas pelo Governo que se assumem altamente lesivas e penalizadoras para a maioria das pessoas e famílias de menores recursos económicos não pode nem deve o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP deixar de manifestar o seu veemente protesto e repúdio face a mais esta injusta e grave medida que para além das implicações já referidas vai concerteza ter outras aos níveis da mobilidade e qualidade ambiental.

Grupo Permanente do MUSP

19/10/10

Preços da electricidade vão aumentar 3,8% em 2011

Lisboa, 18 de Outubro de 2010

Numa altura em que a grande maioria das famílias e pessoas portuguesas vivem com extremas dificuldades económicas e sociais devido a uma grave crise que uns os poderosos criaram e os outros os que menos têm e podem sofrem, e quando o Governo apresenta na proposta de Orçamento de Estado um conjunto de medidas que caso viessem a ser aprovadas iriam aumentar drasticamente essas mesmas dificuldades, eis que é anunciado um aumento de 3,8% no preço da electricidade para o próximo ano de 2011.
Considerando o que é referido e ainda que a EDP é uma empresa que obtém ano após ano enormes lucros, como é possível o Governo enquanto accionista maioritário da mesma aumentaria consideravelmente essas dificuldades.
Pela gravidade que estes aumentos assumem o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos -MUSP manifesta o seu veemente e rotundo desacordo aos mesmos lamentando em simultâneo que o Governo continue a praticar uma política de cedência e capitulação perante os interesses e desejos dos grandes grupos económicos conforme testemunham quer a proposta de Orçamento de Estado quer o aumento da electricidade.

Grupo Permanente do MUSP

17/09/10

Serviço Nacional de Saúde foi criado há 31 anos

Lisboa, 16 de Setembro de 2010
O SNS, Serviço Nacional de Saúde uma das maiores e mais importantes conquistas alcançadas pelas populações portuguesas só possível graças à Revolução acontecida em 25 de Abril de 1974 foi criado há 31 anos.
Com a criação do (SNS) Serviço Nacional de Saúde foram criadas condições e dados passos muito significativos para que todas as pessoas, independentemente da sua condição económica, raça ou cor usufruíssem do acesso aos respectivos serviços em condições de igualdade.
Muito embora nunca tenha sido dotado dos meios financeiros e humanos necessários para cumprir com os objectivos que estiveram na origem da sua criação devido a políticas erradas e de direita que os sucessivos governos incluindo o actual têm desenvolvido, beneficiando claramente os interesses privados em prejuízo do SNS e respectivas populações o mesmo foi capaz de contribuir para diminuir a percentagem da mortalidade infantil e aumentar a esperança de vida para além de outras melhorias, situações que levaram a que a OMS (Organização Mundial de Saúde) o tenha classificado no início desta década como o 12º melhor Serviço Nacional de Saúde do mundo.
Tão honrosa e merecida distinção confirma que se o SNS tivesse merecido por parte dos governos os investimentos financeiros ajustados às suas necessidades reunir todas as condições para responder com eficácia e qualidade à procura de que é alvo por parte das populações.
Em contrapartida os Governos têm optado por descredibilizar o seu funcionamento e qualidade em comparação com os serviços privados com o propósito claro de criar as condições objectivas e exigidas pelos grupos económicos privados para a privatização dos sectores da saúde capazes de gerarem lucros.
O encerramento de serviços e o aumento dos custos de acesso e dos actos médicos aumentam drasticamente as dificuldades de acesso aos respectivos serviços quer pelas distâncias a percorrer quer também pela grave situação económica em que a maioria das famílias portuguesas vivem.
Manifestando total apoio ao Serviço Nacional de Saúde e aos seus profissionais o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP exige do Governo um investimento financeiro que possibilite ao SNS prestar à população portuguesa, com qualidade e eficácia os cuidados de saúde que a mesma tem necessidade e direito.

Por um Serviço Nacional de Saúde universal, geral e gratuito.

Viva o Serviço Nacional de Saúde
Grupo Permanente do MUSP