20/06/11

Cerca de metade do sangue recolhido em Portugal não é aproveitado

Lisboa, 20 de Junho de 2011

São muitos e insistentes os apelos que são feitos através das muitas Associações e grupos existentes para além de outras entidades para que os Portugueses e Portuguesas dêem sangue.

Apelos que regra geral são correspondidos por muitos e muitas cidadãos/ãs que de forma gratuita e desinteressada doam muitos litros de sangue.

Ficámos agora a saber que por falta de equipamento adequado para extrair os derivados de plasma do sangue recolhido, praticamente metade da sua totalidade não é aproveitada, continuando os derivados a serem comprados no estrangeiro por valores anuais que rondam os 70 milhões de euros.

De acordo com o que foi tornado público bastaria ser celebrado um protocolo com Espanha que possui um centro para extracção dos derivados de plasma e Portugal tem superavit de sangue, para ser resolvida tão incompreendida quanto inadmissível situação, com vantagens financeiras para ambos.

Mas, tendo em consideração os objectivos traçados pelos sucessivos Governos e respectivos Ministérios para a área da saúde fácil é concluirmos que mais importante do que poupar muitos milhões de euros na aquisição dos derivados de plasma, é o aumento das taxas moderadoras, redução na comparticipação dos medicamentos e encerramentos de serviços, para além de outras.

Face à possibilidade de ser resolvida com benefícios claros a situação em causa o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP exige que sejam tomadas as decisões que se tornem necessárias para pôr cobro a tão aberrante situação.



Grupo Permanente do MUSP


01/06/11

Troika impôs aumentos das taxas moderadoras e diminuição das isenções

Lisboa, 31 de Maio de 2011

Por imposição da troika ( FMI / B.C.E. / C.E.) cedência do Governo e apoio dos partidos P.S. ? P.S.D. e C.D.S./PP o custo das taxas moderadores para acesso aos cuidados de saúde vão aumentar (referir que já em Janeiro também foram aumentados) a partir do mês de Setembro próximo.

Também as isenções do pagamento das taxas em questão actualmente em vigor vão ser diminuídas drasticamente não sendo ainda publicamente conhecidos quais os critérios que levarão aos respectivos cortes.

A par destas gravosas e penalizadoras medidas também as comparticipações para aquisição de medicamentos vão sofrer uma importante diminuição por parte do Governo, aumentando o valor a pagar pelos doentes, o mesmo vai ser aplicado na prestação dos actos médicos.

Se a tudo isto somarmos a brutal redução do investimento financeiro a partir do orçamento de estado para o Serviço Nacional de Saúde, serão aumentadas consideravelmente quer as condições para as pessoas e famílias acederem aos serviços de saúde, quer a capacidade de resposta e a qualidade dos mesmos, com retrocessos significativos para a qualidade de vida e bem-estar social a que as populações têm direito.

Face à gravidade que tais medidas encerram e à injustiça que representam para a maioria das pessoas e famílias Portuguesas o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos ? MUSP manifesta-se totalmente contra as mesmas, exigindo a abolição das taxas moderadoras e que em simultâneo sejam concretizadas medidas para que em conformidade com o texto da Constituição Portuguesa o Serviço Nacional de Saúde seja tendencialmente gratuito.

Grupo Permanente do MUSP

11/05/11

Medidas impostas pela troika

Lisboa, 11 de Maio de 2011

São drásticas para a maioria da população Portuguesa as medidas que a troika impôs ao Governo “PS/Sócrates”, serventuário dos interesses dos grupos económicos, aceites e consideradas como boas pelos partidos PSD e CDS/PP.
Para além do aumento dos impostos já em vigor, outros vão ser criados penalizando sobretudo a maioria das famílias e pessoas com rendimentos mais baixos, em contrapartida são reduzidos os impostos a pagar pelas empresas, e a banca como de costume sai incólume deste pacote.
A acrescentar aos aumentos dos impostos e à criação de outros também os bens e serviços essenciais vão sofrer aumentos significativos nomeadamente aos níveis dos transportes que já em Janeiro deste ano sofreram aumentos em alguns casos superiores a 5%, a electricidade que para além do aumento do seu custo deixará de ter preço regulado e o IVA que pagamos sobre a energia consumida passará de 6% para 13% ou mesmo para 23% situação agravada com a criação de um novo imposto também o preço do gás vai deixar de ser regulado, situações que nos geram grandes preocupações, basta vermos o exemplo do que se passa com os combustíveis e outros produtos com preços não regulados.
Caso viessem a ser concretizadas tão drásticas quanto injustas imposições transversais a todos os serviços e áreas de actividade, afirmamos sem qualquer tipo de dúvida que as condições e qualidade de vida da maioria da população Portuguesa seriam brutalmente agravadas e postas em causa senão mesmo suprimidas funções sociais a que o Estado está obrigado a garantir e os respectivos serviços públicos.

Grupo Permanente do MUSP

06/05/11

Saudação

Lisboa, 5 de Maio de 2011
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP vem através da presente saudação, saudar a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública e através da mesma todos os sindicatos seus filiados pela convocação de tão importante quanto necessária acção de luta e protesto marcada para amanhã 06/05/11, contra as políticas de direita promovidas pelo Governo PS/Sócrates.
Confiamos sinceramente que tal acção seja participada por muitos milhares de trabalhadores e que devido a tal participação a mesma se assuma como uma grandiosa manifestação de oposição e repúdio face a tão desastrosas quanto injustas decisões políticas que o Governo tem tomado em prejuízo dos trabalhadores da Administração Pública como sejam a redução e congelamento dos salários, o direito ao trabalho, pondo em causa para além destas a própria qualidade dos serviços prestados às respectivas populações.

Reiterando tal confiança, somos com respeitosos e cordiais cumprimentos o


Grupo Permanente do MUSP

Negociata entre o Governo Português e a troika

Lisboa, 04 de Maio de 2011
De forma populista e demagógica a que aliás já nos habituou o Primeiro Ministro José Sócrates do Governo demissionário veio ontem anunciar ao país e aos portugueses a parte que mais lhe interessava do resultado obtido na negociata entre o Governo e a troika.

Como se não fossem direitos básicos e elementares dos trabalhadores, reformados e pensionistas, veio o Primeiro Ministro dizer-nos que os subsídios de férias e Natal vão ser pagos, que as reformas e pensões mais baixas não serão reduzidas, que não vão haver despedimentos na Administração Pública, etc., etc..

O que não são direitos, antes se assumem como situações de autêntico escândalo, mas que o Primeiro Ministro não quis informar-nos são o aumento das taxas moderadoras para acesso aos serviços de saúde, a redução do número de pessoas que actualmente são isentas do seu pagamento, a redução das deduções para efeitos de I.R.S., o aumento do IVA, a redução do valor do subsídio de desemprego e do tempo que os desempregados podem usufruir do mesmo, o congelamento dos salários, reformas e pensões vão manter-se, alterações às relações de trabalho, privatização de empresas e serviços públicos, e o encerramento de escolas do ensino básico, e que dos 78.000 mil milhões de euros atribuídos como empréstimo 12.000 mil milhões (na proporção de 1 euro por cada 7 que vão chegar) vão directos aos bancos para usufruto de uns poucos (os mesmos de sempre) com os do costume a pagarem.

Considerando o que referimos e tendo por certo que a par destas medidas outras nos vão ser impostas porque é duma imposição que se trata e não de uma negociação, em benefício claro e evidente dos mais poderosos, com consequências gravíssimas para a maioria das pessoas e famílias portuguesas, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta a sua total oposição e repúdio a mais uma cedência e capitulação do governo português face aos interesses e objectivos dos grupos económicos, da Alemanha e Bruxelas.

Grupo Permanente do MUSP

11/04/11

Capitulação total do Governo face às exigências e chantagem do capital financeiro

Ao decidir recorrer a um empréstimo financeiro externo o Governo de maioria socialista com o apoio do Presidente da República, do Partido Social Democrata e do CDS/PP cedeu em toda a linha às exigências da chanceler alemã Angela Merkel e à Comissão Europeia, e à chantagem dos banqueiros portugueses, agências de rating e do próprio fundo monetário internacional.

A decisão tomada não vai contribuir para a resolução de nenhum dos muitos e graves problemas que a grande maioria da população portuguesa está mergulhada, funcionando apenas e como é hábito para salvaguardar os interesses dos grandes grupos económicos particularmente o sistema bancário, cujos lucros em plena situação de crise económica e social atingem valores escandalosos.

Aos trabalhadores e respectivas populações vão continuar a ser postos em causa os seus direitos e exigidos mais sacrifícios financeiros e económicos através da aplicação de novas e mais graves medidas (ex: Grécia e Irlanda) cujas consequências far-se-ão inevitavelmente sentir aos níveis do aumento da pobreza, da miséria e da exclusão social.

Esta situação que o país atravessa e a sua população vive é inseparável das políticas de direita que nas últimas duas, três décadas os Governos constituídos por PS-PSD e CDS/PP têm promovido, sempre contra os trabalhadores e respectiva população em benefício dos grupos económicos.

Face a tantos sacrifícios impostos aos mais pobres e desprotegidos pelos sucessivos governos e pelas políticas que promoveram é tempo de dizer basta, posição que pode ser assumida nas eleições de 05 de Junho por todos e todas que de forma injusta e violenta têm sofrido os seus efeitos.

Grupo Permanente do MUSP

17/03/11

Apoio e participação à e na Acção Nacional de Protesto de 19/03/11 em Lisboa

Lisboa, 16 de Março de 2011

Considerando a grave situação económica e social que o país e a maioria dos Portugueses vivem por culpa das políticas de direita que os sucessivos governos incluindo o actual têm promovido, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta o seu total apoio à marcação pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses/Intersindical Nacional da Acção Nacional de Protesto para o próximo Sábado dia 19 às 15H00 para a cidade de Lisboa.
Para além do seu apoio o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP far-se-á representar no desfile e já apelou às respectivas comissões de utentes para que também elas se façam representar, devidamente identificadas com os respectivos nomes e as reivindicações por que lutam.
Esta será concerteza mais uma grande acção exigindo políticas diferentes para garantirem os direitos das populações e dos trabalhadores, contra as injustiças e desigualdades sociais.


Grupo Permanente do MUSP

15/03/11

Governo continua a ceder às pressões e chantagem dos grupos económicos, a Bruxelas e Berlim

Lisboa, 14 de Março de 2011

Na continuidade das desgraçadas políticas que os sucessivos governos têm promovido, sempre em benefício dos mesmos e em prejuízo dos do costume o actual governo de maioria socialista acaba de anunciar um brutal pacote de medidas de cariz anti-social e económico que a ser concretizado representaria para a grande maioria dos portugueses e respectivas famílias um profundo agravamento das graves condições de vida em que já hoje vivem arrastando-as mesmo para situações de miséria extrema, pondo em causa vidas humanas.
De capitulação em capitulação face às ordens, interesses e chantagem de Bruxelas, Berlim e dos grandes grupos económicos e sempre com o argumento da redução do défice e da dívida pública, o governo tem tomado decisões e aplicado medidas consideradas quer nos denominados P.E.C.s quer no próprio Orçamento de Estado para 2011 que representam uma gravíssima regressão civilizacional que mais não visam do que retirar direitos às populações e trabalhadores, criando condições para que os lucros da banca, seguros, energia, gás, combustíveis e especulação financeira aumentem ano após ano para valores astronómicos.
Por estar convicto que não foi, não é, nem será com medidas como as que os sucessivos e actual governos já tomaram, ou se prepara para aplicar que os graves problemas que o país e respectiva população vivem se resolvem, mas antes os aumentam e agravam, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta sobre as mesmas o seu profundo repúdio e grande preocupação, permitindo-se em simultâneo exortar as populações e trabalhadores a desenvolverem e participarem nas acções que entendam como as mais necessárias e adequadas para porem fim a tais opções políticas do Governo e para defenderem os direitos a que têm direito.

Grupo Permanente do MUSP

01/03/11

O escândalo dos aumentos dos combustíveis continua

Independentemente dos preços dos combustíveis em Portugal serem dos mais caros ao nível Europeu, os mesmos continuam a aumentar para valores exorbitantes.
O argumento para os sucessivos aumentos é sempre o mesmo, aumento do preço do petróleo em contrapartida quando os seus preços descem, os preços dos combustíveis não reduzem com a mesma celeridade ou não reduzem mesmo.
Tudo isto acontece sem que o Governo tome qualquer posição para regular os preços dos combustíveis pondo cobro a uma situação de completo escândalo, cujas nefastas consequências económicas se fazem sentir ao nível do custo de vida e nas despesas mensais dos proprietários de veículos, com evidentes benefícios para as empresas petrolíferas que a cada ano que passa aumentam de forma astronómica os seus fabulosos lucros.
Face a tais situações é hoje mais do que evidente que a privatização da petrolífera GALP se constituiu como um erro gravíssimo com prejuízos assinaláveis para a População portuguesa e Economia Nacional, erro que é urgente corrigir fazendo-a regressar à posse do Estado.

Grupo Permanente do MUSP

Lisboa, 28 de Fevereiro de 2011

11/02/11

Manifestação de Solidariedade e Apoio

Manifestação de Solidariedade e Apoio

Lisboa, 10 de Fevereiro de 2011

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP vem pela presente manifestar-vos solidariedade e total apoio às vossas acções e iniciativas de indignação, protesto e reivindicação realizadas em conjunto com a população em defesa do Centro de Saúde e por melhores serviços.
Porque a razão vos assiste e porque estão disponíveis para continuar a lutar pelos vossos objectivos é convicção do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP que mais cedo do que tarde tais objectivos serão atingidos e garantidos os direitos de acesso aos serviços de saúde em conformidade com o consagrado no texto da Constituição da República Portuguesa.
Reiterando o nosso apoio e solidariedade às vossas justas reivindicações e disponíveis para o que entenderem como necessário subscrevemo-nos com respeitosos cumprimentos.

Grupo Permanente do MUSP

Governo limita transporte de doentes

Nota à Imprensa

Governo limita transporte de doentes

Lisboa, 10 de Fevereiro de 2011

O Governo através do despacho nº 19264 de 29 de Dezembro passado, reduziu ou cortou mesmo o acesso de muitos milhares de doentes a tratamentos ou consultas, porque não conseguem obter junto dos Serviços de Saúde as respectivas credenciais para utilização dos transportes dos bombeiros.
Milhares de doentes com rendimentos financeiros muito baixos, pouco acima do ordenado mínimo nacional vêem ser-lhes negado pelos Serviços de Saúde a emissão das credenciais que os habilitavam a serem conduzidos aos tratamentos ou consultas em transporte fornecido pelos bombeiros.
Em paralelo com muitas outras medidas e decisões tomadas pelo Governo esta situação assume contornos de uma extrema insensibilidade senão mesmo crueldade, perante a necessidade imperiosa que muitos e muitas doentes com idades muito avançadas, reduzidas condições de mobilidade e portadoras de deficiência têm de se deslocarem uma ou mais vezes por semana a Serviços de Saúde que em muitos casos ficam distantes dos seus locais de residência 50, 100 ou mesmo mais quilómetros, em zonas do país onde os transportes públicos para além de não serem adequados para deslocarem tais pessoas não abundam ou não há.
Tal limitação por imposição do despacho em questão põe também em causa a sobrevivência de muitas corporações de bombeiros e em risco muitos postos de trabalho particularmente de motoristas e auxiliares.
Pelos motivos apontados, pela sua gravidade e mesmo crueldade, que a mesma representa para milhares de doentes, trabalhadores e suas famílias, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta-se totalmente contra, exigindo em simultâneo a sua imediata revogação.

Grupo Permanente do MUSP

11/01/11

As famílias portuguesas mais pobres gastam na saúde mais do que as famílias mais ricas

Lisboa, 10 de Janeiro de 2011
Em recente relatório elaborado pela “OMS” Organização Mundial de Saúde as famílias portuguesas mais pobres gastam 12% na saúde enquanto que as famílias mais ricas gastam 7%.

8% das famílias mais pobres chegam mesmo a gastar 40% dos seus rendimentos.

Um outro dado importante é que 20 a 23% dos custos com o Sistema de Saúde são suportados pelos utentes através do pagamento directo, enquanto que a média europeia se fica pelos 17%.

Também na aquisição de medicamentos os portugueses gastaram entre 2004 e 2009 mais 9,2%.

Estes são dados que revelam bem o quanto têm sido injustas e penalizadoras quer a política , quer as medidas e decisões que os sucessivos governos incluindo o actual têm tomado particularmente para os portugueses e famílias de menores recursos económicos, beneficiando objectivamente os interesses económicos e financeiros dos grupos que já hoje actuam no sector da saúde.
São conclusões tão óbvias que a própria Organização Mundial de Saúde permite-se que na tomada de medidas para facilitar aos mais carenciados um melhor e mais fácil acesso aos serviços de saúde, recomendação e exigência que desde há muito o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP vem reclamando

Grupo Permanente do MUSP

25/11/10

Saudação pela participação na Greve Geral de ontem

Lisboa, 25 de Novembro de 2010

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP congratula-se pelo êxito que a Greve Geral atingiu, saudando em simultâneo as populações e trabalhadores que correspondendo aos apelos das muitas estruturas sindicais e Movimentos Sociais deram corpo e dimensão a esta tão grande quanto importante jornada de luta, indignação e protesto contra as desastrosas políticas de direita e medidas de austeridade que o Governo tem aplicado e pretende continuar a aplicar em prejuízo dos trabalhadores e famílias de menores recursos económicos, em benefício claro e evidente dos grandes grupos financeiros.

Considerando a disponibilidade manifestada por trabalhadores e populações para defenderem os seus direitos, exigirem mais e melhores serviços públicos e contestarem as políticas e medidas praticadas e propostas pelo Governo, entende o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP estarem reunidas as condições para ser continuada a luta para alcançar tais objectivos.

Grupo Permanente do MUSP
Saudação pela participação na Greve Geral de ontem

Lisboa, 25 de Novembro de 2010

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP congratula-se pelo êxito que a Greve Geral atingiu, saudando em simultâneo as populações e trabalhadores que correspondendo aos apelos das muitas estruturas sindicais e Movimentos Sociais deram corpo e dimensão a esta tão grande quanto importante jornada de luta, indignação e protesto contra as desastrosas políticas de direita e medidas de austeridade que o Governo tem aplicado e pretende continuar a aplicar em prejuízo dos trabalhadores e famílias de menores recursos económicos, em benefício claro e evidente dos grandes grupos financeiros.

Considerando a disponibilidade manifestada por trabalhadores e populações para defenderem os seus direitos, exigirem mais e melhores serviços públicos e contestarem as políticas e medidas praticadas e propostas pelo Governo, entende o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP estarem reunidas as condições para ser continuada a luta para alcançar tais objectivos.

Grupo Permanente do MUSP

Horário de Funcionamento do Serviço de Atendimento Permanente no Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria

Lisboa, 25 de Novembro de 2010

Depois de Ter sido encerrado por decisão da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo o Serviço de Atendimento Permanente que é referido em título voltou a reabrir de 2ª a 6ª feira até às 22H00, antes do seu encerramento o serviço funcionava também aos Sábados, Domingos e Feriados.
É Importante referir que a reabertura do Serviço em causa aconteceu porque as populações das freguesias de Vialonga, Póvoa e Forte da Casa, prejudicadas com o seu encerramento exigiram através de diversas formas a sua reabertura nos moldes dias e horários que funcionava antes do seu encerramento.
Em desacordo com a posição de congratulação assumida pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira face à reabertura parcial do serviço, por estarmos solidários com as exigências das respectivas populações e ainda por mantermos a posição de que o actual horário de funcionamento entre 2ª e 6ª feira fica muito aquém das necessidades destas mesmas populações, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP exige ao Ministério da Saúde e à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que o horário de funcionamento dos Serviços de Atendimento Permanente no Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria sejam extensivos aos Sábados, Domingos e Feriados.

Grupo Permanente do MUSP

22/11/10

Manifestação de Protesto

Manifestação de Protesto

Lisboa, 22 de Novembro de 2010

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP tomou conhecimento que a Câmara Municipal do Porto procedeu à retirada de propaganda alusiva à Greve Geral que estava colocada em edifícios que funcionam como sedes de sindicatos de diversos sectores de actividade.
Face a tão estranha quanto inqualificável, ilegal e antidemocrática atitude reveladora do carácter prepotente e arrogante de quem ordenou a sua execução, não pode nem quer o MUSP deixar de manifestar os seus veemente protesto e repúdio à situação em causa, considerando-a mesmo como um grave e preocupante ataque à Democracia e Liberdade de Expressão conquistadas no glorioso dia 25 de Abril de 1974.

Grupo Permanente do MUSP