01/08/14

Contrariando Argumentos do Governo: A CP é viável

A Administração da Empresa Pública de Transportes CP apresentou recentemente às organizações representativas dos trabalhadores as contas relativas aos cinco primeiros meses do ano corrente cujos resultados contrariam em absoluto aqueles que são os argumentos do governo para a privatização da CP e de outras empresas públicas de transporte ferro ou rodoviária.
Com menos meios financeiros, com menos material circulante de qualidade e ainda com menos trabalhadores a CP conseguiu alcançar resultados muito importantes como são o aumento de passageiros transportados e das receitas, situações que revelam de forma clara e evidente que esta e outras empresas do Setor Empresarial do Estado são viáveis se a gestão das mesmas for feita de acordo com os interesses nacionais e com os direitos dos utentes e trabalhadores e não como habitualmente acontece em favor e benefício de interesses económicos privados nacionais e internacionais.
Os resultados apresentados dão razão à opinião que temos e reforçam as posições que em diversas ocasiões temos assumido enquanto Movimento de Utentes dos Serviços Públicos MUSP em defesa de serviços e empresas públicas como forma de serem garantidos os direitos sociais e laborais das populações e trabalhadores.
Lisboa, 1 de agosto de 2014
Movimento de Utentes dos Serviços Públicos MUSP

Todos contra a privatização dos transportes públicos

 
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Abaixo-assinado em defesa da Comarca e das Valências do Tribunal Judicial de Rio Maior


COMISSÃO DE UTENTES DE RIO MAIOR
PELA MANUTENÇÃO DA COMARCA E  DAS VALÊNCIAS DO TRIBUNAL DE RIO MAIOR!
PELA REVOGAÇÃO DO DECRETO-LEI 49/2014!
NÃO AO NOVO MAPA JUDICIÁRIO!
O Tribunal da Comarca de Rio Maior, podia julgar causas cíveis, acções de Família e Menores, insolvências, execuções e Processos crime, independentemente dos valores que estiverem em causa e do tipo de crimes cometidos.
. Actualmente é o Tribunal da Relação de Lisboa que tem competência para julgar os recursos da nossa Comarca, passando com o Novo Mapa Judiciário a ser o Tribunal da Relação de Évora.
Com a aprovação Decreto-Lei nº. 49/2014, de 27 de Março, pretende o Governo extinguir a maioria das comarcas do país, passando das actuais 231 Comarcas para 23.
Em consequência desta alteração, o Tribunal de Rio Maior será desqualificado, passando a ter uma Secção, que julgará pequenas causas, até € 50.000,00 e pequenos crimes ou seja cuja pena aplicável seja até 5 anos de prisão.
Entretanto, o Tribunal de Comércio, o Tribunal de Família e Menores, o Tribunal de Trabalho, o Tribunal de Instrução Criminal, bem como as acções cíveis superiores a 50.000,00€ e os crimes de pena aplicável superior a 5 anos, passará para Santarém. O Tribunal de Execução para o Entroncamento e o Tribunal da Relação para Évora.
Com estas alterações não há qualquer dúvida de que a distância, dos cidadãos de Rio Maior à justiça, aumentará drasticamente, quer seja medida no percurso efectuado ou no tempo gasto para o percorrer.
O que trará mais despesas ás que acresce as elevadas taxas de Justiça
Estas duas medidas conjugadas, afastam a os Cidadãos da Justiça, ao arrepio da Constituição da República Portuguesa, que no ponto 1, do Artigo 20.º refere: “A todos é assegurado o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência de meios económicos”.
Não podemos ficar indiferentes este ataque a um serviço público, que deve ser de proximidade, de qualidade e de fácil acesso.
Assim sendo, os cidadãos de Rio Maior ABAIXO-ASSINADOS:
1.    Requerem que o Tribunal de Rio Maior mantenha as actuais valências;
2.    Exigem que o Tribunal da Relação se mantenha o de Lisboa, atenta a sua maior proximidade
3.    Repudiam a reforma do Mapa Judiciário e exigem a revogação da legislação que o enforma
4.    O ABAIXO-ASSINADO será enviada para: Presidente da República, Primeiro-Ministro, Ministra da Justiça, Grupos Parlamentares, Provedor de Justiça e Bastonária da Ordem dos Advogados e orgãos autárquicos;

Comissão de Utentes do Concelho de Rio Maior
Rio Maior, 30 de Julho de 2014

Folha Informativa da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Rio Maior


Comissão de Utentes do Concelho de Rio Maior
FOLHA INFORMATIVA – JULHO 2014
O novo Mapa Judiciário e suas implicações no Tribunal de Rio Maior
1)   Prepara-se para iniciar em Setembro deste ano, se nada fizermos;
2)   A comarca de Rio Maior desaparece e passa a ser uma Instância Local, pertencente à Comarca de Santarém;
3)   E perde:
a.    Todas as acções superiores a cinquenta mil euros,
b.    Crimes graves que envolvam penas superiores a 5 anos de prisão
c.    Insolvências
d.    Os casos de família e Menores
Que passarão para o Tribunal de Santarém;
4) Execuções, envolvendo penhoras passam para o Tribunal do Entroncamento.
5)   Direito do trabalho, até agora resolvidos em Caldas da Rainha, passam também para Santarém;
6) O tribunal da Relação passa a ser o de Évora;
Actualmente o Tribunal de Rio Maior tem:
1)   2 Juízes, FICA COM APENAS UM!
2)   2 Magistrados do ministério público;
3)   19 Funcionários Judiciais no quadro, FICAM APENAS SETE!

O TEMPO É DE NOS UNIRMOS E DIZERMOS NÃO ÀS MUDANÇAS PROPOSTAS!
É TEMPO DE TAMBÉM PROPORMOS SOLUÇÕES:
MANTER A COMARCA DE RIO MAIOR!
MANTER AS VALÊNCIAS DO TRIBUNAL DE RIO MAIOR!
REVOGAR O DECRETO-LEI QUE CRIA O NOVO MAPA JUDICIARIO!
ASSINE O ABAIXO ASSINADO PARA ENTRGAR A TODOS OS ORGÃOS DE SOBERANAIA!
A JUSTIÇA É UM DIREITO!
 JUSTIÇA IGUAL  PARA RICOS POBRES!
MANTER A JUSTIÇA JUNTO DO POVO!
NÃO AO NOVO MAPA JUDICIÁRIO!
JUSTIÇA PARA O POVO JUNTO DO POVO!
utentesriomaiorªgmail.com
Consulte a página do MUSP Santarém em: http://muspsantarem.blogspot.pt/

30/07/14

Tribuna Pública de Rio Maior

Por iniciativa da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Rio Maior, realizou-se hoje uma Tribuna Pública em defesa da Comarca e das Valências do Tribunal Judicial de Rio Maior, com a presença de algumas dezenas de utentes.
A sessão foi dirigida por uma mesa de que faziam parte: o Professor Augusto Figueiredo em nome da Comissão de Utentes, Doutora Carla Dias presidentes da delegação local da Ordem dos Advogados, Domingos David' Pereira em representação do Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos e o Doutor António Jaime Martins Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados.
Esteve presente uma delegação da CPCJR Rio Maior, que na sua intervenção manifestou preocupação com a degradação previsível do acesso aos serviços do ministério público e do Tribunal por via do seu afastamento para Santarém.
Após as intervenções iniciais foram colocadas algumas questões pela assistência, de onde se destacou a preocupação com o futuro mediato do Tribunal e o provável encerramento a curto prazo; as questões foram respondidas pelos membros da mesa.
A Comissão de Utentes apresentou um texto de abaixo-assinado, que foi aprovado por unanimidade e aclamação, que irá recolher adesões durante todo o mês de Agosto e, no início de Setembro, será enviado para o Presidente da República, Primeiro-Ministro, Ministra da Justiça, Grupos Parlamentares, Provedor de Justiça e Bastonária da Ordem dos Advogados.
Os presentes iniciaram a adesão ao abaixo-assinado.

21/07/14

Aljustrel: Concentração em defesa dos serviços de saúde no concelho

Após ter vindo a público a situação preocupante dos serviços de saúde no nosso concelho, não poderia o MUSPCA passar ao lado dos mesmo e então decidiu convocar a população para que nesta concentração se tomasse uma posição.

Fazendo uma breve retrospectiva da situação, neste momento, temos o problema de faltarem dois médicos, o que implica termos mais de 3000 utentes sem médico de família, tendo criado lacunas nas respostas dos serviços durante os meses de Junho e Julho, expectando-se um maior agravamento dos problemas durante o mês de Agosto. Mas a questão não fica por aqui, estamos na eminência de perder o serviço de Raio X, ou pelo menos parte dele, temos falta de enfermeiros, temos cerca de 700 utentes em Rio de Moinhos que não tem um serviço de saúde na sua localidade, temos vindo também a ver os períodos de atendimento a reduzir com o passar do tempo, quer seja no centro de saúde, mas também nos postos médicos das freguesias e temos postos médicos com poucas condições para o atendimento da população, nomeadamente o de Messejana.

Valorizamos, o empenho de todos na procura de soluções que melhorem os serviços de saúde no concelho, destacando o facto de a ULSBA ter encontrado uma solução para a falta de médicos em 5 concelhos, onde se inclui Aljustrel, sendo embora provisória responde para já, aos anseios da população e do MUSPCA. Lamentamos contudo, a reacção tardia da ULSBA a este problema que se vem agravando desde início de Junho, sendo necessário as populações darem visibilidade ao seu protesto para que as repostas surjam.

Por tudo isto, o MUSPCA acredita que é necessário colocar estas deficiências a nú, e exorta a população a exigir a quem de direito a resolução eficiente e permanente destes problemas, tendo sida aprovada por consenso e aclamação na concentração realizada a 17 de Julho, junto ao Centro de Saúde de Aljustrel a seguinte posição:
 
TOMADA DE POSIÇÃO

É inquestionável a redução e consequente degradação dos serviços de saúde públicos durante os últimos anos no concelho de Aljustrel, culminando agora numa situação limite que esta a colocar vários milhares de utentes sem as condições de saúde mínimas asseguradas.

Perante esta realidade a população do concelho de Aljustrel, concentrada no dia 17 de Julho de 2014 em defesa dos serviços públicos de Saúde exige:

     - A substituição dos médicos em falta no mapa de pessoal da ULSBA de forma permanente, para colmatar efectiva e constantemente a carência de estes trabalhadores fundamentais para o regular fornecimento de serviços públicos que estão consagrados na Constituição Portuguesa;

     - O reforço dos serviços de enfermagem com a colocação de mais enfermeiros no Centro de Saúde de Aljustrel;

     - Que se tomem todas as medidas para permitir a permanência do serviço de RX na sua plenitude e não a tempo parcial

   - A reabertura de uma extenção de saúde em Rio de moinhos para o acompanhamento de cerca de 700 utentes

    - O melhoramento das condições da extensão de saúde de Messejana, seja através da remodelação do edifício actual ou pela construção de um edifício que permita de forma condigna a prestação de serviços de saúde à população.
 
A população do concelho de Aljustrel tem que dizer basta ao continuado desinvestimento na área da saúde, o que tem originado a redução dos serviços de saúde prestados no concelho de Aljustrel.

O Movimento de utentes informa também que pretende solicitar ao Ministério da Saúde, à ARS de Évora e à ULSBA – Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, reuniões para levar estas preocupação e reivindicações a quem de direito, no sentido da sua rápida resolução.

Aljustrel, 17 Julho de 2014

Movimento de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Aljustrel