22/11/14

Solidariedade com a luta dos enfermeiros

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O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos está totalmente solidario e manifesta o seu apoio à luta dos(as) enfermeiros(as) portugueses, pelo seu Estatuto Profissional, por melhores condições de trabalho e em defesa do Serviço Nacional de Saúde..

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos têm vindo, regularmente, a alertar para as graves consequências para a população, da profunda degradação dos serviços públicos de saúde, com a falta de médicos(as), enfermeiros(as), auxiliares e outros técnicos(as) de saúde, também com a falta de equipamentos e de material médico e com a agravante do aumento brutal dos custos para os utentes em taxas moderadoras, em medicamentos, em transportes, etc. Em muitos casos estes custos são insuportáveis para os utentes.

Apelamos a todos os utentes para que tenham a devida compreensão pela luta que os profissionais de saúde têm promovido e vão continuar a promover, enquanto o governo persistir em afrontar a dignidade dos profissionais e a destruir os serviços públicos de saúde – o Serviço Social de Saúde.

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos reitera a total solidariedade com a luta dos enfermeiros(as) portugueses e reivindica também:
  • Que o Governo/Ministério da Saúde reponha todos os direitos retirados e que contrate a título definitivo o numero de enfermeiros(as) e outros profissionais necessários ao bom funcionamento dos serviços de saúde;
  • Que o Governo/Ministério da Saúde respeite o Estatuto Profissional dos enfermeiros e outros profissionais de saúde;
  • Que o Governo/Ministério da Saúde reponha em funcionamento os Serviços de Atendimento Permanente (SAPs), Postos de Saúde e Extensões de Centros de Saúde encerrados nos últimos anos e necessários para prestar cuidados de saúde às populações que deles carecem;
  • Que a reforma hospitalar em curso não ponha em causa o acesso dos utentes aos cuidados de saúde;
  • Que o Governo/Ministério da Saúde dote o Serviço Nacional de Saúde dos meios materiais e humanos necessários para o seu funcionamento com qualidade;
  • Um Serviço Nacional de Saúde Universal, Geral, Gratuito e de qualidade, pilar fundamental para um modelo de desenvolvimento que se quer justo e solidário.
Lisboa 21 de novembro de 2014

Movimento de Utentes dos Serviços Públicos

21/11/14

Marcha Nacional 21 a 25 de Novembro Por uma política de esquerda e soberana

marcha_nov 2014 
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos vai participar na Marcha Nacional promovida pela CGTP-IN: 
Pela rutura da política de direita  
Por uma política de esquerda e soberana

Os Utentes dos Serviços Públicos integram-se na Marcha Nacional nas diversas localidades onde houver iniciativas, com as suas reivindicações próprias: 


Por mais e melhores serviços públicos: 
      Por melhor Saúde Segurança Social e Educação; 
      Por melhor acesso à Justiça; 
   Respeito pelo direito de acesso a serviços públicos essenciais como os transportes e comunicações, a energia e combustíveis, a água e recolha de resíduos sólidos…

Pela reposição dos cortes nos salários, pensões e nas prestações sociais como o subsídio de desemprego, subsídio social de desemprego e outras prestações não contributivas; 

Pela redução da carga fiscal para os trabalhadores e reformados; 

Pelo investimento e desenvolvimento com a criação de postos de trabalho; 

Pelo fim das privatizações e retorno ao SEE das empresas determinantes para o desenvolvimento do país. 

É PRECISO PÔR FIM À EXPLORAÇÃO E AO EMPOBRECIMENTO 

A pretexto da vinda da “Troika” temos assistido a um aumento brutal de impostos fundamentalmente sobre os trabalhadores e pensionistas, reduções de direitos dos trabalhadores, de cortes nos salários, pensões e prestações sociais, a menos escolas e o sistema de ensino a degradar-se, cerceamento do direito de acesso aos cuidados de saúde, ao desmantelamento de tribunais e a negação do acesso à justiça, à privatização e encarecimento de serviços públicos essenciais: de transportes e das comunicações, da energia e dos combustíveis, à água e tratamento de resíduos sólidos. 
Manif Adm Pub 2014-10-31 
O MUSP na Manifestação Nacional da Administração Pública de 31 de outubro de 2014  

O ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2015 CRIA AINDA MAIS IMPOSTOS 

O conjunto das propostas inscritas na proposta de OE para 2015 reforça e aprofunda as desigualdades sociais, o empobrecimento do povo e do país, a destruição dos serviços públicos e a aniquilação das funções sociais do Estado, numa clara opção ideológica e política do governo em benefício evidente dos grandes grupos económicos nacionais e internacionais. 

Em 2015 os portugueses, nomeadamente os trabalhadores e os pensionistas, vão pagar mais impostos (mais 2.006 milhões de euros) e as empresas, por via da redução da taxa de IRC, vão acrescentar aos seus lucros cerca de 892 milhões de euros. 

Quanto à fiscalidade verde apresentada como medida para a proteção do ambiente, mais não é do que um novo imposto indireto e visa, no fundamental, obter mais receita fiscal. Este novo imposto vai encarecer combustíveis, transportes, energia, gás doméstico, tratamento de resíduos, com impacto nos preços da generalidade dos produtos, bens e serviços essenciais. 

Com o pretexto do cumprimento do Tratado Orçamental, aprovado por PSD, CDS-PP e PS, querem impor novos cortes na saúde, na justiça, às autarquias, no investimento público, na proteção social e manter congelados os salários da administração pública (sem devolução na íntegra dos cortes), a generalidade das pensões e reformas, forçar novos despedimentos nos setores públicos, bem como no setor empresarial do Estado. 

Penalizam os trabalhadores e os utentes com a prestação de serviços públicos de menor qualidade.

TODOS NA MARCHA NACIONAL 
POR MAIS E MELHORES SERVIÇOS PÚBLICOS 
POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA 
POR UMA POLÍTICA DE ESQUERDA E SOBERANA 

Movimento de Utentes dos Serviços Públicos