12/12/14

Plataforma Península de Setúbal em Defesa do Serviço Nacional de Saúde

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Por iniciativa do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP), núcleo da Península de Setúbal, realizou-se, dia 18 de Novembro de 2014, na sede da União de Sindicatos de Setúbal/CGTP a reunião para a constituição da Plataforma Península de Setúbal em Defesa do Serviço Nacional de Saúde. 
Estiveram presentes 44 participantes, em representação de Comissões de Utentes de Saúde, Sindicatos, Câmaras Municipais, Juntas e Uniões de Freguesia, Associação de Mulheres com Patologia Mamária e MDM.
 As várias intervenções ilustraram as crescentes dificuldades no acesso dos utentes aos cuidados de saúde, a enorme carência e os ataques aos direitos fundamentais de profissionais de saúde, decorrendo das políticas governamentais contra o SNS, pelo que todos deveremos prosseguir a luta em defesa do Serviço Nacional de Saúde.
Por isso, foi decidido solicitar adesão à plataforma em Defesa do SNS das Assembleias Municipais, Assembleias de Freguesia e das Uniões de Freguesia a esta plataforma.
Assim, junto remetemos o texto aprovado na referida reunião, solicitando à vossa organização/entidade a adesão à Plataforma e a subscrição do respetivo Manifesto, o que poderá ocorrer até finais do mês de Dezembro/2014.
Com as melhores saudações
Plataforma Península de Setúbal em Defesa do Serviço Nacional de Saúde
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MANIFESTO

Um dos pilares fundamentais do regime democrático construído após o 25 de Abril de 1974 foi, sem qualquer dúvida, a criação e desenvolvimento dos serviços públicos e a garantia de direitos sociais, onde se insere a criação do Serviço Nacional de Saúde, sem o qual não seria possível garantir o acesso aos cuidados de saúde pelo povo português.
Esta conquista civilizacional consagrada na Constituição da República, determina o direito à saúde para todos os portugueses, cabendo ao Estado assegurá-lo com qualidade, eficiência e de forma gratuita.
Foi assim possível a muitos milhares de portugueses o acesso pela primeira vez, a consultas médicas e colocar Portugal no caminho do progresso dos indicadores de saúde, onde se destaca a drástica baixa da taxa de mortalidade infantil, o aumento da esperança média de vida, com importantes resultados na melhoria da qualidade de vida das populações.
Neste processo, os profissionais de saúde desempenharam um papel central e ativo, no sucesso do SNS, na qualidade e eficiência da prestação de cuidados de saúde e na referência a nível mundial que este então se tornou.
No entanto, tudo isto tem sido posto em causa pelas políticas seguidas pelos sucessivos governos, designadamente pelo atual, pela introdução, generalização e constantes aumentos das taxas moderadoras, pelo encerramento de serviços de proximidade, unidades de saúde e serviços de atendimento permanentes (SAP), pela criação dos ACE´S, pelo desrespeito e afronta aos profissionais do setor.
O atual governo do PSD/CDS, com destaque para o Ministro da Saúde Paulo Macedo, é responsável pela intensificação, sem precedentes, da ofensiva contra o SNS.
O desinvestimento público, a privatização de serviços essenciais, o encerramento e concentração dos serviços hospitalares e a redução de serviços e valências, a enorme carência e os ataques aos direitos fundamentais de profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, técnicos superiores de saúde, administrativos e assistentes operacionais) colocam em causa o futuro do SNS. 

hospital
Na região de Setúbal o desinvestimento evidencia-se, também, no esvaziamento do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo e do Centro Hospitalar de Setúbal e na não construção do Hospital no Concelho do Seixal (compromisso assumido pelo Governo), pondo em causa a qualidade dos cuidados prestados no já sobrelotado Hospital Garcia de Orta, concebido para prestar serviço a 150 000 utentes e serve atualmente mais de 400.000 utentes nos concelhos de Almada e Seixal.
A concentração de algumas especialidades ao nível das urgências no período noturno no HGO e em hospitais em Lisboa constitui um retrocesso de décadas, bem como as medidas constantes da Portaria nº 82/2014.
Continuam por construir as novas unidades de Centro de Saúde em Feijó, Corroios, Foros de Amora, Pinhal Novo, Baixa da Banheira, Alto Seixalinho e Aldeia de Paio Pires, continua por fazer a requalificação de vários Centros de Saúde, bem como, a reabertura de outros Centros de Saúde designadamente o de Trafaria.
A região de Setúbal é das regiões do país onde há um maior número de utentes sem médico de família atribuído.
É neste contexto que avaliamos e criticamos as políticas seguidas para o SNS, de redução e desresponsabilização do Estado, assentes na lógica do “Estado Mínimo”, com o estafado argumento da necessidade de cortar no “despesismo” (que na prática significa reduzir a prestação de cuidados de saúde aos utentes), em nome da resolução de uma crise que os especuladores criaram mas que não são chamados a pagá-la.
Por mais que o Governo venha dizer que os cortes drásticos no SNS são para a defesa do SNS, a verdade é que estão a conduzir ao seu asfixiamento e desmantelamento, com vista a entregá-lo a privados, que vêm na saúde e sobretudo na doença, uma oportunidade de grande negócio.
E assim impedem e dificultam o acesso aos cuidados de saúde à generalidade das populações.
Com efeito, os aumentos das taxas moderadoras para as consultas e exames complementares de diagnóstico, o aumento dos constrangimentos no acesso aos medicamentos, especialmente dos doentes crónicos e oncológicos, os cortes nos transportes de doentes não urgentes, a falta de condições em unidades dos agrupamentos dos Centros de Saúde, o elevado número de utentes sem médico de família, a não implementação do enfermeiro de família, os elevados tempos de espera nas urgências hospitalares, como é exemplo a situação do Hospital Garcia de Orta, os atrasos nas consultas de especialidade e meios auxiliares de diagnóstico impedem os utentes de poderem aceder, através do SNS, à saúde.
Perante o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, a violação do direito à saúde para todos os portugueses consagrado constitucionalmente, a retirada de direitos aos profissionais de saúde, é necessário a mobilização de todos para defender o SNS. 

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Assim, a Plataforma Península de Setúbal em Defesa do Serviço Nacional de Saúde exige:
      A defesa e reforço do SNS como serviço público, geral, universal e gratuito, como garantia de acesso a todos em qualidade aos cuidados de saúde;
        O fim da privatização dos Serviços de Saúde;
        O fim da Parcerias Público Privadas;
        A eliminação das Taxas Moderadoras;
        Médico e Enfermeiro de Família para todos os utentes;
     O reforço dos meios financeiros, técnicos e humanos do SNS necessários para a prestação dos serviços de proximidade e de qualidade;
       A construção de Centros de Saúde em falta na Península de Setúbal, bem como, a requalificação e a reabertura dos equipamentos de Saúde;
        O reforço dos recursos humanos e materiais dos cuidados de saúde primários;
        O reforço dos recursos humanos e materiais de emergência médica;
        A revogação da portaria que impede a utilização de transporte por parte dos utentes;
        A revogação da Portaria nº 82/ 2014;
        A reabertura dos SAP`s;
        O alargamento dos horários dos Centros de Saúde;
    A adoção de medidas para minorar os tempos de espera nas consultas de especialidade e respetivos exames de diagnóstico;
        A reposição das especialidades nas urgências nos Hospitais da Península, bem como dos serviços retirados;
       A reposição e dignificação das carreiras e remunerações de todos os trabalhadores do SNS (médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, técnicos superiores de saúde, administrativos e assistentes operacionais);
-       A construção do Hospital no Concelho do Seixal.

11/12/14

MANIFESTANTES VOLTAM A PEDIR MELHORIAS NO TRANSPORTE PÚBLICO DA FREGUESIA DE SANTO ANTÓNIO DOS CAVALEIROS

Manif St António Cavaleiros 2014-11-27
Mais de uma centena de moradores marcaram presença na manifestação organizada pela Comissão de Utentes dos Transportes de Santo António dos Cavaleiros e Frielas, em protesto pela melhoria do serviço prestado na Freguesia pela empresa Barraqueiro Stº António, empresa que detém o monopólio dos transportes nesta freguesia, há mais de 40 anos.

Os manifestantes que se juntaram ao protesto, no dia 27 de novembro, pretendem que o Governo e a Barraqueiro resolvam um conjunto de situações que diariamente dificultam a mobilidade dos utentes desta freguesia.

Numa marcha barulhenta entre o C.C.Flamingos e a rotunda de Santo António, «Por mais transportes para o hospital» e «passe único para toda a freguesia» foram as frases mais gritadas pelos manifestantes, que fizeram história ao ter realizado a primeira manifestação que teve lugar na freguesia.

A Câmara de Loures também marcou presença na manifestação para mostrar solidariedade com os utentes e em «defesa dos direitos da população em termos de serviços públicos».

A manifestação culminou com uma concentração junto á loja da Barraqueiro na freguesia, com intervenções de Bernardino Soares, presidente da Câmara e Henriqueta Sabino da CUTSAC/F, que avançou com as razões que levaram a que os utentes tivessem decidido sair à rua «Lutamos pela adoção de uma única coroa para toda a freguesia, incluindo as Torres da Bela Vista, o Hospital Beatriz Ângelo e a Escola José Cardoso Pires, que neste momento estão numa coroa diferente com agravamento de custos para a população que reside ou necessita de se deslocar a estes locais

«A inexistência de uma tarifa urbana, a falta de ligação ao Metro de Odivelas, a não-aceitação do Passo Social (Intermodal), a má qualidade das viaturas, a total ausência de informação sobre horários e tarifas, bem como o Passe Combinado e o título Pré-comprado com as tarifas mais elevadas em comparação com todos os outros operadores da área metropolitana de Lisboa, são alguns dos exemplos da injustiça a que estão sujeitos os moradores desta freguesia

«A existência de um Hospital na freguesia e os milhares de utentes que o utilizam, carecia de uma atitude diferente por parte desta Empresa, criando carreiras ou alterando trajetos que permitissem aos utentes uma melhor mobilidade. Tal não acontece.»

«Esta situação, que tem tido a anuência dos sucessivos governos, tem que ser alterada, numa altura em que se discutem na Área Metropolitana de Lisboa as alterações de tarifários, coroas e concessões.»

«Como não é compreensível a atitude prepotente e discriminatória desta Empresa perante milhares de utentes que diariamente utilizam os transportes públicos na freguesia, e porque os vários pedidos de reunião não obtiveram qualquer tipo de resposta por parte da Barraqueiro, hoje saímos à rua em defesa de um verdadeiro serviço público de transportes.» 
Manif St António Cavaleiros 2014-11-27_1
O presidente da Câmara, Bernardino Soares, referindo-se às razões que levaram ao protesto sublinhou: «Uma freguesia como Santo António dos Cavaleiros, onde vivem milhares de pessoas, que está geograficamente perto de Lisboa, de Loures e de Odivelas, não pode estar isolada por falta de transportes públicos, em muitos horários, muitas zonas e ao fim de semana em particular. Por isso, podem contar com a Câmara Municipal para continuar a lutar por este justo objetivo, de termos melhores transportes públicos no concelho, mas que isso não signifique um aumento do preço dos passes e dos bilhetes», concluiu Bernardino Soares.

Seguidamente num ato carregado de simbolismo, a Comissão de Utentes entregou ao presidente da Câmara o abaixo-assinado “Pelo Aumento da Oferta de Transportes para o Hospital – Alteração do Percurso da Carreira das Torres da Bela Vista”, que em menos de quinze dias, reuniu mais de 600 assinaturas, só de moradores das Torres da Bela Vista.

No encerramento deste protesto, já com a chuva a fustigar os manifestantes que não arredavam pé, os utentes declaram-se disponíveis para continuar a lutar por melhores transportes públicos na freguesia.

Resistiremos. E depois deste protesto, continuaremos.”

10/12/14

Quase 7000 cidadãos do Concelho de Abrantes defendem a MATERNIDADE no Hospital de Abrantes

Abrantes 2014-12-10 AA
Face às constantes informações oficiais que colocam em causa a permanência de muitos serviços hospitalares, nomeadamente a MATERNIDADE, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes lançou um abaixo-assinado para reafirmar a necessidade de cuidados de proximidade e qualidade. 
A publicação da Portaria 82/2014, o contínuo decréscimo de partos (muito longe dos 1500, que é o número mínimo referenciado como ideal para um serviço de qualidade), a incerteza quanto a anunciados encerramentos e a apatia das sucessivas administrações do CHMT na promoção e dinamização da Maternidade de Abrantes, leva esta Comissão a temer o seu encerramento num futuro mais ou menos próximo. Ao longo de 2014, muitas foram as declarações de diversos responsáveis (com especial destaque para o ex-Presidente do CA do CHMT) que colocaram em causa a existência da Maternidade no Médio Tejo e/ou em Abrantes. Existem, ainda, serviços no CHMT, no Hospital de Abrantes, que carecem de urgente melhoria e outros que devem regressar ou ser criados. 
As 6895 assinaturas só foram possíveis com a colaboração de muito do comércio local, a quem agradecemos. No entanto, registe-se que não houve capacidade humana para levar a muitos locais a possibilidade de as populações darem o seu contributo na defesa da Maternidade. As assinaturas vão ser enviadas ao Ministro da Saúde e das mesmas vai ser dado conhecimento aos Grupos Parlamentares, autarcas e aos responsáveis das unidades de saúde da Região. 
A iniciativa da Comissão de Utentes teve para já o mérito de o Ministério da Saúde vir dizer que não está decidido o encerramento da Maternidade. Também na reunião entre a CUSMT (em que estiveram elementos da CUSPCA) com o CA do CHMT não houve referência ao encerramento de qualquer serviço. Pena que o Primeiro Ministro inquirido sobre o assunto pelo “Mirante”, não tenha sido explicito quanto à manutenção da maternidade.  
A importância social e humana do serviço de Maternidade para o Concelho e para toda a região, merece que continuemos atentos e mobilizemos as populações em sua defesa. 
Constata-se que a actual organização das unidades de saúde e o seu subfinanciamento têm originado uma constante e progressiva degradação da qualidade e acessibilidade aos cuidados de saúde. É tempo de mudar de política para respeitar a dignidade das pessoas e promover o progresso sócio económico da região. 
Mas as preocupações da Comissão e das populações não se restringem apenas aos cuidados hospitalares. Aliás, somos da opinião que sem eficiência e eficácia nos cuidados primários/(centros e extensões de saúde) gasta-se mais e os utentes ficam com menos cuidados de proximidade e qualidade. 
A cobertura de todo o território concelhio “obriga” à existência de unidades de saúde móveis e à colocação de médicos de família nas freguesias com mais população. 
Em breve anunciaremos iniciativas públicas para alertar os responsáveis para a exigência das populações na colocação de mais médicos de família. 
Nota final:
Com os meios disponíveis a Comissão de Utentes vai continuar a trabalhar de forma persistente e atenta a problemas de outros serviços públicos, como as obras de manutenção da Ponte de Abrantes (onde não compreendemos que os trabalhos decorram só nos períodos em que os cidadãos e actividades económicas mais a utilizam), a distribuição postal, a reposição das valências retiradas ao Tribunal de Abrantes… 
A Comissão de Utentes continuará a reunir regularmente podendo participar todos os que queiram para, em colaboração com outras estruturas de utentes da Região e do Distrito, informar e organizar as populações na defesa dos seus direitos. 
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes
Abrantes, 10.12.2014

09/12/14

Saúde no distrito de Coimbra

Saúde em Coimbra:

- Privatização do Hospital de Cantanhede (entrega abaixo assinado com mais de 5 mil assinaturas).
- Fusão dos hospitais no CHUC-HUC, Covões, Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid, Lorvão, Maternidade Daniel de Matos e Bissaya Barreto, Hospital Pediátrico.
- Ortopedia do Hospital Pediátrico.
- Encerramento de ext. de saúde (a mais recente - Figueira do Campo, Soure, cuja população está em luta, apesar de algumas propostas da ARS Centro. Objectivo é a reabertura da ext. de saúde.
- Falta de profissionais de saúde em vários centros e extensões de saúde.

07/12/14

Há 38 mil utentes sem médico de família na região de Leiria

Centro Saúde Memória_Leiria

38

Mil utentes não têm médico de família:
19 mil em Leiria,
9 mil na Marinha Grande,
6 mil em Pombal
e 4 mil em Porto de Mós

 

141

médicos e 151 enfermeiros estão colocados no ACES PL.
Em 2013 foi aberto concurso para 10 vagas mas apenas quatro foram preenchidas.
Em setembro foram colocados quatro médicos cubanos
e. até ao final do ano, estão previstas seis aposentações.

 

In Há 38 mil utentes sem médico de família na região

05/12/14

Saúde no distrito de Viseu



Em 2006 o distrito era servido por uma rede de cuidados primários constituída por 26 centros de saúde, com 70 extensões ou postos de saúde.

Desde essa data encerraram mais de 20 serviços de atendimento permanente (SAP’s) e quase todas as extensões ou postos de saúde.

Nos cuidados curativos temos dois hospitais do Serviço Público Administrativo, em Tondela e Lamego, e um Hospital dito Empresa Pública do Estado em Viseu. Estes serviços estão longe da dotação efectiva do pessoal necessário a suprir as necessidades da população que servem. E é grande o número de trabalhadores com vínculo precário, o que motiva grande instabilidade nos serviços.

Outra situação, num cada vez maior número de instituições, é a diminuição de profissionais por turno, por «razões orçamentais», determinando a sobrecarga e o aumento dos ritmos de trabalho, com graves prejuízos para os utentes. E agrava-se a situação de milhares de utentes sem médico de família.

São crescentes as dificuldades para se aceder em tempo útil a consultas nos Centros de Saúde, dificuldades agravadas com o encerramento dos SAP’s.

Também o encerramento consumado da maternidade de Lamego e a transformação progressiva e efectiva do respectivo hospital num mero Centro de Saúde, constitui mais um factor de agravamento da situação e de deterioração da qualidade de vida das populações.

No Hospital Distrital de Viseu, actualmente gerido por gestores nomeados e de confiança política do governo, a preocupação determinante é, em importante medida, a redução das despesas à custa dos doentes e dos trabalhadores. O que inevitavelmente, em conjunto com a sobrecarga que decorre do encerramento dos SAP’s, pesa negativamente na qualidade dos serviços prestados.
     No Distrito faltam médicos e enfermeiros. Encerraram valências hospitalares, blocos de partos, urgências nocturnas, SAP’s, extensões de saúde, postos médicos. Os Centros de Saúde estão subaproveitados e a perspectiva anunciada é do encerramento de todas as extensões de saúde. Milhares de pessoas estão sem médico de família e há consultas que demoram meses.