13/01/15

Assembleia da República aprova recomendação ao Governo para que proceda à construção urgente do novo Centro de Saúde na freguesia de Odivelas

MovMaisSaude
Foi discutida na passada quinta-feira, dia 8 de Janeiro, no Plenário da Assembleia da Republica, a Petição “Pela Construção do Centro de Saúde na freguesia de Odivelas” promovida pelo Movimento+Saúde, que recolheu mais de 5.100 assinaturas e foi entregue naquele órgão de soberania no passado mês de Abril.
Na sequência desta iniciativa foram apresentadas pelos grupos Parlamentares do Bloco de Esquerda, PCP e Verdes propostas de Recomendação ao Governo no sentido da construção urgente daquele tão necessário e esperado equipamento de saúde, essencial à melhoria do acesso a cuidados de saúde adequados e com qualidade que há décadas vem sendo prometido mas nunca concretizado e tem justificada a legitima luta e reivindicação da população de Odivelas.
Sendo reconhecida por todos a justeza da reivindicação da população e a importância de construir urgentemente o denominado Polo2, que dê resposta adequada aos cerca de 60.000 habitantes da freguesia, foi aprovada, por unanimidade de todos os partidos com assento parlamentar, uma recomendação ao Governo para que este proceda à construção do novo centro de saúde de Odivelas.
O Movimento+ Saúde, que assistiu à discussão da petição, congratula-se com esta tomada de posição por parte da Assembleia da República e espera que o Governo a tenha em devida conta e que a construção urgente do novo centro de saúde se torne finalmente uma realidade.
Odivelas, 12 de janeiro de 2015

06/01/15

MAU FUNCIONAMENTO DAS URGÊNCIAS DO CENTRO HOSPITALAR MÉDIO TEJO Coloca em causa a dignidade (e por vezes a vida) de quem a elas recorre

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Todos os dias nos chegam informações sobre o deficiente serviço que é prestado nas urgências das unidades hospitalares do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Disso também têm feito eco a comunicação social local e regional. Esta segunda, nas três urgências utentes que chegam às sete horas de espera, com todos os constrangimentos que isso implica em termos clínicos, familiares e até nas condições de alimentação que têm de fazer no local.

Não estão só em causa os tempos de espera para os atendimentos, em alguns casos está em causa a qualidade dos serviços prestados e o sofrimento a que são sujeitos alguns utentes que se deslocam às urgências.

Dois constrangimentos de raiz contribuem para os recorrentes problemas na urgência do CHMT: a concentração da urgência médico-cirúrgica e o crónico subfinanciamento dos hospitais. Ambas as questões são da responsabilidade do Ministério da Saúde.

Protestam os utentes e familiares pelas demoras e pelo corrupio constante entre as urgências básicas de Tomar e Torres Novas e a urgência médico-cirúrgica de Abrantes, tendo de percorrer dezenas e dezenas de quilómetros.

Protestam os profissionais por serem poucos e não terem condições de funcionamento.

Protestam as corporações de bombeiros pelo demasiado tempo de espera, o que põe em causa muitas vezes o 2º. Serviço.

Infelizmente esta situação não é exclusiva do Médio Tejo. Problemas com as urgências sucedem um pouco por todo o País. Tememos que a situação se agrave em caso de confirmação do surto gripal.

Urge resolver os problemas de funcionamento das urgências em defesa da dignidade e vida humanas.
 
                                               A Comissão de Utentes da Saúde
                                                               do Médio Tejo
 
Médio Tejo, 5.jan.2014

05/01/15

A construção do Centro de Saúde na Freguesia de Odivelas na Assembleia da República

MovMaisSaude
A Assembleia da República vai apreciar, em Sessão Plenária, no próximo dia 8 de janeiro a partir das 15 horas, a Petição Pela construção do Centro de Saúde na Freguesia de Odivelas.
Promovida pelo Movimento Mais Saúde, a Petição conta com 5.153 assinaturas e foi entregue na Assembleia da República (AR) em 17 de abril de 2014, tendo sido analisada pela Comissão de Saúde. O relatório final da Comissão considera que a Petição reúne os requisitos legais para ser apreciada pelo Plenário da Assembleia da República.
O Movimento Mais Saúde considera que este é um momento importante para a população da Freguesia de Odivelas que desta forma se faz ouvir no órgão de soberania que é, por excelência, o máximo representante do Povo.
É pois com grande expectativa que encaramos a apreciação desta Petição no Plenário da Assembleia da República, esperando que daí resulte uma resposta positiva às legítimas pretensões da população e que a construção do Centro de Saúde se torne uma realidade. 
Odivelas, 4 de janeiro de 2015

04/01/15

Sobre a saída de três médicos do Centro de Saúde de Almeirim

Centro de Saúde de Almeirim
O ano de 2015 começa de forma dramática para os utentes do Centro de Saúde de Almeirim, com a saída efetiva de três clínicos deste centro. As notícias vindas a público em Abril do ano passado, alertando para esta situação tornaram-se realidade, sendo que a CUCA demonstrou logo a sua preocupação para a situação que se estava a criar, uma vez que já existiam no concelho cerca de 6000 utentes sem médico de família, valor que é hoje largamente ultrapassado.

A CUCA recorda que, após declarações da Sr.ª diretora do ACES Lezíria, foi pedida uma reunião com a pretensão de sensibilizar os dirigentes para a grave situação que se avizinhava e perceber em que ponto da situação estaria o concurso para colocação de médicos, mas volvidos nove meses, continuamos a aguardar resposta.

Uma vez que a situação é demasiado grave e vários são os utentes que questionam o que pode ser feito, a Comissão de Utentes irá organizar um abaixo-assinado para enviar às entidades públicas, com responsabilidades na área da saúde, de modo a dar voz às preocupações dos utentes, não só da cidade de Almeirim mas de todo o concelho.

Exigir mais médicos de família no Centro de Saúde de Almeirim é defender o direito de acesso à Saúde, tal como consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Almeirim, 03 de Janeiro de 2015

Cenas do “mercado” (injusto e imoral) de trabalho

Grupo 8
No CHMT nos últimos anos a vigilância e segurança tem sido assegurada pelos trabalhadores do GRUPO 8. Agora, foi entregue à empresa GIS. Desconhecemos os méritos e deméritos (funcionais e financeiros) das empresas em causa, mas não deixamos de registar que 30 trabalhadores foram para o desemprego. Ah, foram substituídos por outros! Em que condições?

GIS
Utentes da Saúde do Médio Tejo

03/01/15

PREVÊ-SE UM SURTO DE GRIPE. AS UNIDADES DE SAÚDE DEVEM PREPARAR-SE !

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Vivem-se condições climatéricas particularmente adversas. As autoridades de saúde esperam que o pico da actividade gripal se registe dentro de quatro a cinco semanas. 

O Centro Hospitalar e o ACES/Centros de Saúde devem coordenar horários, dotar os serviços de horários compatíveis e com profissionais em número adequado, estabelecer canais de informação permanente entre si e, também, coordenar as acções com as corporações de bombeiros e outras entidades. 

Devem ainda ser tomadas medidas logísticas de forma a evitar a concentração excessiva de utentes e familiares nas urgências. A acumulação de doentes e acompanhantes é um foco de contaminação.

As unidades de saúde devem melhorar a informação e articular procedimentos e horários. Os meios de comunicação local e regional devem ser envolvidos nesta acção.

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É necessário que sejam tomadas medidas que protejam antecipadamente a população da associação de um elevado risco ambiental, um elevado risco biológico e a vulnerabilidade social dos idosos. 

Lembramos que em 2012, no pico gripal, houve mais de 6000 óbitos em excesso. 

Preparar as unidades de saúde e as populações para o possível surto gripal, sai mais barato e a população ganhará muitos anos de vida.

A Comissão de Utentes da Saúde
    do Médio Tejo

Médio Tejo, 2 de Janeiro de 2015

30/12/14

MAIS DIFÍCIL O ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE

As estruturas de utentes do Médio Tejo vão reunir em Abrantes (5 de Janeiro), em Torres Novas (6 de Janeiro) e em Tomar (7 de Janeiro), com o objectivo de analisar o momento presente na prestação de cuidados de saúde e definir as iniciativas públicas e institucionais que levem a uma alteração de rumo. As conclusões destas reuniões serão divulgadas em Conferência de Imprensa a 12 de Janeiro.

Informações vindas a público e/ou transmitidas pessoalmente por utentes, autarcas e profissionais confirmam que a reorganização no CHMT, empreendida pela anterior administração, apenas contribuiu para dificultar o acesso a cuidados hospitalares e piorar a sua qualidade.

No futuro próximo, muito embora as espectativas criadas pelo novo Conselho de Administração do CHMT, perspectivam-se muitas “nuvens negras” no horizonte fruto das dificuldades de contratação de médicos e outros profissionais, o que vai implicar possíveis encerramentos de serviços quando o que deveria ser feito era reinstalar nos três hospitais a urgência, medicina interna, cirurgia e pediatria e, desenvolver as outras valências.

Os meses vão passando e, em vez das prometidas melhorias verifica-se uma progressiva deterioração do acesso e na qualidade dos serviços prestados.

Ao nível dos Cuidados de Saúde Primários (Centros de Saúde), embora tivesse havido melhorias com a instalação de algumas USF, continua a ser crónica a falta de profissionais, com especial incidência nos médicos. Cada vez são mais as localidades com unidades de saúde encerradas quer pela falta de médico quer pela irregularidade na prestação de cuidados médicos.

Deste facto resultam filas madrugadoras de utentes na esperança de uma consulta rápida no atendimento complementar, mas são cada vez mais os que procuram alternativas no sector social e no privado.

Há dias foi aberto um concurso nacional para médicos que acabaram a especialidade de medicina geral e familiar, mas apenas para UM MÉDICO para o ACES MÉDIO TEJO. Conclui-se que a grande medida governamental para dar um médico de família a cada utente, passa pela limpeza de ficheiros, pelo aumento do número de utentes por médico e por sugerir aos utentes que se desloquem a outras unidades de saúde.

Em conclusão, os responsáveis ao promover a degradação progressiva da prestação de cuidados de saúde vão arranjando justificações para posteriores encerramentos de unidades de saúde de proximidade e de serviços hospitalares.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo

Médio Tejo, 29.12.2014

16/12/14

Saúde no distrito do Porto



Relativamente à situação na zona do Porto e concelhos limítrofes, ela caracteriza-se essencialmente pela falta de recursos humanos e materiais, quer nos hospitais, S. João, Santo António, Gaia/Espinho, quer nos centros de saúde, originando encerramento de enfermarias e redução forçada dos horários de atendimento o que provoca aumento das listas de espera para cirurgias, consultas, exames de diagnóstico e outros, colocando vários serviços muito próximo da rutura e obrigando-os a atuar em regime de serviços mínimos e recorrendo ao trabalho precário.
Acresce o facto de muitos profissionais médicos, enfermeiros, assistentes técnicos, operacionais e superiores, pedirem a reforma antecipada e até emigrarem por falta de condições de trabalho e remuneração condigna.
No distrito existem cerca de 200 mil utentes sem médico de família e também extensões sem médico no ativo ou em vias disso, exemplos de  Vila Nova de Gaia (em Afurada e Mafamude), Felgueiras, Marco de Canaveses (em Soalhães), Baião (em Ribadouro e Mesquinhara) e o próprio centro de saúde de Campêlo em vias de privatização, mas há também extensões só com um médico casos de Amarante (em Vila Caiz) e Baião (em Teixeira, Gestaçô e Eiriz), resultando que, em tempo de férias dos profissionais, não há substituições e os utentes ficam de facto sem médico nesse período.
A desorçamentação na área da saúde provoca aumento das listas de espera em cirurgias e consultas, mas também falta de novos medicamentos, nomeadamente nas patologias do fígado, cancro, diabetes, e para aquisição de material clínico nos hospitais, causando limitação na prescrição em ambulatório, nos exames de diagnóstico e em tratamentos, para além da carência de transportes de serviço.
Com estes constrangimentos, as taxas moderadoras e a crise cujos custos se refletem essencialmente nos economicamente mais débeis, aumenta o número de faltas de utentes às consultas e tratamentos.
Para além disto e com a publicação da Portaria 82/2014 que, a pretexto de reorganizar os hospitais do Distrito, vai desqualificá-los pela perda das especialidades de Estomatologia, Pedopsiquiatria e Endocrinologia, são os utentes a ficar prejudicados.
O panorama, em resumo, é grave e não se prevê que melhore. Basta olhar para o Orçamento do Estado 2015, indicando mais cortes e desinvestimento na Saúde.