17/04/18

SETÚBAL: Comunicado da Comissão Utentes da Quinta Conde



A comissão de utentes de saúde da quinta do conde, realizou ontem,16/04/2018, uma reunião com uma delegação do Partido Comunista Português com a participação do responsável da área da saúde a nível nacional e do seu secretário geral Jerónimo de Sousa, além de outros membros responsáveis do PCP a nível distrital e concelhio.
Queremos agradecer e saudar esta iniciativa, que partiu de um convite do PCP, integrado numa serie de iniciativas desenvolvidas por este Partido que culminará no Encontro Nacional do PCP sobre a saúde em Portugal, sob o lema “Serviço Nacional de Saúde Público e de Qualidade – Direito à Saúde para todos” a realizar em 21 de Abril, para o qual fomos convidados a presenciar
Colocamos um conjunto de situações com que deparamos na organização e funcionamento do Centro de Saúde, assim como apresentamos as nossas propostas, já anteriormente colocadas aos coordenadores da USF e UCSP e que passamos a referir.
MÉDICO DE FAMILIA
Elevado número de habitantes sem médico de família. Com uma população superior a 32.000 habitantes cerca de 53% não possui cobertura de médico de família.
Precisamos de mais 8 médicos de Medicina Geral e Familiar
INSTALAÇÕES
Face ao défice de instalações torna-se necessário a construção de um novo Centro de Saúde, situado na zona mais antiga da Quinta do Conde, porque um sem números de idosos ai habita. A Câmara Municipal de Sesimbra já se prontificou a ceder terreno e o projecto de construção.
ENFERMEIRO DE FAMILIA
É inexistente a figura do enfermeiro de família no nosso Centro de Saúde, sendo que a mesma é legalmente obrigatória, sendo a relação de um enfermeiro de família por cada 300 famílias.
Propomos que sejam colocados os enfermeiros conforme a legislação existente.
FALTA DE ADMINISTRATIVOS E DE AUXILIARES DE ACÇÃO MÉDICA
Para um melhor funcionamento do Centro de Saúde torna-se necessário repor o quadro deste tipo de trabalhadores
DEFICIENTE RESPOSTA AOS CUIDADOS DOMICILIÁRIOS
Tendo-se verificado que muitos cuidados no domicílio não são efectuados, por falta de veiculo de transporte, devido a avaria constante do mesmo.
Propusemos a aquisição de um novo veículo adequado e equipado para efectuar os respectivos domicílios
INEXISTÊNCIA DE RESPOSTA EM SITUAÇÕES DE URGÊNCIA
A partir das 20 horas para quem pertence à USF e partir das 18 hores para quem pertence à UCSP, durante os dias de semana e aos fins de semana ou feriados, é inexistente resposta a situações de urgência.
A alternativa é a de deslocarmo-nos a Sesimbra ao Atendimento complementar que funciona até às 21,30 H. Chegados aqui somos muitas vezes encaminhados para o Hospital de referência que é o São Bernardo em Setúbal. Como a partir de determinada hora não existem transportes públicos, só quem possui meio de deslocação próprio é que pode ter assistência médica urgente, ou quem possa pagar a deslocação por táxi ou por ambulância.
Percorrer este circuito - Quinta do Conde-Sesimbra-Hospital Setúbal -Quinta do Conde são 70 Km. Além dos tempos de espera na urgência do Hospital de Setúbal.
Consideramos que a abertura de um serviço de atendimento permanente das 20 h até às 08,00 h, no Centro de Saúde da Quinta do Conde, dotando-o com um equipamento de RX simples para efectuar Tórax e Ossos e um pequeno Kitt de colheita de análises clinicas simples e respectivos recursos humanos, que decerto resolveria uma parte significativa das questões de procura e possibilitaria uma referenciação para o hospital já com dados clínicos concretos.
Acesso a outras especialidades
Não existem consultas de outras especialidades, nomeadamente Saúde Materno-infantil, Saúde Mental, Psicologia, Pedopsiquiatria, Saúde Oral, Saúde Visual, Saúde Auditiva, Saúde Pública e a Saúde escolar é incipiente.
Recentemente foi aberto concurso para Médicos de Medicina Geral e Familiar, tendo saído na comunicação social que o ACES da Arrábida, que abrange os concelhos de Setúbal, Palmela e Sesimbra, que seriam colocados MGF, na UCSP da Pç da República em Setúbal (1) e (2) na UCSP de São Sebastião (2) também em Setúbal.
Propusemos que sejam integradas consultas de especialidades no Centro de saúde, que desafogaria as consultas no Hospital, que reduziria os tempos de espera, e pouparia ao Estado milhares de euros face ao envio para o sector privado destes utentes.
Estas foram algumas das questões de maior relevância que apresentamos à delegação do PCP. Houve absoluta concordância com as nossas reivindicações e o Secretário Geral enquadrou politicamente as razões pelo qual o governo minoritário do Partido Socialista opta por dar cobertura à banca transferindo milhões para os bancos e não dar as respostas adequadas na saúde, nomeadamente no financiamento, para melhorar as condições de vida dos portugueses
Jerónimo de Sousa explicou que “aqui se confirmam as carências e dificuldades significativas particularmente no plano das instalações e dos equipamentos. E também no que respeita ao atendimento, quando numa população com cerca de 32 mil habitantes, menos de metade tem Médico de Família.
Este é um exemplo concreto das dificuldades que hoje em dia existem, particularmente na questão da falta de resposta de investimento ao problema das instalações, onde há disponibilidade da Câmara Municipal de Sesimbra, há terreno e disponibilidade para acompanhamento das obras, mas tem de existir uma decisão política, que nem a direcção do Centro de Saúde, nem a autarquia podem resolver por si mesmas.”
Referiu também à Comissão de Utentes de Saúde da Quinta do Conde, da qual destacou “o papel importantíssimo na procura da melhoria das condições de saúde” e onde ouviu as queixas sobre o horário de funcionamento, que obriga a que muitas pessoas em situação de doença aguda tenham de se deslocar a Sesimbra ou ao Hospital Garcia de Orta; a falta de equipamentos de diagnóstico, que não possibilitam a realização de análises no Centro de Saúde; a demora na marcação de consultas devido à falta de médicos e ainda a falta de transportes para aquela unidade.
A Direcção da Comissão de Utentes de Saúde da Quinta do Conde

SANTARÉM: 7º. Encontro Distrital


LEIRIA: protesto de utentes por falta de médico de família

António Costa e ministro da Saúde recebidos por protesto de utentes




texto: Mário Pinto / foto: Luís Filipe Coito
terça, 17 abril 2018

inistro António Costa e o ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes foram recebidos, ontem à tarde, em Carvide, concelho de Leiria, com protestos de um grupo de utentes da Vieira de Leiria (Marinha Grande), que dizem estar sem médico de família há mais de três anos e  exigem medidas do Governo.
Concentrados em frente à nova Unidade de Saúde de Monte Real e Carvide, inaugurada ontem pelo primeiro-ministro, o grupo contestatário, na sua maioria utentes com mais de 70 anos, envergaram cartazes reivindicativos, pedindo ao membros do Governo mais profissionais para a unidade de saúde de Vieira de Leiria. José Gabriel, de 74 anos e um dos utentes da unidade de saúde de Vieira de Leiria, lamenta não ter médico “há pelo menos três anos”, depois de ter sido submetido a duas operações cirúrgicas, uma delas mais delicada. 
“Não é triste uma pessoa como eu, com 74 anos, estar tanto tempo sem médico de família. Os médicos que estão lá não marcam consultas porque têm os ficheiros cheios. Queremos uma resolução o mais rapidamente possível”, afirmou José Gabriel.
ilipe Coito terça, 17 abril 2018
O primeiro-ministro António Costa http://www.diarioaveiro.pt/noticia/31285

04/05/15

SANTARÉM: Documento aprovado no ENCONTRO DISTRITAL

MUSP Santarém Logo
 
4º. ENCONTRO DISTRITAL de SANTARÉM de COMISSÕES E UTENTES

dos SERVIÇOS PÚBLICOS

ORGANIZAR OS UTENTES,

DEFENDER SERVIÇOS PÚBLICOS DE PROXIMIDADE E QUALIDADE!

Os últimos anos têm-se caracterizado, a par de uma dramática redução de rendimento de trabalhadores, reformados e familiares, pela redução de serviços públicos/funções sociais do Estado, consequência directa das políticas governamentais. A proximidade e a qualidade dos diversos serviços têm sido gravemente afectadas. Em conclusão: os serviços públicos estão mais caros, mais longe e, em muitos casos, com pior qualidade afectando a qualidade de vida das populações.
Infelizmente, constata-se que ainda vai exigir muita resistência e luta para que tenhamos serviços públicos de proximidade e qualidade. Aos utentes, para além da sua luta diária, com o seu voto nas próximas escolhas eleitorais, cabe a responsabilidade de contribuir para alterar o quadro político de forma a serem respeitados os seus anseios e a sua qualidade de vida.

Organizar os utentes

Às estruturas do movimento de utentes compete FUNDAMENTALMENTE estimular, organizar, ouvir as populações para reforçar a luta pelos seus direitos. A organização e empenho das estruturas melhorarão à medida que se forem concretizando as diversas iniciativas. Estas, conforme o contexto sociopolítico, podem assumir a forma de reuniões públicas, reuniões com entidades, acções com movimento sindical e autarquias, elaboração e distribuição de documentos, abaixo-assinados, petições, concentrações, conferências de imprensa, roteiros… Todos os esforços devem ser feitos na criação e dinamização das Comissões de Utentes locais com vista ao envolvimento de cada vez maior número de cidadãos na informação, audição e organização das populações.
As Comissões de Utentes devem reunir regularmente na base da transparência e na participação democrática, privilegiando o trabalho colectivo, sendo fundamental dar conhecimento público das suas propostas, análises e das suas iniciativas. Estas, na sua acção devem privilegiar o contacto directo com as populações nos seus diversos locais de residência, no comércio local, junto das empresas, nos mercados.
A necessidade de melhorar a intervenção sectorial implica a constituição de grupos de trabalho específicos que recolherão informação e proporão iniciativas ao Secretariado. Propõem-se: Transportes, Mobilidade e Comunicações; Água e Saneamento; Educação e Ensino; ACES Lezíria; H. D. Santarém; ACES Médio Tejo; CHMT; Poder local e Serviços Públicos. Caberá aos coordenadores do Secretariado organizar a acção de cada um dos grupos, tendo em conta as especificidades de cada sector.
Para responder aos objectivos de envolver mais cidadãos, chegar junto das populações, melhorar a actividade e criar novas Comissões de Utentes ao Secretariado exige-se um trabalho constante e eficiente. Assim, propõe-se a existência de uma equipa coordenadora e que o Secretariado reúna descentralizadamente na Lezíria e no Médio Tejo, podendo participar as Comissões locais que o desejarem.
Na sociedade mediática em que vivemos o Movimento de Utentes deve dar um especial destaque às questões de informação e comunicação. Há que melhorar a recolha e distribuição organizada e sistemática de informação sobre serviços públicos e a actividade do movimento de utentes, para o qual o MUSP SANTARÉM deve dar um contributo positivo e solidário, e manter actualizados os contactos dos activistas do movimento de utentes, de utentes, de entidades e da comunicação social.

Defender os serviços públicos

Exige-se a gestão pública dos diversos serviços. Recusam-se as privatizações e concessões. Reprova-se a tentativa de municipalização de serviços públicos. Reivindica-se uma gestão eficiente e eficaz e reforço do financiamento, condições indispensáveis ao desenvolvimento equilibrado do Distrito.
A articulação entre os diversos níveis de cuidados de saúde, o suprir a necessidade urgente de mais profissionais e uma gestão virada para a proximidade são condições indispensáveis à melhoria da qualidade na prestação de cuidados de saúde.
A gestão pública e criteriosa dos sistemas de captação e distribuição da água e dos sistemas de saneamento serão a garantia do cumprimento do direito de acesso a um direito vital.
São necessárias a manutenção e a construção de novas infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, conservando-as na esfera pública. Nas vias rodoviárias estruturantes e sem alternativas viáveis devem ser abolidas as portagens.
O reforço da autonomia e do financiamento da Educação e da escola pública é fundamental para garantir o acesso geral e universal ao ensino de qualidade em todos os níveis em que se desenvolve.
No respeito pela dignidade humana devem ser repostos e actualizados os valores das prestações sociais (reformas, subsídios) e garantida a prestação dos serviços de apoio social.
Fornecimento com qualidade técnica das energias e a preços que se coadunem com os rendimentos das famílias e não com os escandalosos lucros das empresas do sector.
Há que garantir a universalidade, a qualidade e a confidencialidade dos serviços postais com a distribuição diária da correspondência.
As operadoras de telecomunicações deverão criar condições técnicas para que, em toda a extensão do distrito, as populações e as actividades económicas possam aceder em igualdade a serviços de comunicações.
Garantir a proximidade dos serviços centrais descentralizados (repartições de finanças, tribunais, delegações regionais da agricultura e outros departamentos governamentais).

Iniciativas públicas

O Secretariado do MUSP SANTARÉM, em conjunto com as Comissões de Utentes, deverá a curto prazo marcar acções simultâneas em defesa dos Serviços Públicos nas localidades onde haja meios e condições à sua concretização.
Marcar para 12 de Maio, uma deslocação ao Ministério da Saúde para entrega das dezenas de milhares de assinaturas recolhidas em defesa de um melhor funcionamento dos hospitais (nomeadamente as urgências) e a reivindicação de mais médicos e outros profissionais para os Centros e Extensões de Saúde.