25/10/19

Mais de 50 pessoas protestam contra linha circular do Metro de Lisboa


Participantes da iniciativa do movimento “Contra o Fim da Linha Amarela” gritavam palavras de ordem e tinham tarjas em que se podia ler frases como: “Não à Linha Circular” e “Diga não ao corte da Linha Amarela”



Mais de 50 manifestantes estiveram esta quinta-feira presentes em protesto na estação do Campo Grande contra a criação da linha circular do Metropolitano de Lisboa, demonstrando o seu descontentamento com o projeto e tentando sensibilizar o Governo para outras opções. Os participantes da iniciativa do movimento "Contra o Fim da Linha Amarela" gritavam palavras de ordem e tinham tarjas em que se podia ler frases como: "Não à Linha Circular" e "Diga não ao corte da Linha Amarela".

Em declarações à agência Lusa, Paulo Alves, da Comissão de Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, afirmou que a linha circular deve ser suspensa pelo novo Governo, reiterando que a atual "opção é um erro". "Aquilo que nós entendemos é que esta opção é um erro. Os dinheiros públicos [cerca de 210 milhões de euros] que aqui vão ser investidos seriam mais bem investidos na expansão do Metro de Lisboa [para] Loures, Alcântara", observou.

De acordo com Paulo Alves, a concentração visou sensibilizar e desafiar o Governo para que tome outra posição que não inclua a construção da linha circular. Já Paulo Sousa, membro do movimento "Contra o Fim da Linha Amarela", disse que este projeto vai prejudicar a vida dos utentes do metro, pois o tempo de espera vai ser maior nas estações.

"Nós estamos a falar de 800 mil habitantes que são afetados por esta medida, que são aqueles que residem neste eixo, entre o Campo Grande, Lumiar, Ameixoeira, Odivelas, Loures", enumerou à Lusa. Para o membro do movimento, a ideia da concentração foi recuperar o tema da linha circular para a agenda política. "[A nossa ideia] é recuperar a discussão pública que não foi feita em relação àquilo que é o plano de expansão do metro", realçou.

Em julho deste ano foi aprovada uma resolução que recomenda a suspensão do projeto da criação de uma linha circular no Metro de Lisboa, com os votos favoráveis de todas as bancadas, exceto o PS, que se absteve. A linha circular pretende ligar a estação do Cais do Sodré (linha Verde) à do Rato (linha Amarela) e para isso está prevista a construção de duas novas estações: uma na zona de Santos e outra na zona da Estrela.

A atual linha Verde vai desde o Cais do Sodré a Telheiras, mas com esta obra passará a ter as estações da linha Amarela (a partir da Cidade Universitária até ao Rato), formando assim um 'círculo' no metropolitano da capital. A linha Amarela, que agora vai do Rato a Odivelas, vai perder todas as estações até ao Campo Grande e aí ficará com Telheiras (que era da linha Verde) e passará a ir de Telheiras até Odivelas.


A concentração de hoje contou também com a participação dos representantes dos grupos parlamentares do PS, BE, CDS-PP, PSD, PCP e PAN.




https://expresso.pt/economia/2019-10-24-Mais-de-50-pessoas-protestam-contra-linha-circular-do-Metro-de-Lisboa

23/10/19


Comunicado da Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal

URGÊNCIA PEDIÁTRICA DO HGO INDISSOCIÁVEL DA TENTATIVA DE DESTRUIÇÃO DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE




17/10/19

Utentes do Seixal "chocados" com encerramento de Urgência Pediátrica do Garcia de Orta


 "Não estamos surpreendidos com a situação presente, pois era iminente que isto viesse a acontecer", lê-se em comunicado.

A Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal (CUSCS) manifestou-se hoje "chocada" com o anúncio de encerramento temporário da Urgência Pediátrica do Hospital Garcia de Orta, em Almada, criticando o Governo por uma "obsessão com o défice".

"Não estamos surpreendidos com a situação presente, pois era iminente que isto viesse a acontecer", pode ler-se no comunicado divulgado pela CUSCS horas depois do anúncio, pela administração do hospital de referência do distrito de Setúbal, de que a Urgência Pediátrica daquela instituição iria encerrar entre as 20:00 de hoje e as 08:00 de domingo, por falta de médicos para cumprir a escala noturna.

A CUSCS recorda que o Hospital Garcia de Orta "serve atualmente uma população de aproximadamente 500 mil pessoas, e não pode ficar desprovido deste importante serviço, que recebe cerca de 200 casos por dia".

"A acrescer a esta situação a Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos está fechada há três meses, não tendo reaberto até agora, apesar das diversas promessas", salientou a comissão de utentes.

O mesmo texto critica o Governo pelo que considera ser uma "obsessão com o défice [que] tem contribuído para o desinvestimento e subfinanciamento do Serviço Nacional de Saúde, servindo para o crescimento exponencial da medicina privada, transferindo do Orçamento de Estado para estes, cerca de metade do valor afeto ao Ministério da Saúde".

"Não se pode apontar para um défice zero ou, como já se antecipa para este ano, um excedente orçamental, quando este é conseguido à custa da degradação dos serviços públicos socialmente mais importantes", referem os utentes daquele concelho de 160 mil habitantes.

De acordo com a administração do hospital, todos os utentes que necessitem de recorrer ao serviço de Urgência Pediátrica do hospital, durante o período em causa, deverão dirigir-se aos hospitais Santa Maria ou Dona Estefânia, em Lisboa.

A administração do hospital disse lamentar esta situação, mas garantiu que estão a decorrer "todas as diligências necessárias para ultrapassar as dificuldades", em articulação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e com a tutela.

Na sexta-feira, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul alertou que a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta continuava em risco de fechar à noite e que mais quatro médicos podem demitir-se caso não existam "mudanças".

"A proposta dos colegas de pediatria é muito clara: têm que deixar de fazer bancos de urgência à noite, porque só sete pediatras é que fazem urgência e, desses sete, só quatro têm menos de 55 anos [e fazem noites]", afirmou, na altura, à agência Lusa o presidente do sindicato, João Proença.

Segundo este responsável sindical, há uma grande carência de pediatras neste hospital de Almada, no distrito de Setúbal, o que faz com que os médicos ao serviço se encontrem "exaustos" por terem que fazer banco de urgência "dia sim, dia não".



A falta de pediatras no Garcia de Orta já se arrasta há mais de um ano, quando saíram 13 profissionais, mas nem o lançamento de concursos foi suficiente para colmatar esta carência porque "ninguém concorreu", adiantou o responsável.   

https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/utentes-do-seixal-chocados-com-encerramento-de-urgencia-pediatrica-do-garcia-de-orta

Utentes da Linha do Douro dizem que falta de funcionários provoca atrasos


A Comissão de Utentes da Linha do Douro disse hoje haver atrasos no troço entre as estações de Vila Meã e Marco de Canaveses, recentemente eletrificado, devido à alegada insuficiência de pessoal.


António Pereira, representante dos utentes, explicou à Lusa que a situação ocorre desde a recente entrada em funcionamento dos comboios suburbanos elétricos do Porto naquele troço da Linha do Douro.

O problema, disse, deve -se ao facto de não haver pessoal da Infraestruturas de Portugal (IP) suficiente para assegurar o cruzamento das composições.



Segundo referiu à Lusa, os atrasos chegaram a atingir os 30 minutos, mas atualmente andam entre os oito e os 10.

Anotou, também, que o problema já foi comunicado à IP, tendo os utentes sido informados que a empresa abrirá concurso em outubro para a contratação de mais pessoal.

António Pereira disse recear que a entrada de novos funcionários possa demorar alguns meses e que essa situação faça perdurar os atrasos que se observam atualmente naquele troço da Linha do Douro, prejudicando os utentes.

A Lusa pediu um esclarecimento à IP sobre o assunto, mas até ao momento não obteve resposta.

Utentes insatisfeitos com demora das obras no Hospital de Abrantes


A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) criticou esta terça-feira, 1 de outubro, o atraso no arranque das obras no serviço de urgência do Hospital de Abrantes. Apesar da necessidade ser reconhecida por utentes, profissionais, autarcas e todas as entidades que têm responsabilidades na prestação de cuidados hospitalares na região, as obras teimam em não avançar.




"Nos últimos quatro anos avançou-se no acesso e prestação de cuidados de saúde de proximidade, mas os Ministérios da Saúde e das Finanças não desbloquearam o processo das obras na urgência do Hospital de Abrantes e estas, a terminar mais uma legislatura, não começaram, prejudicando populações e profissionais, e colocando mesmo em causa a saúde pública", disse à agência Lusa o porta-voz da CUSMT.
Segundo o mesmo responsável, estão em causa não só as condições da prestação de serviço para utentes e profissionais, como também questões de segurança, em termos de saúde.

A CUSMT que vai promover mais um abaixo-assinado e outras iniciativas públicas para exigir as obras e reclamou que as candidaturas distritais às legislativas de 6 de outubro expressem publicamente o compromisso de inscrever a verba para as obras na urgência de Abrantes.
As obras de requalificação, modernização e expansão das Urgências Médico-Cirúrgicas no Hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), vão custar 2,1 milhões de euros e deveriam ter começado na primavera deste ano 2019.


Em resposta à Lusa, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar disse que as obras são tecnicamente complexas, com diversas fases e projetos de especialidade, garantindo que estão em fase final de tramitação nos serviços do Ministério da Saúde.


https://www.rederegional.com/saude/27240-utentes-insatisfeitos-com-demora-das-obras-no-hospital-de-abrantes

Utentes de Miranda do Corvo denunciam constrangimentos no serviço do Saúde


O Movimento de Utentes do Centro de Saúde de Miranda do Corvo, distrito de Coimbra, denunciou hoje a falta de assistentes operacionais nos serviços em funcionamento no concelho, considerando que a situação prejudica os cuidados prestados.


"Neste momento, é o caos na Unidade de Saúde Familiar, na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (Extensão de Semide) e na Unidade de Cuidados Continuados, com apenas um assistente operacional para dar apoio a estes três serviços", disse à agência Lusa Rui Fernandes, daquele movimento.

Segundo adiantou, três assistentes operacionais estão de baixa médica devido a uma situação de ‘burnout' (síndrome de exaustão profissional), porque foram obrigados a trabalho contíguo e não os deixaram tirar férias".

A falta de assistentes operacionais, acrescenta Rui Fernandes, levou à suspensão dos serviços de enfermagem ao domicílio e tem também implicações na limpeza dos espaços.

O pessoal da limpeza, afeto a uma empresa contratada, presta serviço diariamente das 12:00 às 14:00 e das 16:00 às 20:00, mas fora da sala de tratamento, que era uma função dos assistentes operacionais.


"Devido há falta de assistentes, não existe quem limpe a sala de tratamento, nem despeje o lixo contaminado, colocando em causa a segurança dos próprios utentes", frisou Rui Fernandes.





Novo encerramento do serviço de urgência pediátrica no Hospital Garcia de Orta na noite de 14 de outubro


Comunicado da Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal





Encerramento do serviço de urgência pediátrica no Hospital Garcia de Orta na noite de 12 de outubro


Comunicado da Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal





19/09/19



Montijo: Utentes do Barreiro consideram que parecer do Estudo de Impacte Ambiental deve ser “desfavorável"


A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro (CUSP) considerou hoje que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do novo aeroporto do Montijo “não tem a devida fundamentação” e que o parecer emitido deve ser “desfavorável”.


Em comunicado, a comissão indicou que tem “as maiores reservas e preocupações” em relação ao documento que estuda a localização do novo aeroporto na Base Aérea n.º 6, no Montijo (Setúbal), sobretudo pela forma como trata as questões sobre o ruído, emissão de gases e segurança das populações, não equacionando “os aspetos e perigos que estes constituem para a saúde humana”.

“O ruído é uma situação que o estudo não consegue ocultar ao afirmar que se tem de insonorizar casas, escolas e creches e, acrescentamos nós, lares, centros de saúde e o hospital. Já quanto à emissão de gases e aos seus efeitos na saúde, o estudo tenta ocultar o seu caracter nocivo para a saúde humana apesar dos estudos científicos internacionais o referirem abundantemente”, frisou.

Além disso, os utentes do Barreiro criticam a “forma leviana” como são analisados os riscos decorrentes da colisão com aves, não prevendo também as possíveis “implicações ou riscos de incidentes com aeronaves nas unidades industriais”.

“Este EIA que a ANA/VINCI encomendou está construído como se não existisse mundo à volta da solução que a VINCI nos quer impor. Logo, omite problemas e impactos sobre o meio circundante, seja ele sobre a Zona Económica Exclusiva, sobre as zonas de residência ou zonas industriais onde estão situadas várias indústrias Seveso [diretiva europeia que impõe aos Estados-Membros da União Europeia a identificação das zonas industriais apresentando riscos de acidentes graves]. Como tal, não reconhece riscos, nem aponta medidas visando a sua minimização, o que é de todo inaceitável”, sublinhou.

Neste sentido, a CUSP considerou que o EIA “não tem a devida e exigível fundamentação a assuntos não tratados como a saúde e segurança das populações”, propondo que seja emitido um parecer “desfavorável”.

O EIA foi divulgado em julho e está em consulta pública até 19 de setembro, tendo apontado diversas ameaças para a avifauna e efeitos negativos sobre a saúde da população por causa do ruído, o que se fará sentir sobretudo “nos recetores sensíveis localizados no concelho da Moita e Barreiro”, no distrito de Setúbal.

Na semana passada, no parlamento, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, disse já ter “toda a informação necessária” para a avaliação do EIA, com mais de 1.000 contribuições diretas, pelo que a decisão deverá ser conhecida no final de outubro.

No início deste mês, as Câmaras do Barreiro e do Montijo deram um parecer favorável ao EIA considerando que o projeto tem “uma capacidade única” para dinamizar a Margem Sul e que o estudo contempla “as adequadas medidas de compensação ao nível da proteção ambiental”.

Pelo contrário, a Câmara da Moita informou, na terça-feira, que emitiu um parecer desfavorável devido “ao conjunto de impactos negativos”, como o ruído, o risco de colisão com aves e a perda de atrativos estratégicos do concelho (avifauna, fundos navegáveis do Estaleiro da Moita e prejuízo para as embarcações tradicionais do Tejo).

A ANA e o Estado assinaram em 08 de janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo no novo aeroporto de Lisboa.






18/09/19

Porto: Um distrito a duas velocidades na (pouca) mobilidade


Integrando apenas parte dos concelhos da Área Metropolitana e da Comunidade do Tâmega e Sousa, o distrito do Porto parece mover-se a duas velocidades, ambas com debilidades, aguardando simultaneamente por mais metro e estradas do século XXI.




A Área Metropolitana do Porto (AMP), onde se incluem 11 dos 18 concelhos do distrito, esperou seis anos para perspetivar uma nova expansão do metro, tendo atualmente em concurso uma nova linha no Porto e um prolongamento em Vila Nova de Gaia, mas a Trofa continua à espera da ligação prometida quando perdeu o comboio, em 2002, e reivindica, em conjunto com a Maia, uma alternativa à desgastada Estrada Nacional (EN) 14.


No momento em que o Estado se prepara para transferir para seis dos municípios da AMP (Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Valongo e Gondomar) a propriedade da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), Penafiel aspira há mais de duas décadas por uma estrada que substitua a nacional 106 e o Marco de Canaveses e Baião reclamam uma variante à EN211.

São pretensões que já “ganharam cabelos brancos”, ironiza Armando Mourisco, presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa, que integra 11 municípios, sete dos quais do círculo eleitoral do Porto (Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira e Penafiel).


O Itinerário Complementar (IC) 35, alternativa à EN106, teve o primeiro troço, entre o centro de Penafiel e Rans (freguesia de Penafiel), adjudicado, esperando-se que a obra comece “o mais tardar em novembro”.

Um dos problemas da atual estrada é a sinistralidade, pois ali circulam “inúmeros veículos ligeiros, de transporte de passageiros e mercadorias”, num tráfego comercial ligado aos setores da “pedra, do calçado e do têxtil e vestuário”, acrescenta.

Já a alternativa à EN211 é “fundamental” para “ligar o interior do Tâmega e Sousa à Autoestrada 4”, fixando residentes e criando novas “dinâmicas económicas”.

Outra pretensão da CIM é a ferrovia do Sousa, cujo estudo preliminar aponta para 36,5 quilómetros e 200 a 300 milhões de euros, com partida na linha do Douro em Valongo, cruzando os concelhos de Paredes, Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras.

Questionada pela Lusa sobre o que considera que podem fazer pela sua mobilidade os concelhos do distrito do Porto que não a integram, a Área Metropolitana apresenta como uma das respostas “o investimento na ferrovia, para o qual [a AMP] está a desenvolver um estudo”, a par da “construção de interfaces” que promovam “a integração dos diversos modos de transporte”.

Quanto às suas ambições para o curto e médio prazo, a AMP refere “a contratualização das novas redes de transporte público rodoviário”, que vão permitir uma “melhor cobertura territorial e horária”, uma “articulação dos horários dos diferentes modos (rodoviário, ferroviário ligeiro e ferroviário pesado)” e a “disponibilização, em tempo real, do tempo de espera nas paragens através de aplicações móveis”.

O “aprofundamento da unificação e redução tarifária já em curso, com a universalização total do sistema intermodal Andante”, é outra das pretensões.

Ao reduzir o preço dos transportes, o designado passe único surgiu em abril como impulso a uma nova mobilidade, fazendo subir de 150 mil para 180 mil o número mensal de Andantes.

Para a AMP, tal poderá, ainda que calculado de “forma simplista”, corresponder a menos 19.200 automóveis na estrada, nomeadamente nas grandes cidades, que em hora de ponta continuam a congestionar e onde o estacionamento prossegue caótico.

Adérito Machado, do Movimento de Utentes do Transporte Público, tem outras ambições e uma delas é levar passageiros de regresso à linha de Leixões: “Já esteve ativa, entre 2009 e 2011 e era uma infraestrutura importante para as zonas mais interiores do Grande Porto, servindo zonas onde o metro não chega e passando por algumas das suas atuais estações”.

O responsável alerta que “o interior não é só em Trás-os-Montes” - no Porto, onde “também há zonas que parecem outro mundo”, a linha de Leixões podia dar uma ajuda.

Quanto ao metro, aponta a necessidade de avançar com uma nova ligação a Gondomar, o concelho da AMP “com mais movimentos pendulares”.

O representante lembra ainda que a Trofa “ficou sem comboio e sem nada”, porque a “linha férrea desapareceu e o metro nunca mais chegou lá”.

Atualmente, o metro opera em sete concelhos da AMP em seis linhas, 67 quilómetros e 82 estações utilizadas anualmente por cerca de 60 milhões de clientes, de acordo com dados da empresa.

Embora mais próximos da capital do distrito e do mar, também em concelhos da AMP se aguarda há muito tempo por melhorias e alternativas a estradas nacionais, como é o caso da EN14, que liga o Porto a Braga, passando pela Maia e pela Trofa.

Trata-se do principal eixo distribuidor de trânsito para acesso aos portos de mar, ao aeroporto e à rede de autoestradas, atravessando 30 polos industriais, onde trabalham cerca de 128 mil pessoas e suportando perto de 45 mil veículos por dia (seis mil camiões), de acordo com as autoridades locais.

Enquanto isso, a Via de Cintura Interna (VCI) continua a receber o trânsito que não precisa de entrar no centro do Porto, mas que prefere por ali passar para contornar as portagens da A41, a Circular Regional Exterior do Porto (CREP).


Na região, somam-se ainda os custos de atravessar as autoestradas A42, a A29 e a A28.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/porto-um-distrito-a-duas-velocidades-na-pouca-mobilidade

16/09/19

Nota da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo sobre os 40 anos do Serviço Nacional de Saúde



12/09/19

Vila Franca de Xira exige reabertura dos serviços da estação de Alhandra


O encerramento provisório das bilheteiras e da sala de espera da estação ferroviária de Alhandra, em Vila Franca de Xira, está a motivar o descontentamento da autarquia e dos utentes, que exigem a sua reabertura.


Os serviços da estação de Alhandra, que integra a Linha da Azambuja, estão encerrados desde junho, existindo na altura a informação de que seriam reabertos em setembro, depois das férias de verão.


Contudo, os utentes foram informados de que esses serviços iriam continuar encerrados, pelo menos, até outubro.

O funcionamento das bilheteiras é da responsabilidade da empresa CP - Comboios de Portugal (CP) e a sala de espera das Infraestruturas de Portugal (IP).

Esta situação, ainda que provisória, "deixa os utentes sem casas de banho ou de um sítio onde se abrigar, em caso de chuva, vento forte ou de frio", segundo explicou à agência Lusa Joana Bonita, da Comissão de Utentes da Linha da Azambuja.

"Mais uma vez, os utentes são confrontados com esta situação, sendo que esta estação serve um número considerável de pessoas, não só de Alhandra, mas também de Arruda dos Vinhos, por exemplo", apontou.

Joana Bonita explicou que "a situação é insustentável" e que, por isso, os utentes lançaram um abaixo assinado, que foi entregue à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa.

A indignação dos utentes é partilhada pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Franca, Alberto Mesquita (PS), que já solicitou uma reunião com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

"A primeira informação que nos deram é que o encerramento seria só durante o verão. É uma situação confrangedora porque não foi o que a CP nos tinha dito e por isso tem de se resolver", sublinhou o autarca.

Contactada pela Lusa, fonte da CP explicou que "no período de férias do verão, como tem acontecido em anos anteriores, a CP altera, provisoriamente, o horário de algumas bilheteiras".

"Trata-se de uma medida que tem como objetivo guarnecer aquelas bilheteiras que registam um maior fluxo de procura, nesta época do ano, e assegurar o acompanhamento de comboios, função que os colaboradores das bilheteiras, em caso de necessidade, também desempenham", explica a CP.

A nota acrescenta que o horário regular das bilheteiras de Alhandra será retomado em outubro.

Atualmente, o horário é reduzido, encontrando-se em funcionamento apenas às sextas-feiras.

"Quando a bilheteira está encerrada, os clientes podem comprar o seu bilhete nas máquinas de venda automática ou, em caso de avaria dessas máquinas, em trânsito, junto do revisor do comboio", adianta a nota.

Por seu turno, fonte da IP não se quis comprometer com uma data para a reabertura da sala de espera da estação, mas admitiu que tal possa acontecer na mesma altura em que sejam reabertas as bilheteiras.



https://www.noticiasaominuto.com/pais/1319799/vila-franca-de-xira-exige-reabertura-dos-servicos-da-estacao-de-alhandra





Estação de Alhandra vai continuar encerrada depois do Verão



Utentes ficam sem local onde esperar abrigados da chuva e sem casas-de-banho. Comissão de utentes está indignada e entregou novo abaixo-assinado. Presidente da câmara considera a situação inaceitável.
A expectativa dos muitos utentes que todas as semanas apanham o comboio em Alhandra de ver a estação reabrir no final de Agosto não se concretizou e o edifício continuará encerrado em Setembro. A novidade foi deixada aos utentes pela Infraestuturas de Portugal, num comunicado afixado na estação, o que tem gerado queixas da comunidade e já motivou também um pedido de reunião com o ministro das Infraestruturas e Habitação por parte da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

A CP já tinha informado que quando o ponto de atendimento público estiver fechado os utentes podem adquirir os títulos, normalmente, através das máquinas automáticas ou até no interior do comboio junto do revisor, garantindo que o fecho da estação tem um carácter temporário e está relacionada com o período de férias do pessoal. Mas não informa quando a planeia reabrir e retomar a normalidade de horários.
O fecho da estação deixa os utentes sem casas-de-banho nem bancos onde se sentar ou abrigar em caso de chuva e vento forte, o que tem gerado fortes críticas da comunidade. A situação afecta, em particular, idosos, grávidas e pessoas de mobilidade reduzida.

A comissão de utentes mobilizou um novo abaixo-assinado, com mais 1.500 assinaturas, que entregou na última semana em reunião de câmara. Somam-se a outras 1.300 já entregues em Junho, reivindicando que a estação possa para reabrir “o quanto antes”.

Francisco Mendes, em representação da comissão de utentes, explica que a situação tem causado transtornos grandes em quem usa o comboio nas suas deslocações para o trabalho e lamenta que nada tenha sido feito desde Junho para inverter o cenário de fecho da estação, apesar de toda a contestação popular. “As pessoas com mais idade não sabem funcionar com as máquinas e continuam com problemas. Ainda há dias tive de me deslocar até à bilheteira para ajudar um casal que não sabia mexer naquilo”, criticou.

Pedida reunião com ministro

Alberto Mesquita (PS), presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, também critica o encerramento da estação e já comunicou à empresa o seu desagrado. “Não estamos nada de acordo com esta solução e não é aceitável que esta situação se faça em prejuízo da população”, declarou. O autarca já pediu uma reunião com o ministro das Infraestruturas e da Habitação e garante que vai continuar a insistir para ver se consegue uma solução para o problema.

https://omirante.pt/sociedade/2019-09-10-Estacao-de-Alhandra-vai-continuar-encerrada-depois-do-Verao

19/07/19

Transportes urbanos viveram 'revoluções' mas contestação deve continuar

A contestação dos utilizadores dos transportes públicos urbanos intensificou-se nos últimos anos, numa legislatura marcada, porém, por duas 'revoluções' no setor - o programa de passes únicos metropolitanos em Lisboa e Porto e a aprovação da lei das plataformas eletrónicas.


Enaltecido pelo primeiro-ministro socialista, António Costa, como "a maior revolução no transporte público nas áreas metropolitanas desde que os passes sociais foram criados no final dos anos de 1970", o novo passe único tem apenas dois preços: 30 euros para uso num concelho; 40 euros se envolver a área metropolitana (18 concelhos em Lisboa, 17 no Porto).

A medida, que marcou a legislatura do Governo de coligação PS e BE no que diz respeito aos transportes públicos urbanos, é a concretização de uma ambição de décadas e de sucessivos governos e um dos 'cavalos de batalha' do PCP há mais de 20 anos.

Desta forma, acabaram as cerca de 2.000 combinações possíveis do complexo sistema de títulos de transporte que vigorou até 01 de abril deste ano, podendo agora o utente, munido apenas de um título, utilizar os diferentes tipos de transporte: metro, autocarro, comboio ou barco.

No âmbito deste Programa de Apoio à Redução Tarifária -- que representa um investimento de 140 milhões de euros, verba consignada no mais recente Orçamento do Estado - também as 21 Comunidades Intermunicipais (CIM), que representam 243 municípios de Portugal continental, aplicam descontos nos transportes públicos.

No entanto, a redução do preço dos passes levou a um aumento significativo da procura nos transportes públicos, que já vinham a somar contestação por parte dos utentes, relativa em grande parte a sucessivos atrasos na rede do Metropolitano de Lisboa e nos autocarros da Carris, que passou a ser gerida pelo município da capital em 2017.

Também a travessia fluvial do Tejo entre Lisboa e o distrito de Setúbal tem sido alvo de muitas queixas por parte dos utentes e também dos trabalhadores da Transtejo e Soflusa, que se encontram atualmente em negociações com a empresa por aumentos salariais.

No final de maio deste ano os problemas com as ligações fluviais chegaram ao ponto de levar utentes a dormir no cais de embarque. A falta de pessoal na Soflusa (que liga o Barreiro a Lisboa) fez os mestres dos navios marcarem sucessivas greves e tem causado variadas perturbações no serviço.

Como o valor dos passes baixou substancialmente, a Fertagus, empresa do comboio da Ponte 25 de Abril, viu aumentar o seu número de passageiros diário, pelo que optou por começar a fazer circular "uma UQE (unidade quádrupla elétrica) com um 'layout' interno reformulado" que permitiu ganhar 48 lugares no comboio.

Na prática, foram retirados bancos para caberem mais passageiros, um sistema que está a circular em regime experimental, mas que, "caso responda positivamente", será alargada a mais comboios.

Por seu turno, a Comboios de Portugal (CP) viu-se forçada a suprimir comboios ou a pô-los a circular com metade da sua capacidade, devido à falta de pessoal da EMEF, empresa da CP que faz a manutenção e reparação das composições.

Também o transporte ferroviário foi alvo de diversas paralisações por parte dos trabalhadores, reivindicando a aplicação dos acordos assinados com o Governo e administrações das empresas.

Em diferentes zonas do país, registaram-se nos anos mais recentes problemas com as ligações ferroviárias, nomeadamente nas linhas do Norte, de Cascais ou do Oeste. Neste último caso, a comissão de utentes defende que, sem eletrificação e um número suficiente de composições para garantir novos horários, a modernização deste eixo ferroviário está posta em causa.

A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste exige ainda a abertura da estação de São Martinho do Porto, no concelho de Alcobaça, e a reposição dos comboios de verão, para que não regressem os autocarros como opção de trajeto nas ligações a norte e a sul de São Martinho do Porto.

Em 31 de maio deste ano, o Governo, através do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, pediu desculpa aos utentes afetados pela supressão dos transportes públicos urbanos e suburbanos, admitindo que no caso da CP as "reservas são insuficientes" em algumas linhas.

"Há poucos comboios de substituição prontos a entrar quando há falhas", bem como "material circulante envelhecido" que "precisa de paragens maiores de manutenção e de reparação", frisou o ministro.



No início deste ano, foi lançado o primeiro concurso para as obras do Sistema de Mobilidade do Mondego. O projeto prevê a instalação de autocarros elétricos (metrobus) entre Serpins (Lousã) e Coimbra B, com uma linha urbana até ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), numa extensão total de 42 quilómetros e um investimento estimado de 125 milhões de euros.

O Governo sublinhou que esta solução com autocarros elétricos é mais eficiente e tem em conta a descarbonização, enquanto a ferrovia pesada -- esperada pelas populações de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã há mais de 20 anos -- "já não servia a população".

Prevê-se que o sistema de transportes comece a funcionar de forma faseada a partir de 2021.

Já noutro âmbito, a aprovação da chamada 'lei Uber', que regula a atividade do transporte de passageiros em veículo descaracterizado a partir de plataformas eletrónicas, foi igualmente um dos marcos da legislatura do atual Governo, tornando a legislação portuguesa numa das primeiros do género a nível mundial.

Esta lei entrou em vigor em 01 de novembro de 2018, depois de longos meses de discussão parlamentar e da contestação do setor do táxi, tendo vários itens da lei ficado com um período de adaptação, que terminou em março deste ano.

Devido a esta nova regulamentação, o setor do táxi fez quatro grandes protestos, o primeiro em 2015, tentando impedir a atuação das plataformas. No quarto protesto, os profissionais pararam entre 19 e 26 de setembro de 2018 contra a entrada em vigor desta lei, reclamando que as plataformas deveriam ser sujeitas igualmente a contingentes, como o seu setor.

Ao fim de oito dias parados nas cidades de Lisboa, Porto e Faro, as associações representativas do setor do táxi decidiram desmobilizar, depois de o PS se disponibilizar para propor a transferência da regulação do número de carros ao serviço das plataformas para as autarquias.

Um fenómeno da mobilidade urbana que começou em Lisboa no final de setembro de 2018, e que já se estendeu a várias cidades, foi a introdução das trotinetes como meio de transporte, que se juntaram aos serviços -- muito deles públicos -- de aluguer de bicicletas.

Atualmente, pelo menos nove cidades e vilas portuguesas têm serviços privados de aluguer de trotinetes, levantando a discussão em torno do seu impacto na circulação nos passeios e do vandalismo. Apesar das críticas, a adesão é significativa.

https://www.noticiasaominuto.com/economia/1290944/transportes-urbanos-viveram-revolucoes-mas-contestacao-deve-continuar

18/07/19

Comissão de Utentes de Beja saiu à rua em defesa do SNS

A Comissão de Utentes de Beja realizou uma concentração, junto à entrada principal do Hospital da cidade. Uma concentração que teve como objetivo mobilizar e sensibilizar a população para o agravamento da situação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, em particular, do Hospital de Beja. Os três deputados, eleitos pelo distrito, foram convidados a participar nesta iniciativa, mas só o deputado do PCP, João Dias, compareceu e usou da palavra.




O deputado do PCP frisou que não podia deixar de marcar presença numa iniciativa onde estavam tantas pessoas sensibilizadas para os problemas da saúde, que afetam todos. 

O médico Bernardo Loff, que foi convidado pela Comissão de Utentes a dizer umas palavras nesta ação, referiu que aquilo que está em causa é o Hospital de Beja como um todo, assim como a maternidade, que corre o risco de encerrar se não forem tomadas medidas para o evitar. Para Bernardo Loff é possível voltar a ter uma maternidade como há 40 anos em Beja e explicou como.

A Comissão de Utentes de Beja tem online a petição “Beja exige mais! Porque a Saúde é um direito!”, assim como, em papel, em diversos estabelecimentos comerciais da cidade. Através desta petição, a Comissão de Utentes de Beja exige, entre outros aspetos, o cumprimento do que está inscrito no artº 213º, Lei 71/2018, Orçamento Estado para 2019 e que se dê "… início aos procedimentos com vista... à ampliação do Hospital José Joaquim Fernandes em Beja". Exige, igualmente, a aplicação e investimento justo e necessário imediato por parte do Estado para a 2ª fase (ampliação e remodelação), permitindo este investimento dotar o Hospital José Joaquim Fernandes de um novo bloco operatório, outro de consultas externas e um novo módulo de urgências; a melhoria das instalações atuais, aquisição de equipamentos de diagnóstico (ressonância magnética e outros); construção de heliporto, manutenção, melhoria e ampliação de valências médicas e a contratação imediata de médicos, sobretudo para as especialidades onde estão em falta, assim como outros profissionais de saúde.

O objetivo é reunir, o mais depressa possível, as 4000 assinaturas necessárias para entregar na Assembleia da República, de forma a que a mesma possa ser discutida em plenário. As declarações são de Afonso Rabaçal, da Comissão de Utentes de Beja, que revela, igualmente, que esta petição pode ser assinada nesta sexta-feira, na concentração agendada para as 18.30 horas.

http://www.vozdaplanicie.pt/index.php/noticias/comissao-de-utentes-de-beja-sai-hoje-a-rua-em-defesa-do-sns