13/09/06

O Encerramento dos Serviços Públicos da Saúde Continua

(Nota à Comunicação Social)



Lisboa 13 de Setembro de 2006

O Governo, através do Ministério da Saúde, continua empenhado em levar por diante o encerramento de Serviços de Saúde pouco se importando se os cidadãos que ficam privados da sua utilização têm ou não condições de acesso ou deslocação aos Serviços que vão passar a funcionar em substituição dos que encerram.

Tais situações não fazem parte das preocupações políticas deste e de anteriores Governos, preocupando-se antes em reduzir a qualquer custo as despesas públicas e em criar as condições exigidas pelos grupos económicos para a posterior privatização dos Serviços que ainda funcionam no âmbito do sector Público.
Conscientes de que quer o encerramento destes Serviços quer a redução do horário de funcionamento de outros retiram direitos, degradam a qualidade da prestação dos Serviços e criam ainda dificuldades de acesso e deslocação, têm sido, e continuam a ser, muitos os cidadãos utentes dos Serviços que se têm manifestado participando em muitas acções e iniciativas de protesto a exigir ou a reclamar a manutenção dos horários ou o funcionamento dos Serviços.
Porque partilha destas preocupações o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) manifesta-se contra o encerramento e redução dos horários de funcionamento dos Serviços, manifestando em simultâneo a sua total solidariedade e apoio quer às acções de protesto já desenvolvidas quer às que venham a ser realizadas no futuro para defesa dos Serviços Públicos
.



Grupo Permanente do MUSP

Reunião Pública de Utentes da Saúde

Vai ter lugar no dia 16 de Setembro, pelas 21 horas, nas novas instalações da Junta de Freguesia em Pedrógão, uma Reunião Pública de Utentes da Saúde promovida pela Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo.
A reunião pretende "analisar o nível de prestação de cuidados de saúde, atendendo que há longos meses não existe médico" nas extensões de saúde das freguesias da Meia Via, Ribeira e Pedrógão.
Podem participar todos os cidadãos interessados.

12/09/06

Liberalização do Mercado da Energia Eléctrica

(Nota à Comunicação Social)



Lisboa 12 de Setembro de 2006

A liberalização do mercado da Energia Eléctrica anunciado pelo Governo vai contribuir para que os custos suportados pelos consumidores, particularmente os domésticos, sejam a muito curto prazo, provavelmente já no ano de 2007, aumentados em valores bastantes avultados.
A Energia Eléctrica é um bem público de importância estratégica para o desenvolvimento do país e para garantir a qualidade de vida dos cidadãos. Para isso é fundamental o reforço das posições do Estado em empresas do sector público do ramo energético.

Na continuação da política de ataque e destruição dos Serviços Públicos o Governo opta por oferecer uma maior participação e intervenção em tão importante sector aos grupos económicos pondo assim em causa os direitos dos consumidores, os investimentos necessários para aumentar a qualidade dos serviços prestados e compromete o desenvolvimento económico do País.

Por tudo isto o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) manifesta-se contra as medidas anunciadas e reivindica que o Governo revogue tal decisão e assuma as responsabilidades que lhe competem na gestão de tão importante quanto necessário bem público.



Grupo Permanente do MUSP

07/09/06

Governo e Administração da Carris querem introduzir alterações à rede de transportes e ao tarifário contra a opinião dos munícipes e dos utentes

(Nota à Comunicação Social)



Lisboa 30 de Agosto de 2006

Considerando que as muitas alterações feiras ao longo dos últimos anos pelos diversos Conselhos de Administração da Carris têm contribuído no fundamental para uma muito significativa redução da oferta de transportes à custa da supressão de carreiras e encurtamento de percursos com evidentes incómodos e prejuízos para os seus utentes, muito embora os custos dos transportes tenham sofrido sucessivos e significativos aumentos.
Face a tais práticas e procedimentos e ao tomar conhecimento das propostas anunciadas pelo Conselho de Administração da Carris que contemplam alterações profundas à rede de transportes e ao tarifário o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) manifesta-se preocupado por recear que para além destas medidas outras sejam tomadas visando a supressão de outras carreiras e o aumento do custo dos transportes.
Devido a tais preocupações o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos já solicitou uma reunião ao Conselho de Administração da Carris, reservando-se ao direito, se entender como necessário, de promover com outras estruturas reuniões ou outras acções que tenham como objectivo a defesa dos direitos de utentes e trabalhadores.


Grupo Permanente do MUSP

21/07/06

Encerramento dos Serviços de Urgências nos Centros de Saúde

(Nota à Comunicação Social)



Lisboa 18 de Julho de 2006

O Governo, através da Administração Regional de Saúde de Lisboa, pretende encerrar todos os Serviços de Saúde que prestem cuidados de saúde urgentes a partir dos Centros de Saúde e em algumas extensões na área do distrito. Actualmente em muitos Centros e Extensões de Saúde os serviços de urgência funcionam para além das 20h00, até às 22h00 e mesmo às 24h00, permitindo que muitos utentes utilizem os mesmos antes de ser dirigirem aos serviços de urgências dos Hospitais, serviços esses que normalmente se encontram muito sobrecarregados, alguns mesmo já em situação de ruptura, levando a que o atendimento dos utentes demore horas a acontecer. Na sequência de uma política vocacionada meramente para tomada de medidas economicistas o Ministério da Saúde exige à Administração referida que transmita orientações aos Directores dos Centros de Saúde para que reorganizem o funcionamento dos mesmos de forma a que abram as 08h00 e encerrem às 20h00, situação que a acontecer acarretará enormes prejuízos financeiros aos respectivos utentes para além de os transtornar. Por um lado aumentam os valores das taxas moderadoras dos serviços de urgência hospitalares em valores percentuais de mais de 23% cujo argumento é o de dissuadir os utentes de recorrerem aos mesmos, mas por outro lado encerram os serviços de urgência nos Centros de Saúde empurrando os utentes para a utilização dos Serviços dos Hospitais. Afinal em que ficamos? Ficamos em que o Governo quer no sector da saúde quer em outros sectores dos Serviços Públicos tem uma política orientada para beneficiar os grandes interesses económicos em claro prejuízo dos direitos dos utentes mais necessitados e carenciados, tornando-se urgente e necessário que os utentes dos Serviços Públicos, neste caso particular os da Saúde, se mobilizem e organizem para de forma decidida lutarem pela defesa dos seus legítimos direitos. Por não concordarmos com o encerramento dos Serviços de Urgência nos Centros e Extensões de Saúde o Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) manifesta-se contra.


Grupo Permanente do MUSP

Situação no sector dos Transportes Públicos é preocupante

(Nota à Comunicação Social)



Lisboa 17 de Julho de 2006


Para além dos aumentos dos bilhetes e passes sociais que o Governo autorizou que entrassem em vigor a partir inclusivé do dia 01 de mês corrente, situação que mereceu na altura por parte do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) total desacordo por considerarmos que tais aumentos não vão contribuir nem para a melhoria dos transportes nem para aumentar a sua oferta, mas antes para aumentar os lucros dos grupos económicos que actuam no sector e para que os cidadãos utilizem cada vez menos os transportes colectivos e cada vez mais o transportes próprio ou individual aumentando consideravelmente os níveis da poluição ambiental, o Ministros dos Transportes e Obras Públicas reafirmou recentemente na Assembleia da República num atitude de claro desprezo perante os interesses das regiões e os direitos dos cidadãos que todas as linhas ferroviárias que não sejam rentáveis financeiramente são para encerrar. Mais recentemente em entrevista tornada pública pelos órgãos de Comunicação Social ficámos a saber que o grupo francês Transdev está interessado na exploração de importantes senão mesmo estratégicas áreas de transportes públicos (linhas ferroviárias de Azambuja, Cascais, Sintra, Metropolitano de Lisboa e ainda a Carris). Considerando a gravidade que as situações referidas encerram para o futuro dos transportes públicos de passageiros com consequências que não serão menos graves para a mobilidade dos cidadãos e para o ambiente com implicações sérias e preocupantes para a qualidade de vida, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) manifesta-se totalmente contra as afirmações do Sr. Ministro produzidas em sede da Assembleia da República, exigindo em simultâneo que o mesmo Ministro torne público qual a sua posição, e a do Governo a que pertence, face à pretensão do Grupo Transdev. O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) preocupado com tais situações vai de imediato solicitar uma reunião ao Ministro dos Transportes e Obras Públicas.


Grupo Permanente do MUSP

23/06/06

Acção Nacional - "Pela Defesa dos Serviços Públicos"

(Intervenção de Carlos Braga - Membro do Grupo Permanente do MUSP - no encerramento da Manifestação de 10 de Junho em Lisboa)

Amigos


Esta grande manifestação insere-se no desenvolvimento das acções promovidas pelo MUSP em defesa dos Serviços Públicos e das funções sociais do Estado, condição indispensável para a qualidade de vida das populações, utentes e trabalhadores.
Desde a sua tomada de posse o Governo está apostado em continuar uma política de evidente favorecimento e capitulação às exigências e interesses dos grandes grupos económicos em claro prejuízo dos utentes, trabalhadores e respectivas famílias.
Tal política, de autêntica operação de aniquilação dos Serviços Públicos, é acompanhada de acções de propaganda que o Governo promove quando da apresentação das medidas. Todavia tais acções não encobrem nem resistem à dura realidade que acontece por todo o País.
Querendo a todo o custo cumprir orientações emanadas de Bruxelas que exigem a redução das despesas públicas para cumprimento do défice orçamental o Governo tem aplicado de forma prepotente, arbitrária e arrogante um conjunto de medidas cujas consequências se têm feito sentir no encerramento, limitação e degradação profunda dos Serviços Públicos a que as populações têm direito.
Os Serviços Públicos e as funções sociais do Estado têm sido e continuam a ser sujeitos a frequentes ataques com o propósito claro e evidente do seu enfraquecimento para cada vez mais deixar o campo livre aos interesses privados contribuindo para a criação e agravamento das desigualdades ou assimetrias entre regiões e populações acelerando em simultâneo a desertificação dessas mesmas regiões com gravíssimos problemas para a qualidade ambiental, de vida e mesmo social, pondo também em causa o seu desenvolvimento.
Todos estes ataques desferidos contra os Serviços Públicos e funções sociais do Estado inserem-se nas lógicas da privatização que este e anteriores Governos têm tomado como orientação política privilegiada na sua acção governativa como são os transportes, correios, abastecimento de água, abastecimento de energia eléctrica e ainda os serviços judiciais particularmente os cartórios notariais, a par de outras políticas que como já referimos se ancoram em objectivos meramente economicistas para serem tomadas as decisões políticas anunciadas cuja concretização está prevista para breve, sem atender quer às carências já hoje existentes quer às realidades de cada situação, com o encerramento arbitrário de centros de saúde (SAPS), maternidades, escolas do 1º ciclo e jardins de infância, situações como já referimos vão acentuar as assimetrias e promover a aceleração da desertificação.
De forma curiosa (ou antes cínica) o Governo argumenta repetidamente que as decisões políticas que dão origem à aplicação destas medidas se inserem num conceito de Estado moderno e desenvolvido. Estranho conceito este que assume e promove a desresponsabilização do EStado e a redução das políticas públicas em matérias de interesse básico para os cidadãos. Este conceito de Estado moderno pretende esconder um Estado promotor e defensor do que pior têm as políticas neoliberais.
Amigos, porque não queremos que as extensões dos centros de saúde (SAPS), hospitais, maternidades, escolas do ensino básico, jardins de infância, postos e estações dos CTT, lojas e serviços técnicos da EDP encerrem, porque exigimos como aliás está escrito no texto da Constituição Portuguesa que a prestação dos cuidados de saúde sejam tendencialmente gratuitos, defendemos a revogação da taxa moderadora, porque não aceitamos ser figurantes desta trágica política protagonizada por um Governo que actua com arrogância e prepotência modo de actuar dos que normalmente não têm razão, porque o que defendemos e queremos é que os Serviços Públicos funcionem melhor, com mais qualidade e a preços mais acessíveis, exigimos ao Governo que pare com esta política e analise com vários agentes a forma mais adequada de pôr em prática uma política mais solidária com mais justiça social em suma, que não prejudique sempre os mesmos nem beneficie sempre os mesmos.

Pela defesa dos Serviços Públicos,
Pelos direitos dos utentes
Continuaremos a lutar!


Lisboa, 10 de Junho de 2006






Moção
(apresentada e aprovada na Manifestação de 10 de Junho)


Os Serviços Públicos têm sido alvo por parte dos sucessivos Governos, com particular destaque para o actual, de constantes ataques que no essencial ou os encerram ou lhe reduzem qualidade e eficácia com prejuízos e incómodos graves para os seus utentes e trabalhadores.
Tal política insere-se num plano cujos objectivos passam no fundamental por perante os cidadãos desacreditar os Serviços Públicos em comparação com os serviços prestados por privados para que num curto/médio prazo sejam entregues aos grandes grupos económicos os seus sectores mais rentáveis continuando na esfera do sector público os serviços não rentáveis.
Todo este processo político é pensado e decidido tendo em conta não os direitos de utentes e trabalhadores mas sim as exigências e interesses dos grupos económicos numa atitude de clara subserviência e capitulação perante o poder do grande capital.
É de acordo com esta política neoliberal que têm sido encerradas extensões dos Centros de Saúde, Serviços de Atendimento Permanente, aumentados os valores das taxas moderadoras e dos custos médicos prestados, encerradas Escolas do Ensino Básico e Jardins de Infância, Postos e Estações dos CTT, Lojas e Serviços Técnicos da EDP e suprimidos Transportes Públicos, para além do aumento dos bilhetes e passes, e se propõe encerrar Hospitais e Maternidades e privatizar a gestão da água.
Considerando que o que queremos é que os Serviços Públicos funcionem com mais eficácia, mais qualidade e com custos mais acessíveis, os cidadãos e organizações participantes nesta Jornada de Luta Nacional, realizada no dia 10 de Junho de 2006 na cidade de Lisboa, convocada pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) decidem:

1º Exigir ao Governo que no imediato pare as Acções de encerramento das Extensões dos Centros de Saúde (SAPS), Maternidades, e Hospitais, Escolas do Ensino Básico e Jardins de Infância e outros Serviços Públicos.

2º Exigir ao Governo que proceda aos investimentos financeiros necessários à melhoria do acesso, funcionamento e atendimentos dos cidadãos aos e nos Serviços Públicos.

3º Exigir ao Governo que promova políticas de desenvolvimento para a área dos Serviços Públicos em conformidade com a Constituição da República Portuguesa de forma que as assimetrias regionais e populacionais sejam diminuídas ou mesmo eliminadas.



Lisboa, 10 de Junho de 2006





01/06/06

Plenário Nacional de Comissões e Associações de Utentes dos Serviços Públicos

RESOLUÇÃO




As políticas que os sucessivos Governos têm decidido e aplicado para a Área dos Serviços Públicos mais se parecem com uma autêntica operação de aniquilação dos mesmos.
Independentemente das muitas acções de propaganda que o Governo promove quando da apresentação das medidas, tais acções não encobrem nem resistem à dura realidade que acontece por todo o País.
Assistimos como nunca ao encerramento, limitação e degradação profunda dos Serviços Públicos
a que as populações têm direito.
Os Serviços Públicos têm sido e continuam a ser sujeitos a frequentes ataques com o objectivo
claro do seu enfraquecimento, quer para deixarem de funcionar como garante dos cidadãos, quer para cada vez mais deixar o campo livre ao sector privado contribuindo para a criação e agravamento das desigualdades entre territórios e populações.
As lógicas da privatização que os sucessivos Governos têm tomado como orientação política privilegiada na sua acção governativa como são os transportes, correios, abastecimento de água, abastecimento de energia eléctrica e ainda os Serviços Judiciais particularmente os Cartórios Notariais, a par de outras políticas que se ancoram em objectivos meramente economicistas para serem tomadas as decisões políticas anunciadas cuja concretização estará prestes a acontecer, sem atender quer às carências quer às realidades de cada situação com o encerramento arbitrário de Centros de Saúde, Maternidades, Escolas do 1º Ciclo e Jardins de Infância, situações que como referimos acima vão acentuar as assimetrias, são por isto mesmo merecedoras de denúncia pública e da realização de acções ou iniciativas de protesto que transmitam às respectivas populações as suas reais e graves consequências.
Curiosamente (ou antes cinicamente) o Governo argumenta com muita frequência que as decisões políticas que dão origem à aplicação de tais medidas se inserem num conceito de Estado moderno, estranho conceito este que assume e promove a desresponsabilização e a redução das políticas públicas em matérias de interesse básico para os cidadãos, esse não é com certeza um Estado moderno mas antes um Estado que se afirma como promotor e defensor do que pior têm as políticas neoliberais.
Discordando destas políticas e das decisões que as mesmas originam, cujas consequências se fazem sentir de forma preocupante sobre as populações e regiões, as Comissões e Associações de Utentes dos Serviços Públicos reunidas em Plenário hoje dia 20 de Maio de 2006 nas instalações da Voz do Operário, em Lisboa, decidem:

1º - Realizar entre os dias 22 de Maio de 2006 e 09 de Junho de 2006, um conjunto de acções e iniciativas de protesto e reivindicação nas diversas regiões do País.

2º - Convocar uma acção de âmbito nacional para o próximo dia 10 de Junho de 2006, às 15h00 na cidade de Lisboa

3º - Convidar todas as Autarquias Locais, Movimento Sindical, Comissões e outras estruturas que se têm manifestado contra o encerramento de Serviços Públicos a apoiarem e participarem na Acção Nacional.



Lisboa, 20 de Maio de 2006

Grupo Permanente do MUSP





MOÇÃO



Considerando que os Governo desde a sua tomada de posse tem desenvolvido uma política neoliberal que no essencial tem contribuído para a degradação da qualidade dos Serviços Públicos, muito embora os utentes paguem cada vez mais pelos serviços prestados.
Considerando que o Governo devido à aplicação de tal política tem vindo a encerrar Serviços de Saúde, Escolas do Ensino Básico, Jardins de Infância, Delegações Regionais de Agricultura, supressão de transportes e propõe-se a privatizar a água, encerrar maternidades, Hospitais e todos os Serviços de Atendimento Permanente (SAPS).
Considerando também que o Governo tem tido uma posição de extrema passividade e mesmo de permissão face ao encerramento de postos e estações dos CTT, lojas com balcões e mesmo Serviços Técnicos da EDP.
Considerando que esta política e estas medidas acentuam as assimetrias entre Regiões e pessoas com as graves consequências que as mesmas representam para tais Regiões e pessoas.
Considerando por último que o Governo contrariando as teses que tanto reclama do diálogo e de ser receptivo à discussão de propostas tomou todas estas medidas de formas arbitrária, prepotente e em alguns casos mesmo arrogante, tipo quero posso e mando, actuação que normalmente é utilizada pelos que não têm razão ou lhes faltam argumentos para contrariar outras opiniões.
Face aos considerandos que são referidos as Comissões e Associações de Utentes dos Serviços Públicos reunidas hoje dia 20.05.2006 nas instalações da Voz do Operário em Lisboa, decidem:

1º - Exigir ao Governo que proceda aos investimentos financeiros necessários à melhoria do acesso, funcionamento e atendimento dos cidadãos aos e nos Serviços Públicos;

2º - Exigir ao Governo que suspenda de imediato as acções de encerramento das extensões dos Centros de Saúde – SAPS – Maternidades e Hospitais – Escolas do Ensino Básico – Jardins de Infância e outros Serviços Públicos;

3º - Exigir ao Governo que promova políticas de desenvolvimento para a área dos Serviços Públicos conforme consideradas na Constituição de forma que as assimetrias regionais e populacionais sejam eliminadas.


Lisboa, 20 de Maio de 2006


03/05/06

Ciclo "Ambiente e Saúde"

Vai ter lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, nos próximos meses de Maio e Junho o Ciclo "Ambiente e Saúde" cujo programa integra conferências, abertas ao público em geral, e seminários formativos com inscrição prévia e número limitado.
Serão abordados os seguintes temas:
- Poluição do Ar e Saúde - 10 e 11 de Maio
- Alterações Climáticas e Saúde - 23 e 24 de Maio
- Poluição da Água e Saúde - 8 e 9 de Junho

Mais informações em www.gulbenkian.org

09/03/06

ABAIXO-ASSINADO CONTRA O ENCERRAMENTO DO HOSPITAL DO DESTERRO




ESTÁ A DECORRER O ABAIXO-ASSINADO CONTRA O ENCERRAMENTO DO DESTERRO!

AUMENTO DOS VALORES DAS TAXAS MODERADORAS




Lisboa 07 de Março de 2006

O Governo decidiu aumentar os valores das taxas moderadoras para acesso aos serviços de urgência a partir (inclusive) do próximo dia 1 de Abril em 23% e as restantes em mais 2%.
Quando efectivamente o que está inscrito no texto da Constituição da República Portuguesa é que os Serviços de Saúde devem de ser prestados de forma tendencialmente gratuita, o Governo vem aplicando precisamente o contrário, ou seja que os Serviços de Saúde sejam tendencialmente pagos, situação que consideramos inconstitucional.
Aumentar os valores das taxas moderadoras com o argumento de evitar que os cidadãos recorrem com frequência aos serviços de urgência dos hospitais e outros é pura demagogia, porque os utentes recorrem e vão continuar a recorrer a tais serviços de urgência não por prazer ou gosto mas porque a isso são obrigados devido ao encerramento de extensões de Centros de Saúde, encurtamento de horários de funcionamento dos Centros de Saúde, encerramento de SAP’s e CATUS.
Os portugueses são comparativamente com os restantes cidadãos dos 15 países que até há pouco compunham a União Europeia, os que mais dispendem do seu rendimento familiar com os Serviços de Saúde muito embora sejam os que auferem os salários mais baixos.
Porque consideramos que não é com os aumentos das taxas moderadoras que será reduzida a afluência de utentes aos Serviços de Saúde urgentes, mas antes com investimento nos cuidados de saúde primários com o alargamento dos horários de funcionamento dos Centros e Extensões de Saúde para além de outras medidas.
Porque mantemos a opinião de que o conjunto de medidas recentemente anunciadas para o Sector da Saúde mais não são do que medidas meramente economicistas e de capitulação perante os interesses dos grandes grupos económicos com vista à privatização dos Serviços de Saúde, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta o seu total desacordo ao aumento das taxas moderadoras exigindo sim a sua abolição.

Grupo Permanente do MUSP

DEPAPIDAÇÃO DO PATRIMÓNIO PÚBLICO CONTINUA


Lisboa 21 de Fevereiro de 2006

Com o argumento de reduzir a dívida pública e aumentar a competitividade das empresas GALP/energia, EDP, Rede eléctrica nacional e TAP, o Governo tornou público, através de um comunicado do Conselho de Ministros com data do dia 16 do mês corrente, a decisão de as privatizar e o calendário temporal para concretizar tal decisão.
A decisão tomada e posteriormente informada pelo Governo representa a par de muitas outras mais uma clara e lamentável situação de submissão, capitulação e cedência face aos interesses e exigências dos grandes grupos económicos que, a pretexto de menos Estado melhor Estado, não se cansam de exigir a redução da sua participação no Sector Público.
Para além dos prejuízos que estas e outras privatizações têm causado e vão continuar a causar, quer ao património público, quer à economia nacional, não melhoram a sua qualidade nem reduzem os seus custos.
Colocadas estas questões uma pergunta se impõe, como é possível a um Governo saído de um processo eleitoral onde durante a respectiva campanha o Partido Socialista, que o sustenta politicamente, apresentou um significativo conjunto de promessas e assumiu compromissos perante a maioria dos portugueses, tomar esta e outras decisões políticas que, no essencial, contribuíram e contribuem em larga medida para o agravamento das já muito difíceis condições sociais e de vida que estes e respectivas famílias vivem.
Consideramos, como aliás já o referimos, que estas decisões políticas mais não visam do que beneficiar de forma escandalosa os interesses e objectivos do capital privado representado pelos grandes grupos económicos reduzindo em simultâneo o património público e a participação do Estado em empresas tão importantes para a economia nacional, com implicações financeiras para a mesma e para a maioria dos portugueses, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta total desacordo e repúdio face à decisão tomada pelo Governo de ir entregar a gestão das empresas em causa a grandes grupos económicos.


Grupo Permanente do MUSP

22/02/06



DOCUMENTO DISTRIBUÍDO À POPULAÇÃO NA SEMANA DE 6 A 11 DE FEVEREIRO, A PROPÓSITO DO ENCERRAMENTO DO HOSPITAL DO DESTERRO

21/02/06

Delapidação do Património Público Continua

(Nota à Imprensa)



Lisboa, 21 de Fevereiro de 2006

Com o argumento de reduzir a dívida pública e aumentar a competitividade das empresas GALP/energia, EDP, Rede eléctrica nacional e TAP, o Governo tornou público, através de um comunicado do Conselho de Ministros com data do dia 16 do mês corrente, a decisão de as privatizar e o calendário temporal para concretizar tal decisão.
A decisão tomada e posteriormente informada pelo Governo representa a par de muitas outras mais uma clara e lamentável situação de submissão, capitulação e cedência face aos interesses e exigências dos grandes grupos económicos que, a pretexto de menos Estado melhor Estado, não se cansam de exigir a redução da sua participação no Sector Público.
Para além dos prejuízos que estas e outras privatizações têm causado e vão continuar a causar, quer ao património público, quer à economia nacional, não melhoram a sua qualidade nem reduzem os seus custos.
Colocadas estas questões uma pergunta se impõe, como é possível a um Governo saído de um processo eleitoral onde durante a respectiva campanha o Partido Socialista, que o sustenta politicamente, apresentou um significativo conjunto de promessas e assumiu compromissos perante a maioria dos portugueses, tomar esta e outras decisões políticas que, no essencial, contribuíram e contribuem em larga medida para o agravamento das já muito difíceis condições sociais e de vida que estes e respectivas famílias vivem.
Consideramos, como aliás já o referimos, que estas decisões políticas mais não visam do que beneficiar de forma escandalosa os interesses e objectivos do capital privado representado pelos grandes grupos económicos reduzindo em simultâneo o património público e a participação do Estado em empresas tão importantes para a economia nacional, com implicações financeiras para a mesma e para a maioria dos portugueses, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP manifesta total desacordo e repúdio face à decisão tomada pelo Governo de ir entregar a gestão das empresas em causa a grandes grupos económicos.


Grupo Permanente do MUSP

17/02/06

Directiva Blokstein

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos - MUSP esteve presente num debate sobre a directiva Bolkstein, que teve lugar no passado Sábado, dia 11 Fevereiro no auditório da CGTP e onde participaram diversas estruturas. Foi apresentada a posição que a seguir se transcreve e posteriormente foi remetida para os órgãos de comunicação social.



Posição do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP
sobre a Directiva Bolkestein

A Directiva Bolkestein tem merecido o repúdio de numerosas organizações, partidos políticos e forças progressistas, posição que o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos subscreve. Este repúdio foi claramente afirmado nas várias acções de luta que diversas organizações têm promovido como forma de manifestar a sua contestação e condenação face às graves medidas que a Directiva encerra.
Esta directiva que tem o nome do seu autor, o ex-comissário europeu Frits Bolkestein, está de novo na ordem do dia e insere-se no quadro dos objectivos da Estratégia de Lisboa, visando a liberalização da prestação de serviços e a consequente criação do mercado único de serviços na União Europeia.
Assim, esta Directiva apresenta uma linha de propostas que a pretexto de facilitar a circulação da prestação de serviços e tentando difundir a ideia que visam desburocratizar e simplificar formalidades visam de facto a sua entrega a grandes grupos económicos de importantes sectores.
Define ainda como regra fundamental de funcionamento do mercado único de serviços, o princípio do país de origem, possibilitando a prestação de serviços num Estado-membro, por empresas de outros Estados, desde que sejam garantidas as condições e direitos sociais e salariais do país de origem das empresas.
Hoje a prestação de serviços fora do Estado-membro obriga ao cumprimento da legislação do país de destino em que o serviço é prestado, bem como o cumprimento dos direitos e garantias estabelecidos.
A entrar em vigor esta directiva iria permitir que empresas se sediassem em países em que a legislação fosse mais benéfica aos grupos económicos e os direitos sociais e garantias dos trabalhadores fossem mais reduzidos, possuindo carta branca para actuar em todo o espaço europeu.
A deslocalização de empresas de serviços dentro do próprio espaço europeu iria ser a consequência imediata, bem como, a pretexto da concorrência, os salários e os direitos sociais iriam ser ainda mais degradados (nivelados por baixo). Os trabalhadores iriam ficar completamente à mercê das selvagens leis de mercado do modelo neoliberal.
A directiva refere ainda a lista de serviços a liberalizar: auditoria, consultoria, imobiliária, construção civil, saúde, educação, turismo, cultura e desporto. Os serviços da administração pública, transportes e telecomunicações, ficam, por agora, fora desta directiva já foram alvo, alguns deles, de iniciativas comunitárias que visavam a sua destruição e entrega ao sector privado.
A tentativa de privatizar tudo o que são serviços públicos e de destruir definitivamente o conceito de Serviço Público no sentido da aplicação do modelo neoliberal de desintervenção do Estado e de demissão completa das suas funções sociais vê na directiva Bolkestein mais um passo em frente. Em 2004 a Comissão Europeia publica o Livro Branco em que define que SIG (Serviços de Interesse Geral) e SIEG (Serviços Económico Geral) não devem ser confundidos com o conceito de Serviço Público. A ofensiva capitalista prossegue, no sentido de entregar aos grandes grupos económicos áreas essenciais à vida das populações e como tal rentáveis. O lucro, o economicamente rentável são os princípios que o modelo neoliberal pretende impor o que, como é fácil de constatar, não é compatível com a universalidade de acesso, equidade e qualidade dos serviços, conduzindo à exclusão social e ao cavar de graves assimetrias.
O caso português é exemplificativo da consequência da lógica da mercantilização e privatização. Sucessivos governos têm seguido políticas privatizadoras beneficiando exclusivamente os grupos económicos e atacando ferozmente aquilo que são os direitos essenciais das populações e utentes. Veja-se, por exemplo, o caso dos recentes ataques ao SNS e a Lei Quadro da Água.
O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP, defende que, pela sua natureza, os Serviços Públicos devem ficar salvaguardados da lógica mercantilista e privatizadora, como condição de garantia da sua universalidade, continuidade, qualidade, acessibilidade, protecção e segurança e devem ser da responsabilidade dos Estados membros as regras que determinam a sua organização e funcionamento.
Entendemos que a directiva Bolkestein se insere naturalmente na aplicação dos princípios do pensamento económico neoliberal, que proclama a privatização dos serviços públicos e a desregulamentação dos mercados, como fundamento duma maior competitividade empresarial (diga-se dos grandes grupos económicos) construída à custa duma verdadeira regressão social e civilizacional. É por isso que a rejeitamos na totalidade e não como alguns, que apenas a pretendem alterar, fazendo articulação directa com o tratado de constituição europeia no sentido de ressuscitar o texto e as suas graves pretensões. Repudiamos o seu conteúdo porque defendemos o conceito de Serviço Público e temos consciência de que os direitos dos trabalhadores e das populações não são um bem de mercado.
O capitalismo selvagem não conhece barreiras e, como tal, tudo fará para fazer aprovar no parlamento europeu a Directiva Bolkestein. A co-relação de forças no parlamento europeu merece-nos preocupação pelo que, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos – MUSP, em conjunto com outras forças progressistas se junta à contestação a esta directiva.